Desvendando a  Medicina Veterinária

Parte I  Revendo conceitos -Da Origem à Prática

“Daria tudo que sei, pela metade do que ignoro”.

(René Descartes)

 Artigo e Vídeo

Estes próximos capítulos são dedicados especialmente à:

 J.C - Historiador autônomo,cujas explicações sobre nossa História me cativaram

a cada vez mais querer entendê-la; Dras. Ione, Glenda e Zoe, e

Drs. Fernando (dentista), Moisés ,Sérgio Felipe, Ricardo e Valdir,

(em ordem alfabética e não de prioridade)

médicos(as), de especialidades variadas, porém de proporção de valor ímpares;

e à meu pai, um grande advogado que me ensinara o valor do bom senso

despertando e estimulando sempre meu interesse em embasar grandes causas com sensatez e respeito!

Nenhum deles possuem qualquer vínculo com este artigo,

porém, lhes são atribuídas grande parte das minhas inspirações e gratidão,

por serem acima de tudo, muito humanos!

Este capítulo inicialmente se destinava à apresentação da Homeopatia. Então para tal, parti das justificativas mais comumente utilizadas como defesa, (não somente a ela como tudo o que faça referência às terapêuticas vibracionais) cujas alegações principais encontramos o tradicional “não fazer parte da ciência”, ou entendendo “estar fora do que afirmasse Hipócrates, Galeno, Paracelso, Descartes”.

De forma a compreender esta grande raiz, cheguei a duas primeiras perguntas as quais penso muitos de vocês desconhecerem as respostas.

 Alopatia e medicina veterinária são a mesma coisa?

 Por quê ela foi priorizada dentro do ensino e a homeopatia somente uma especialização?

 Uma vez suscitada estas duas questões, chega-se então por lógica à uma terceira:

 Então o que sabemos sobre a origem da Medicina Veterinária?

Mas vamos por partes...

Alopatia é uma terapêutica utilizada dentro da medicina e medicina veterinária, cujo sistema consiste em tratar as doenças por meios contrários a elas, procurando conhecer suas causas e combatê-las, através de medicamentos que vão produzir no organismo do doente uma reação oposta aos sintomas a fim de neutralizá-los (como a utilização de um analgésico para diagnósticos de dor).

Em virtude de fatores não só medicinais, como também econômicos e sócio-culturais, foi priorizada como “oficial”  através dos tempos.

Porém, convido-os agora para refletir:

Não seria mais próximo do real se parássemos para pensar que há uma só Medicina, com diferentes métodos de tratamento, pois se a alopatia cura por si só (se caso definirmos alopatia e medicina a mesma coisa), o que então desempenham os médicos, qual sua utilidade, não é mesmo?

E então começamos a perceber a arte da cura, a medicina, uma só medicina.

Concordando com as palavras de Bernard Ejzemberg, em um texto que utilizei, dentro de tantos outros para pesquisas: “A medicina é a arte de melhor prevenir, detectar e curar, e só cabe a existência de uma única medicina, na qual todos os recursos possíveis devam fazer parte, tenham a denominação original de medida alopática, homeopática, molecular, acupuntura, natural ou sintética. É nossa obrigação, portanto, buscar a integração de toda a arte médica, voltada para a saúde, com a obtenção de melhor resultado e menor risco.”

Mas ainda então voltando para o questionário acima, tentando responder a última pergunta, quanto ao que sabemos então sobre a medicina veterinária e do por quê do ensino estipular-se unicamente para a prática do que se tem como convencional, deixando a homeopatia, dentre outras, como especialidades, pesquisando exaustivamente na internet, desde sites oficiais, livros, e até textos monográficos de alunos também dispostos on line, basicamente o que obtive fora algo assim:

 “O exercício da arte da medicina veterinária confunde-se com os primórdios da civilização humana e sua antigüidade, podemos partir como ponto de referência o próprio processo de domesticação dos animais.

 O “Papiro de Kahoun” encontrado no Egito em 1980 a.C., descreve fatos relacionados a arte de curar animais, indicando procedimentos de diagnóstico, prognóstico, sintomas e tratamento de diversas doenças em várias espécies animais. A História também permite inferir que a medicina em animais era praticada 2000 anos a.C. também em certas regiões da Ásia e da África, desde o Egito até à Índia Ocidental.

 [...]Na Europa, os primeiros registros sobre a prática da medicina animal originam-se da Grécia, no século VI  a.C., onde em algumas cidades eram reservados cargos públicos para os que praticavam a cura dos animais e que eram chamados hipiatras...” (trechos extraídos do site CRMV)

 E na busca de encontrar uma razão, mais e mais os textos e seus parágrafos decorriam com uma série de nomes, influências, períodos seculares perdidos de seus significados.

 Vou citar só mais um trecho como ilustração para não perder o raciocínio de onde quero movê-los à reflexão. Acompanhem.

Na era cristã em meados do século VI, em Bizâncio foi identificado um verdadeiro tratado enciclopédico chamado HIPPIATRIKA, contemplado por diversos autores e que tratava da criação dos animais e suas doenças, contendo 420 artigos, dos quais 121 escritos por Apsirtos, considerado no mundo ocidental a partir dos Helenos, o “pai da Medicina Veterinária”. Apsirtos nasceu no ano de 300 da nossa era, em Clazômeras, cidade litorânea do mar Egeu, na costa ocidental da Ásia Menor. Estudou medicina em Alexandria, tornando-se posteriormente, veterinário chefe do exército de Constantino, o Grande, durante a guerra contra os povos Samartas do Danúbio, entre 332 e 334.[...]

 Até que então, me projetando na situação de aluno iniciante desta arte, lendo e relendo tudo, percebi que, sem incitar estas informações apresentadas e descritas como que fazendo parte de um processo, mas sim sob esta forma cronológica e não contextual, o intuito em descrever a origem da medicina veterinária, poderia deixá-lo mais perdido no tempo do que facilitá-lo a compreensão de seu surgimento. 

Afinal, tomando o que citei até então, por que os Egípcios se preocupavam tanto com os animais?

Que era cristã foi essa depois? 

Por que a chamamos assim?

Quem foram os Apsírtos ou Constantino?  

E mais ainda e pior... 

Por que temos que entender estes detalhes?  

Antes de dar cabo a estas respostas e as correlacionar com o porquê do pensamento mecanicista por vezes tendencioso e cético, no sentido do não refletir e assim desconhecer e aceitar tudo o que nos é passado como máxima inquestionável, continuarei por mais um momento sobre o que fui obtendo: 

“Os Gregos foram os primeiros a avançar significativamente no seio da ciência médica.  

Por volta de 400 a.C., Hipócrates desenvolveu a medicina pragmática com o interrogatório e o exame sistemático do doente e também lhe são atribuídas as primeiras prescrições de medicamentos. [...] Cada um quis descrever as doenças humanas e, por vezes, as dos animais. [...]” (Royal Canin) 

[...] Evidências da medicina animal também foram encontradas em outras civilizações antigas, como aquelas dos Hindus, Babilônios, Hebreus, Árabes, Romanos e Gregos. E é da antiga Grécia que surge Hipócrates, o "Pai da Medicina" ou o "Pai das Profissões da Saúde". Ele foi o primeiro a usar a palavra diagnóstico, que significa discernimento, formada do prefixo dia (através de - em meio de) + gnosis (conhecimento). Diagnóstico, portanto, é discernir pelo conhecimento. [...]” (L.S e G.A Médicos Veterinários)) 

Saindo então da projeção que me fizera estar como possível “aluno” e o que sentiria como tal, diante destas possíveis explicações transmitidas, e uma vez retomando minha realidade observatória, analítica e exploradora dos fatos, como que se não bastassem estes dados que obtive pelos textos, trechos de livros e artigos na internet, decidi averiguar com alguns amigos profissionais sobre o que aprenderam em relação à história de sua profissão. 

Qual não fosse minha hipótese, todas as explanações se definiam como algo muito semelhante ao que consegui pela internet. 

E foi aí que consegui captar a “chave” para esta questão. 

Buscando informações bibliográficas de cada um dos “nomes difíceis” e suas datas citadas, indo para além da mera cronologia, tentando recolocá-los sob um contexto histórico real sem cortes e interligado com os demais acontecimentos, comecei a perceber que a concepção de nossa Medicina, desde sua origem até o que hoje concebemos sobre ela, tem passado tanto pelo crivo da “pressa” em ensinar. Assim pouco a pouco fomos nos desconectando da história e de sua essência, contribuindo para que o pensamento moderno que temos hoje se perpetuasse como um grande telefone sem fio.

A medicina veterinária não nascera por si só, apartada do restante dos fatos no decorrer dos tempos. Ela decorreu de um processo dentro da própria História da Medicina Humana, que por sua vez se localizava sob um contexto Social, Político, Cultural, Econômico e Religioso, sem os quais perde-se o cerne..  

Para então começarmos a entendê-la, necessitamos compreender a origem da própria medicina em si. 

Até nossa atualidade, considerando desde a escola até dentro das universidades, (não só em especial na área da medicina, mas em todas as áreas praticamente), devido à intenção de aliar o conhecimento necessário conforme o que envolve a profissionalização x objetividade/prazo, uma vez que uma capacitação profissional dura em média 5 anos (no caso das universidades), contando inclusive que a tecnologia e seu avanço parecem cada vez mais sintetizar e instaurar no ser humano uma "pressa" em chegar logo ao objetivo sem rodeios, o que aprendemos, infelizmente, acabou por descartar e seletizar toda compreensão do histórico das contribuições sob apenas alguns aspectos.  

Ao invés então de apreendermos as informações como que fazendo parte de um contínuo processo evolutivo, tendemos a entender quase que os cientistas mais marcantes “já nasceram sabendo”, ou seja, não passaram por influências da época de modo que contribuíssem para seus pensamentos, teorias... 

Então assim, subtraindo o histórico, da compreensão do contexto ao qual cada época se inseria e referia, (onde conjuntamente ocorriam descobertas filosóficas, culturais, econômicas e políticas), sem que percebamos, pouco a pouco vamos sendo desestimulados a perceber a importância do "todo"... E subjetivamente, com todos os tipos de “todo”, tanto na área médica, quanto no nosso dia a dia e nossas relações. 

E no que se baseiam as teorias energéticas? 

Num todo. No todo. 

Desta forma então, pelos anos a fio até chegarmos à formação profissional, somos “treinados” a pensar que ciência é ciência, física é física, cultura é cultura, sociedade é sociedade e que as coisas não se misturam. 

Lembram-se dos tempos de escola? 

Aprendíamos matemática, fórmulas, sem interesse, por não entender quem estipulou que deveríamos, ou onde utilizaríamos determinadas lições no nosso dia a dia... 

Igualmente foi a física, outro exemplo dentre todas as disciplinas.  

Pra quê tínhamos que entender as leis de Newton? Ou biologia, Darwin? Oras, pretendo ser publicitário (você poderia dizer), ou jornalista... Ou médico... Meu negócio é fisiologia! Não era assim? 

Por exemplo.  

Partindo desde já desta possível definição explicativa aos alunos num primeiro momento, sobre o que é medicina veterinária e como ela conquistara este espaço no decurso da história, cheguei aos renomados influentes que contribuíram em uma infinidade de instruções ou modus operandi, digamos assim, sobre o corpo humano, seu funcionamento, os métodos cirúrgicos, e que por analogia, ora influenciaram a medicina veterinária, ora em prática o levaram a este estudo. (Vamos começar a partir daqui a criar o hábito de visualizar os fatos corretamente em que tudo surgia dentro de um período e ao mesmo tempo, certo? Este é o sentido.) 

E somando-se a isso, tomando o HD fresco dos estudantes, logo no início do curso, onde sei constar esta parte histórica num primeiro momento, uma vez então voltando a me projetar dentro da situação, já de antemão imaginei duas primeiras questões que poderiam surgir na mente dos alunos: 

1 - Tenho que saber sobre este histórico? Não podemos pular esta parte?  

E a resposta seria basicamente: “Não. faz parte da grade de ensino”

A próxima pergunta que se surgiria então seria a seguinte:  

2 – Qual o intento maior desta disciplina sobre o percurso da medicina veterinária através dos tempos?  

E a resposta, interpretando o que se subtrai resumidamente da história, está na justificativa do método que embasa todo o curso: Explicar sua origem voltada para o transcurso prático-cirúrgico e terapêutico, obviamente sob o enfoque prático da Alopatia. 

Não foi mais ou menos assim pra você? 

E aí, conforme este inicial conteúdo fosse transmitido, o assunto “histórico-teórico” começava a ser chato, você não podia dispensar a matéria, mesmo sabendo que o negócio mesmo é por a mão na massa, ficando ansioso, desligado...deixando de prestar atenção, já que a próxima aula é de laboratório - esta sim é mais interessante! – e com isso, captando somente o resumo do resumo que está sendo transmitido... 

E neste primeiro momento, desde já distraído da observação e compreensão de todo o contexto ao qual a medicina veterinária se origina, consequentemente vão se formando rudimentarmente em seu inconsciente as primeiras aversões ao Holismo, cujas personalidades utilizadas para ilustrar o que você possa chamar de ciência, como Hipócrates, Galeno, e até o próprio Descartes, não só a incluíam de alguma forma dentro de suas premissas como se nortearam por esta influência de pensamento...Sabia?

Ah! Para com isso!  

Sei como se sentem... 

Também me senti assim ao buscar toda esta informação que passo a refletir junto à vocês agora... 

Mas antes de começar a justificar estes tesouros históricos que fazem parte do quebra-cabeça que chamamos de Medicina, e mostrar que a filosofia das emoções, da espiritualidade ou energia vital, dos humores, como queira chamar, permearam todas as épocas e praticamente todos os contribuidores, ainda vou continuar mais um pouquinho sobre a questão desta sintetização dos conteúdos dirigidos, a qual me referi neste começo de capítulo. 

Tomemos por exemplo a palavra evolução/processo evolutivo dentro do contexto da medicina.  

Ao que ela lhe remeteria num primeiro momento? 

Muito provavelmente a Darwin, correto? 

Perceba então que o fato de selecionarmos (mais corretamente falando seria extrairmos), de dentro de um contexto, x ou y cientista marcante, para tentar explicar algo que o valha, sem englobá-lo para que possamos compreender o que lhe remeteu a tal descoberta ou teoria, já estamos de certa forma realizando uma "historioctomia" no tempo, uma vez que, de acordo com Descartes, filósofo muito citado ao nos justificar mecanicistas, estaríamos certamente então racionalizando as partes de um todo.  

Mas já que mencionei sobre Descartes... 

Você sabia (eu inclusive não, até então) que ele, mesmo com sua contribuição matemática e a famosa frase “Penso logo existo e res cogitans”, que fora interpretada como uma distinção arrogante (antropocentrismo) em relação às demais espécies e tantas outras coisas mais, buscava encontrar respostas para o empírico, para o início da criação, para explicação da existência de Deus, deixando um manuscrito que posteriormente à sua morte resgatou uma série de mal entendidos?

Pois é...ele não foi tão cético e racional como comentamos...e aqui encontramos mais uma peça deste quebra-cabeças mecanicista... 

Por temer a inquisição, foi secretamente criando anotações as quais iria publicar sob um pseudônimo. Um deles é o Le Monde e outro, fora voltado para as conclusões que teve unindo a compreensão matemática à cosmologia, o qual jamais pensara em publicar, pois contrariavam as concepções da Igreja. Estes manuscritos só foram descobertos muito, mas muito tempo depois, e salvos pela Biblioteca da França. Em 2004, Amir Aczel o lançou como livro: Os Manuscritos Secretos de Descartes.  

Mas sobre este “achado” eu falarei depois. 

Retomando, quando separamos determinados pontos de um contexto, chego à conclusão de que ao invés de proporcionar um melhor foco e praticidade, geramos mais incompreensão do que aprendizado... 

Como Descartes mesmo diria: ``Para se atingir a verdade deve-se, por uma vez na vida, se desfazer de todas as opiniões que se recebeu, e reconstruí-las novamente e desde seus fundamentos, todos os sistemas de seu conhecimento” [...] “Daria tudo que sei, pela metade do que ignoro”. 

Assim temos a grande questão:  

Como resgatar a vontade de se querer entender a história por trás dos fatos, ou querer conhecer além do que já se sabe? 

E este é o propósito deste capítulo.  

Acompanhem. 

Ao contrário de hoje, no início dos tempos, as disciplinas se interligavam mais proximamente com os pensamentos filosóficos (filosofia > do grego philos - que ama + sophia - sabedoria, « que ama a sabedoria ») e sob eles norteavam suas pesquisas.

As descobertas biológicas, físicas, químicas, que ainda estavam a ser concebidas e postuladas, se entrelaçavam e surgiram através desta filosofia, deste pensar.  

Não havia medicina como “cadeira”. Este conhecimento, desde os gregos, era transmitido de pai pra filho, verbalmente, onde a confiabilidade já se dava só ao se dizer o nome de seu professor. Só isso já bastava para o cidadão ser reconhecido dentro da arte da cura...  

Com o tempo a teoria “verbal” foi tomando a forma de manuscritos. 

Basicamente então, esta busca pela compreensão do mundo podia ser lida sob influência de 3 tendências: 

1)  a tentativa de explicar as doenças em termos físicos, isto é, o método orgânico;

2)  a tentativa de encontrar explicações psicológicas e ou sociais para a civilização;

3)  a tentativa de lidar com o não conhecido por meio de explicações sobrenaturais e ou mágicas.

E aí inserimos:

"Inicialmente, a medicina primitiva não conseguia separar medicina de religião e de magia, até que Hipócrates, o Pai da Medicina, se insurgiu contra estes métodos médico-religiosos, limitando-se somente ao tratamento médico." 

Será que isso é verdade totalmente?  

Será então que a busca do "racional" e "materialismo" como única definição de ciência realmente se solidificou apartada dos demais aspectos que implicam na doença cujas especialidades vibracionais se baseiam?  

Seriam elas um universo à parte?  

E é aqui que começa o grande segredo... 

Até a Idade Média a dor era vista como causa sobrenatural, significando um “castigo dos Deuses”.

Isso se intensificava pelo fato de que embora a denominação “médico” já existisse, as pestes e epidemias continuavam a surgir matando quase um terço da população, e as terapias que se dispunha a medicina rudimentar, - sangrias (utilizadas para praticamente tudo), vomitórios, doses de ópio e outras fórmulas perigosas - prejudicavam os pacientes e muitas vezes antecipavam sua morte. 

As cirurgias até esta época eram procuradas somente pelos pacientes já sem esperança, e feitas sem anestesia!  

Somado este terror, os cirurgiões haviam desenvolvido a habilidade de decepar tumores a sangue frio, cauterizando-os rapidamente com um ferro em brasa. A experiência era traumática e poucos sobreviviam, mesmo porque não havia assepsia alguma. Ou seja, a doença era algo extremamente atemorizante. 

Com a chegada do catolicismo, no qual os Bárbaros que consquistavam a Europa a aderiram, as coisas não mudaram muito nestes termos. Reduziram os Deuses para um só, é verdade. Mas aí sim é que a “coisa começou a pegar”! Mais precisamente e literalmente, a “pegar fogo”. 

A Igreja Romana condenava todas as pesquisas científicas que promovessem a busca do conhecimento e que ao mesmo tempo pudessem ameaçar seu controle. 

Desta forma, não tão diferente como hoje, mas substituindo igreja pela indústria farmacêutica e interesses público, políticos, tudo o que era voltado para estimular a crítica, ou seja, que remetesse à energia, alma, vibração, e que por ventura fragilizassem o poderio da igreja, (e atualizando o termo para "enfraquecimento da indústria corporativa" - fazendo uma analogia à atualidade), eram banidos, tidos como heresia, demoníacos, etc, e novamente fazendo a analogia para a atualidade - como hoje preconceitualizamos como sendo esotéricos.  

E aí alguns de vocês podem se alegrar: Claro...essa bobajada de misticismo tinha que ser punida mesmo! 

Calma gente...sei dos bons...Mas aos mais apressados, que tal permitir a possibilidade para um outro prisma?

Aqui você irá começar a reaprender o aspecto interessantíssimo do estudo de sua influência, ao contrário do que aprendemos na escola, em separado nas vagas aulas de catequese... 

A Igreja lucrava muito com a população. E para continuar em seu “labor suave” que por parte também era bem seguro, precisava que o povo temesse a ela.  

Não havia naquela época uma cidade, um estado, como temos São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, muito menos Governo... Havia as conquistas de terras, os Reinados (estão lembrados das aulas de história e as épocas – Idade Média, Renascentismo, etc?), onde muitos reis se aliaram ao catolicismo.

Entremeado a estas conquistas os árabes faziam fronteiras por entre as terras e o temor ia se aumentando. (os árabes também tiveram grande influência na medicina) 

Como dentre as normas impostas no catolicismo constava o ato de se confessar para purificar-se, com isso, a Igreja tudo sabendo sobre tudo, e, temendo por tal, tornava os Reis à mercê do Papa, encontrando aí mais um meio de enriquecimento. Era mais ou menos assim: Os Reis pagavam indulgências, e buscavam se aliar à ela para não perderem seu quinhão. Com isso a igreja fazia olhos cegos e ambos lucravam com o povo. 

Diante então do mesmo objetivo do conquistar e dominar impérios, e assim, impregnando o conceito de que a sociedade era impura (já que a clareza e a informação, a busca do conhecimento que levava ao questionamento deste Deus era um perigo para os conquistadores e as doenças simbolicamente reafirmavam este princípio de castigo), o povo não tinha acesso à Bíblia, sendo a Igreja a única que tinha fornecia este conhecimento. Desta forma, diante dos “pecadores”, omitindo o que era honesto ou não dentro do conceito de Jesus, cobrava altas indulgências em ouro, aumentando sua riqueza, e por conseqüência os Reis aliados. 

E é neste contexto, dentro desta luta pelo controle x consciência, onde cada vez mais a existência de um Deus era transmitida como juiz implacável, que surge Lutero e posteriormente Descartes... 

Ah! Não falei que Descartes era racional e o resto papagaiada?!Calma... 

Lutero, (1483-1546) formado em Filosofia e Direito, era um homem inteligente, porém, muito genioso. Certa vez, diante de um grande acidente que poderia tomar sua vida, prometeu a Deus que se saísse vivo convertería-se em padre. 

Cumprindo então sua promessa, uma vez em contato direto com os bastidores do Papado, começou a se revoltar com os procedimentos de sua Igreja.  (as famosas indulgências)..

Quem tinha mais possibilidades financeiras, podia, com a compra das indulgências da Igreja Católica, cometer qualquer tipo de pecado.  Os pontífices vendiam a salvação aos seus fiéis gerando lucros fabulosos para a igreja que explorava a uma população já miserável e carente, desvirtuando-se totalmente da moral.   

Então, Lutero, tendo a oportunidade de estudar a Bíblia, (um privilégio naquela época, já que poucos tinham como disse anteriormente, e inclusive fazendo a primeira tradução desta para o alemão), passou a ver os ensinamentos divinos sob um olhar crítico, promulgando 95 teses que continham ácidas contestações ao papado e ao alto clero.  

"A medicina cria pessoas doentes, a matemática, pessoas tristes, e a teologia, pecadores" , dizia Lutero.

Pregando-as pessoalmente na porta da Catedral de sua região, os fiéis passaram a ler o que havia nos papéis afixados.

Em seguida, os escritos de Lutero foram publicados em grande escala, atingindo assim, um maior número de pessoas, onde inclusive o Papa obteve rápido acesso deste material.

Para resumir a história (dado que consta um filme sobre ela intitulado “Luther” e que infelizmente foi pouco divulgado – abaixo desta pagina, para assistir), em conseqüência desse ato, ele foi excomungado em 1521, refugiando-se para evitar seu julgamento diante da Inquisição, dando margem futuramente às mais diversas vertentes religiosas que encontramos hoje, inclusive a dos Rosa Cruzes, à qual Descartes fazia parte. 

É... Ele mesmo!  (A AMORC - Antiga e mística Ordem Rosa Cruz , Ordem da Rosa Cruz como comumente chamamos hoje em dia é uma Irmandade secreta que nasceu no período medieval (aproximadamente em 1604), com o intuito de preservar os conhecimentos e sabedorias espirituais do mundo antigo, envolvendo o estudo de diversas correntes filosóficas-religiosas: hermetismo egípcio, cabalismo judaico, gnosticismo cristão, alquimia etc, tendo por finalidade fazer com que as pessoas descubram seu potencial interior. A Maçonaria possui preceitos semelhantes, utilizando-se do de várias correntes filosóficas, ocultistas e metafísicas). 

Mas antes de terminar o raciocínio coligando estes aspectos da influência religiosa na medicina, vamos fazer um parêntesis bem rápido para entender brevemente a inquisição e assim refletir de onde permeia o hábito que também contribui para que entendêssemos somente um lado de tudo... Já dizia Descartes: “... as nações são tanto mais civilizadas e cultas quanto melhor filosofam seus homens."

A Inquisição da Igreja Católica Romana foi a maior desgraças que ocorreu na história da humanidade.

Analisando a pessoa de Jesus, como personalidade influente na História, sem entrar em méritos religiosos, em nenhum lugar das Sagradas Escrituras ele instituiu que matasse alguém que discordasse dele, tampouco ensinasse que seus seguidores fizessem isso em nome dele. Porém, com sua morte, dado que Igreja (catolicismo) se constituía, e considerando que nesta época não havia Estado como Governo e sim conquistas e Reinados, a Igreja nunca foi, como a personalidade e ensinamentos de Jesus, “próxima aos pobres, ao povo”. Pelo contrário, seu interesse maior era a riqueza, considerando hereges, julgando e condenando desde pessoas que discordavam da política oficial, até os filósofos herméticos, judeus, etc através da Inquisição como forma de controle. 

E os benefícios que esta prática proporcionava, iam muito além do interesse em manter a população acrítica e domesticada... Havia também: 

-FATOES ECONOMICOS: com a morte de pessoas acusadas por irem contra a fé cristã, a fortuna dos acusados, com sua morte, ficaria destinada a instituição igreja.

-FATOES POLITICOS: Tanto externa quanto internamente, leviandades aconteciam. Neste sentido, a Inquisição servia como controle moral dentro da própria. 

Nos processos da inquisição uma simples denúncia já era prova de culpabilidade, cabendo ao acusado a prova de sua inocência. Porém, este possível acusado era mantido incomunicável. Ninguém, a não serem os agentes da Inquisição, tinha permissão de falar com ele. Nenhum parente podia visitá-lo e geralmente ficava acorrentado.  

O acusado era o responsável pelo custeio de sua prisão, o julgamento era secreto e particular, e o acusado tinha de jurar nunca revelar qualquer fato a respeito dele no caso de ser solto.  

Nenhuma testemunha era apresentada contra ele, nenhuma lhe era nomeada. Os inquisidores afirmavam que tal procedimento era necessário para proteger seus informantes.  

A tortura era aplicada depois que uma maioria do tribunal a votava sob pretexto de que o crime tornara-se provável, embora não certo, pelas provas. Muitas vezes a tortura era decretada e adiada na esperança de que o medo levasse à confissão.  

A confissão podia dar direito a uma penalidade mais leve e se fosse condenado à morte apesar de confesso, o sentenciado podia "beneficiar-se" com a absolvição de um padre para salvá-lo do inferno.  

A tortura também podia ser aplicada para que o acusado indicasse nomes de companheiros de heresia. Um médico normalmente acompanhava o interrogatório, avaliando quanto de tortura o réu poderia suportar, sem morrer.

As testemunhas que se contradiziam podiam ser torturadas para descobrir qual delas estava dizendo a verdade. 

Não havia limites de idade para a coerção tortura e julgamento. Meninas de 13 anos e mulheres de 80 anos eram sujeitas à tortura.

As penas impostas pela inquisição iam desde simples censuras (leves ou humilhantes), passando pela reclusão carcerária (temporária ou perpétua) e trabalhos forçados nas galeras, até a excomunhão do preso para que fosse entregue às autoridades seculares e levado à fogueira, para que a população visse o que acontecia com aqueles que enfrentassem Roma.

Castigos normalmente eram acompanhados de flagelação do condenado, muitas das vítimas eram deixadas nuas e torturadas publicamente, ou deixadas nuas e estupradas privadamente e havia confiscação de seus bens em favor da igreja.  

Podia haver privação de herança até da terceira geração de descendentes do condenado, e a obrigação de participar de cruzadas também foi pena durante o século XIII.

Na prisão perpétua, considerada um gesto de misericórdia, o condenado sobrevivia a pão e água e ficava incomunicável. Nem o processo nem a pena suspendiam-se com a morte, pois a inquisição mandava "queimar os restos mortais do hereje e levar as cinzas ao vento", confiscando as propriedades dos herdeiros. Livros também eram levados à fogueira.  

Peço que reflitam um pouco até aqui. 

Começamos falando sobre a questão do resumir fatos em virtude do tempo restrito para “caber” de tudo um pouco voltado para o ensino, exprimindo assim, como em contrapartida perdemos com isso muito do todo, já que, conforme a área de formação, “pegamos” mais da técnica do que captamos a riqueza do teórico vivido nas épocas para explicitar e dirigir o ensino, como na medicina e medicina veterinária, por exemplo, que no caso é o foco deste livro, onde fatalmente omitindo-se pontos importantes e esclarecedores podemos tendenciar um raciocínio parcial sobre a trajetória da medicina. 

Re”-colocando então alguns fatos que pertenciam, vimos que dos mais primórdios ícones até a atualidade, nada se fez sozinho, eles não nasceram sabendo, mas sim suas descobertas e postulados foram parte de um processo que transcorria e lhe embasavam as descobertas. 

Compreendendo então este domínio da Igreja Romana depois de Cristo, e ao mesmo tempo relembrando nossas aulas de catequese (considerando constar em grade na maioria das escolas), por exemplo, peço que parem por um momento e reflitam quanto ela interligou você na história, e quanto contribuiu para que seu interesse no sentido da busca de explicações espirituais sobre nossa evolução, estas aulas realmente lhe evocavam?  

Seria possível quase afirmar que de lá pra cá, ou seja, desde a forma mais medieval de atuação da Igreja até quase atualmente, pouca coisa mudou...Da mesma forma que a ciência de hoje isolou-se da história, a religião isolou os demais contextos. 

As escolas que continham esta disciplina católica, apesar de promover talvez o respeito, a caridade, e alguns valores necessários (moral), por sua vez, em contrapartida, tomando a alegoria e a história bíblica (sem estender-me à teologia, pois não é o foco),  posteriormente pregando um Deus ora punitivo ora caridoso, mais distanciavam e confundiam o homem de sua fé, ao invés de estimular a pesquisa e respostas para alguns aspectos que são ainda desconhecidos. Concordam? 

Gente! A Inquisição não foi brincadeira, nem ficção ou mesmo um filme! É a história de sua HISTÓRIA!

 Jung, (Carl Jung, psicólogo dissidente de Freud), explicaria este medo em se falar sobre o “proibido”  - ou categorizado como tal tudo o que fosse correlacionado como energia vital, espiritualidade, imaterial, esta nossa “mania” de separar o científico do restante, este preconceito inter religioso que interfere para além deste âmbito através da herança arquetípica.  

Grosso modo falando, e tomando Sheldrake e Fritjof Capra, uma herança arquetípica seria, traduzindo em miúdos, como uma “treino celular” das células conforme o exercício físico do pensamento (que também é uma energia) e que é transmitido de geração em geração conforme a prática e seu uso, mais ou menos como a teoria de evolução das espécies de Darwin.

Mas então voltando e terminando esta parte sobre a inquisição, um dos pontos importantes da história, ou o que podemos perceber como fato é que ela tentou na verdade bloquear tudo o que se relacionasse com a busca da compreensão do imaterial. Assim, sem pararmos para filosofar, criticar, rever buscar complementar o que nos foi transmitido desde a escola, continuamos temendo uma inquisição virtual internalizada ou genética, vinculando a energia sutil, física quântica ao religioso, e então alienando este aspecto de nossa essência como que irrelevante, onde conjuntamente expressamos justificativas para o crer numa medicina válida com frases prontas, incoerentes e desprovidas de conhecimento profundo dos fatos. 

De fato, toda a busca da compreensão da existência do homem e por conseguinte a busca da cura das doenças sempre fora norteada com o auxílio deste ponto subjetivo da existência de um Deus. A crença na alma fornecera impulso como terceiro elemento, junto ao: 

Físico: que fornecia a lógica com base nas leis universais – ação - reação; 

Orgânico: qual orientava o conhecimento fisiológico e sua interação com a natureza; 

Proporcionando a compreensão do anímico: no sentido de admitir que dentro do processo físico, orgânico e sua interação com a natureza, existam aspectos intangíveis que influenciam como o pensamento, emoções, e o imaterial, a energia da vida, independente da religião (nomeação). 

O que acontece é que ao apreendermos o conteúdo pela metade, fortalecido pela herança que a imposição da Igreja proporcionara, acabamos por ligar obrigatoriamente esta parte (alma) à um Deus e à uma religião (e sua classificação/nomeação), assim, descartando-a de nossa existência, permitindo e guiando a posteriori a um ceticismo médico, onde o interesse pelo outro passa a ser secundário em relação ao interesse pela doença (medicina baseada em evidências), e claro, a colaboração do ceticismo por parte do paciente. Não é assim, quando um médico ou veterinário nos indica algo natural e então achamos que ele não "encontrou o problema", pois poupou medicação?

Alma, no sentido religioso, que implica em infligir temor como aprendemos, é bem diferente da alma como princípio vital buscada em toda esta trajetória. Talvez para facilitar, devamos trocar a palavra Alma metaforicamente para Âmago, Essência. 

Religiões à parte, esta “alma” sempre fora respeitada e considerada como existente, âmago da questão sobre a busca da compreensão do ser, partindo do que se observara como material e imaterial (pensamento, sensação, harmonia e conexão da natureza para com todos os seres). 

E foi justamente na tentativa de aproximar esta Alma, no sentido de desvincular dos dogmas pregados na Igreja Romana é que Descartes, surge, com uma série de publicações, e dentre elas sua frase “penso, logo existo”, buscando trazer importância ao pensamento, associando a ele métodos para não cair na enganação e dúvida (as alegorias da Igreja x dúvida sobre a origem da vida), postulando que devíamos entender todas as partes para compor o todo, partindo para isso, da dúvida de tudo o que aprendemos e do mais fácil para o mais difícil. 

Vamos compreender um pouco mais do que se fala sobre o famoso Descartes... 

No meio de todo este fogo queimando na Inquisição, contando a proibição religiosa desde então, o universo da física, metafísica, química, biologia, astronomia, etc, aconteciam entrelaçados.  

Somando-se a isto, considerando a parcela individual de cada um, o tema de vida e morte, suscitando questionamentos (alma ou âmago, como preferir), sempre esteve presente na vida de Descartes (1596 – 1650). Sua primeira perda foi ainda criança, por volta de 1 ano de idade, com a morte de sua mãe ao dar a luz, e deste seu irmão, que viveu somente por uns dias. Como complemento, sua saúde também sempre envolvera cuidados. 

Apesar de que toda a sua formação filosófica e científica tenha se dado em um colégio jesuíta, e em Descartes ser católico, a influências e acontecimentos diante do que Lutero propunha rever, só confirmavam o que ele pouco a pouco ia sentindo diante do que aprendera. 

Embora inicialmente pensasse que, por estudar em uma célebre escola da Europa pudesse assim, formar homens sapientes, como ele mesmo diz, ao contrário, cada vez mais se descontentava e punha em dúvida as ciências propostas. 

Não é de se estranhar então, que a busca de Descartes em enveredar seus estudos para Direito, após o término de sua formação em Filosofia na escola dos Jesuítas, também se devesse pelo fato do que lá fora acontecia e temia, dado a influência de Roma e a inquisição ainda presente. Ou seja, diante de sua personalidade crítica e questionadora, podemos absorver que buscar Direito significasse também para ele uma busca de respaldo, assegurando um direito pela expressão de seus pensamentos e postulados com base na Lei. 

Ao se somar que o mistério da vida e morte sempre o acompanhara desde cedo (teve também com sua empregada Heléne Jans, uma filha que morreu com cinco anos e posteriormente sua irmã mais velha), Descartes busca então na Matemática, uma tentativa de descobrir o elixir da longevidade. 

Influenciado por Pitágoras, contribui suas descobertas da álgebra à geometria analítica, baseando-se nas duvidas não solucionadas dos gregos quanto à mesma, culminando nas coordenadas cartesianas, as quais nosso próprio GPS e outros programas de óptica atualmente se baseiam. Olha que bacana sabermos de onde vêm as coisas! 

Mas em verdade, apesar de estudar a ótica, a natureza da luz, as leis da refração e meteorologia (explicação do arco-íris), a natureza e estrutura dos corpos materiais, o ar a água a terra, fazendo estudos de anatomia e de fisiologia dos animais, dissecando diferentes órgãos que obtinha nos açougues locais, inventando inclusive o termo embriogenia para o que agora é chamado embriologia(ele não comia carne), sua busca pela matemática estava muito mais além do que comumente soubemos. 

Inspirado nas matemáticas, seu intuito maior era o de provar rigorosamente a existência de Deus e o primado da alma sobre o corpo, chegando à cosmologia. 

“[...] não havia notado ainda seu verdadeiro emprego, pensando que serviam apenas às artes mecânicas [...]” Descartes 

Por volta de 1633 ele tinha quase completado o rascunho ele intitula o "Mundo", manuscrito onde unia seu conhecimento matemático à alquimia e astrologia, porém ao saber que o astrônomo Galileu tinha sido condenado em Roma pela igreja católica, desistiu da publicação. Veja como a presença da Inquisição promovia um medo em massa, manipulando conhecimento. 

Um de seus grandes postulados foi o de que a alma está ligada ao corpo por uma glândula cerebral, onde ocorre a interação entre espírito e matéria. (Atualmente Dr. Sérgio Felipe, neurocirurgião da USP realizara recentes descobertas sobre esta glândula e sua relação com a metafísica e nossa capacidade sensória intuitiva - vídeo palestra ao final deste capítulo) 

Continuando então, Descartes, pressionado pelos seus amigos para publicar suas idéias, escreveu um tratado de ciência expondo um método de se chegar à verdade através do bom senso, ao qual atribui à palavra razão, decidindo publicá-lo anonimamente, tornando-a sua mais famosa obra posteriormente.

Assim, o meu desígnio não é ensinar aqui o método que cada qual deve seguir para bem conduzir sua razão, mas apenas mostrar de que maneira me esforcei por conduzir a minha.” - Descartes 

Embora sua mais conhecida e difundida sentença “Penso, logo existo”, na obra Discurso do Método”, tenha sido interpretada e direcionada para o entendimento da filosofia moderna,  permitindo a instalação da razão como portadora da capacidade de conhecimento do homem,  priorizando o intelecto em detrimento da emoção,  consegui absorver sua linha de pensamento dentro não só diante de seu histórico de vida, mas também incluindo-o sob um contexto como um todo, compreendendo que esta afirmação fora mal conduzida posteriormente pela ciência, como talvez um : “Penso, logo sou superior aos demais. O que conceberei pela via da razão, a esta lhe será concedida primazia sobre todas as outras verdades subjacentes,  inquestionavelmente.”.

Se um dos pontos aos quais a ciência se baseia para discorrer suas justificativas rumo à medicina baseada nas evidências ( falaremos disso nos próximos artigos) seja sob as raízes das descobertas e contribuições de Descartes, e claro, a continuidade e evolução de pensamento conforme os demais na história, diante do embasamento deste capítulo, que enfoca justamente a compreensão de todo um contexto como base, podemos perceber que ele não tenha sido completamente compreendido. Além do quê, para chegar a esta razão, necessitou parâmetros das mais diversas formações como direito, teologia, filosofia, cultura, etc, em outras palavras não dá pra se fazer ciência sem a totalidade das observações e conhecimentos paralelos e ao mesmo tempo entrosados. E será que temos esta amplitude ou pegamos só um pedaço do todo para julgá-lo como um todo?

Um dos preceitos imprescindíveis ao qual Descartes se norteara fora o do que chama de “bom senso”.  

Para ele, o poder de bem julgar e distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina o bom senso ou a razão, era naturalmente igual em todos os homens. 

O grande problema é que este “bom senso” vem sendo aplicado, não para avaliarmos nossas premissas e impressões sobre as coisas partindo da dúvida, mas sim somente para justificar nossas escolhas tendenciadas, dado que percebemos Descartes ser interpretado sob um só prisma.

Se dentro deste considerado bom senso, ora se inseria os bons costumes e a obediência às Leis, no decorrer dos tempos até hoje, o que se tem é algo como um jogo de futebol americano, onde o jogador que pega a bola passa por cima de tudo e de todos para fazer seu gol, ou defender sua idéia à qualquer preço. 

Pergunto então: Isto é ciência ou verdade a qualquer preço? 

[...]”Crendo-se mais hábeis do que são, não podem impedir-se de precipitar seus juízos, nem ter suficiente paciência para conduzir por ordem todos os seus pensamentos[...]” Descartes 

Assim, temos criado ao longo dos tempos rivalidades, desrespeito, a hostilidade gratuita, a verdade defensiva (e se nos defendemos, obviamente é por que  temos medo, e se temos medo, é porquê indiretamente não estamos certos de algo ou escondemos algo que não queremos entrar em contato/mostrar - ou, aceitando a existência de um novo elemento, cremos dar por perdido todo investimento), dada a falta de introspecção subjetiva dos conteúdos vistos por um só lado da moeda e subtraídos do contexto real, criticando e segregando tudo o que seja contrário ao que se pensa. 

Assim vejo ser atingida parte da vertente medicinal vibracional e todos os que a aderiam, e que embora sintam, não relatem... 

Mas ao contrário, tamanho entrosamento esta tem com os aspectos contextuais da história, e tamanha relevância que dedica a os aspectos que a medicina convencional cindiu, que ao invés de revidar na mesma intensidade, estas vertentes vão ganhando terreno silenciosa e pacificamente, com um bom senso ímpar, haja vista a quantidade de cursos especializantes nesta área hoje em dia.  E será que estamos preparados para lidar com o que ela enfoca e se perdeu em nós?

Para Descartes, moral e bom senso eram a base, onde em primeiro lugar então, antes de tomar a bola, ou justificar suas bases racionais, é preciso como ele mesmo diz, conhecer-se a si mesmo (e assim suas sombras, medos e tudo o que poderia tendenciar os fatos conforme absorvemos individualmente os dados via pensamento e escolhemos por onde seguir), onde então neutralizados, separando o que é do que se tem dúvida, buscar o conhecimento nas áreas as quais hoje em dia se dispensa, assim, compondo um todo, mais sincrônico, não só por um ângulo.  

Mas Descartes ainda possuía um outro lado bem interessante... 

Como ele não tinha lá sua saúde tranqüila, e, como diante da regalia que tinha ao estudar naquele colégio durante sua adolescência adquiriu o hábito de acordar tarde e permanecer no seu leito por tempos. Isso lhe possibilitou grandes meditações. Meditava sobre as construções que via na janela de seu aposento, sobre as pessoas, sobre a cultura, sobre os costumes. Veja como aspectos subjetivos (filosofia, emoções, percepções, etc, compuseram suas premissas mesmo que aparentemente racionais) 

Assim também, Descartes valorizava o sonho, a intuição, dando certo valor à suas interpretações.  

“Nunca podemos distinguir por sinais completamente seguros o sono da vigília e isto me atordoa. E é justamente este atordoamento que me faz crer que esteja sonhando. Assim é possível que estejamos a sonhar quando nos julgamos acordados e, portanto, talvez tudo aquilo que pensamos estar a observar não passe de uma ilusão ” Descartes.

E foi através desta interpretação pessoal, resumidamente falando, que deu sentido para sua famosa frase “penso, logo existo”, pois devido à seu questionamento, dado que tanto em sonho quanto acordado, os pensamentos existiam, portanto eram reais,  pondo as em dúvida era uma forma de pensar, é que assim ele fora percebendo a importância da subjetividade pessoal e como talvez ela implicasse na evolução das teorias, positivamente ou manipuladamente.

E diante deste sonho, (existem até hoje em dia algumas alusões à Descartes e sua inspiração para ao roteiro do famoso filme Matrix), dado tudo o que estava estudando, então entendeu que sua missão era reunir todo o conhecimento humano em uma ciência universal única, mostrando que todas as ciências estão interconectadas e deveriam ser estudadas como uma só entidade (filosofia, metafísica, física, anatomia, medicina, ciências naturais e moral.

Aqui começamos a perceber talvez a melhor de suas contribuições.  

Todas as suas teorias se deveram a estudos correlacionados (as partes que compõem o todo), ou seja, tomando pelo lado positivo e profundo, o que talvez houvesse sido passível de distorção é o fato de que para criarmos uma dedução ou levantarmos uma crítica sobre algo, devemos antes conhecer todas as partes. Mas estas partes ( a metafísica, a filosofia, a física e a psicologia), como ele mesmo descrevia no livro “Os princípios da filosofia” ou foram interpretadas sob uma ótica reducionista, ou foram abandonadas de dentro das universidades. Não conseguimos ainda entender todas estas partes, pois priorizamos do todo, somente algumas delas...

Dizia ele: “A filosofia é como uma árvore, as raízes são a metafísica e a ciências como a medicina, a mecânica e a psicologia os ramos da árvore”. 

Conforme seu pensamento, e conforme tento levar á reflexão (isto é filosofar!), não podemos separar filosofia como isolada dos descobrimentos e da razão do homem E inclui-se aqui também a psicologia. Trocando em miúdos, ela rege cada passo da ciência, dado que ao questionarmos e buscarmos novos métodos estamos constantemente refletindo, criando idéias com base nos dados, selecionando por onde partir, ou seja, filosofando. 

"A filosofia é a que nos distingue dos selvagens e bárbaros; as nações são tanto mais civilizadas e cultas quanto melhor filosofam seus homens." 

Este é o verdadeiro sentido de sua contribuição, o sentido de onde conforme ele, deveríamos partir nossas investigações através de métodos, que embora ao mesmo tempo passassem pelo crivo do entendimento subjetivo para um racional, deveria ser analógico ao grande relógio no sentido do qual temos que separar o “assunto” a ser pesquisado em partes para facilitar a compreensão (mas sem pontuação de valores), e aí sim, compormos o todo, ou entendermos o funcionamento do todo, chegando na verdade pura. No meu ver, outra má interpretação sob o ponto de vista do cetisicmo...

Ainda neste sentido, o fato de interpretarmos que ele qualifica que a natureza distinguindo-se dos homens por “não pensar”, dado que somos humanos e passíveis de correção quanto às nossas apercepções, podemos aqui entender que o que tenha sido passível de sua intensão frente ao que deixou como herança indubitavelmente valiosa, fosse o de que é de nossa responsabilidade, dado que somos pensantes, destinar a ela (natureza e demais seres que não “pensam”) e a nós, via nosso pensamento, uma melhor adequação, entendendo-a e inclusive defendendo-a consequentemente, já que faz parte de nosso habitat e dela vivemos, e não o que desta frase se gerou o antropocentrismo distorcidamente. 

Por último, quanto à releitura sobre as contribuições de Descartes, podemos finalizar esta primeira parte das reflexões sobre a história da Medicina, referindo sua frase utilizada no seu Discurso do Método, o qual, dentro de seus postulados, o fundamento do conhecimento a que considerava mais importante era o de que este deveria ser encontrado, segundo Descartes, em Deus.  

Deus era a única garantia da veracidade dos dados, e consequentemente da verdade do conhecimento. Sem Deus não poderíamos ter a certeza de nada, sendo o responsável pelas idéias inatas que há em nós, tornando-se por isso o fundamento metafísico do conhecimento. 

 “Para se atingir a verdade deve-se, por uma vez na vida, se desfazer de todas as opiniões que se recebeu, e reconstruí-las novamente, desde seus fundamentos, a todos os sistemas de seu conhecimento. É caminhando em direção a Deus através de nossa razão é que posso conhecer as coisas''. Rene Descartes. 

Conclusões sobre esta primeira parte

Quando estamos diante de um problema, como por exemplo o aquecimento global, os cientistas podem ter respostas técnicas, mas cabe à filosofia, à psicologia, que tem a visão global e crítica para as questões, a contribuição sob novas perspectivas decorrentes de como conduzir, avaliar estas respostas, do convencimento de uma delas em detrimento da outra, junto da sociedade. Bem como avaliar a ética, moral. 

Assim, suprimindo disciplinas de determinadas universidades por crer não serem necessárias, suprimindo conteúdos onde priorizamos a cronologia em detrimento do contexto, cindimos a história, desestimulamos a crítica, suprimimos o envolvimento. Sendo mais práticos, bloqueamos a criatividade de explorar na medicina outros pontos que não na linearidade a qual ela se encontra. 

Por outro lado, contando com esta postura, “programamos” estudantes e futuros profissionais desinteressados em observar minúcias, em valorizar aspectos subjetivos de dentro da própria doença, em estar próximo também do doente, como a homeopatia o faz muito bem, mas que, conforme desestímulo e incompreensão dentro da lógica em que a história é transmitida, se perdem em algum lugar do espaço.

 Além disso, ainda priorizando o racional sem a completa compreensão dos seus autores, sem “terapeutizá-los”, preconiza-se atitudes e pensamentos estes que no cotidiano são os responsáveis pela hostilidade e arrogância do saber a qualquer preço. 

Afinal, pôr em dúvida tudo à nossa volta, mas não incluir a nós mesmos e nosso pensamento fica muito fácil! 

Em minha opinião, (contando que tudo o que discorro tem única e exclusivamente a intenção de propiciar uma reflexão e não uma verdade máxima), creio que muito embora as disciplinas tenham que passar por uma reformulação, ou melhor dizendo um resgate do que fora antigamente (multidisciplinares independente da área formativa), não podemos simplesmente criticar, acusar, fazer uma inquisição universitária geral, como vimos recentemente sobre a estudante e seu vestido curto, ou outros exemplos dentro e fora da atenção da mídia. Não.

O que podemos ver aqui, ou ao menos o que pretendi por em pauta é que as críticas, as diferenças, foram e são válidas e imprescindíveis para que as reformulações e os grandes passos da história ocorressem e ocorram. Talvez se as descobertas mascaradas fossem permitidas, não obtivessem interesse suficiente para modificar pensamento e a própria História. Tomando até as leis da física (ação e reação) tamanha a proibição da Igreja que na mesma proporção impulsionou descobertas incalculáveis.

Então, desta forma, não podemos simplesmente mostrar o erro e preconceitualizar. Temos que agradecer todos os ocorridos com sensatez, assim como também com sensatez e bom senso os alvos deveriam se portar, aprender e tirar o máximo das diversidades, para então conseguirmos aperfeiçoar o que hoje chamamos de conhecimento.

Veja por exemplo Descartes. Ele foi capaz de extrapolar seus conhecimentos para um alcance muito maior do que costumamos fazer. Aplicava seus conhecimentos geométricos à física, incluindo a óptica e a mecânica à sua filosofia, que também era regada de conhecimentos astrológicos e alquímicos.

Permeando suas percepções, visitava novos lugares, voltando sua atenção para compreender como as pessoas viviam em diferentes locais, observava o derretimento da neve, o arco iris, anotando suas informações e convergindo não só ao embasamento  de seus estudos como também refletindo sobre seu destino, sobre o caminho que queria tomar na vida...

E mesmo temendo a inquisição, não esqueceu em deixar a cargo do tempo a descoberta de suas anotações referentes a uma sincronicidade do universo vindas por tudo o que estudou e coligou na busca da alma...

E o que temos hoje?

 Fracionamos uma área da ciência, uma área da matemática, uma área da biologia, etc, aprofundamo-nos neste conhecimento, dirigimos nossas pesquisas, porém, distanciamo-nos cada vez mais da unificação deste em prol do saber viver, objetivando unicamente a um saber pensar.

Sabedoria, implica em articular toda a integridade humana, em toda sua complexidade (alma, corpo, mente, emoções e intelecto) a serviço da vida e da existência. Isto não nos remete à Medicina? 

Nos dias de hoje, apesar do conhecimento ser mais acessível, um dos pontos que também nos afeta frente à aceitação de determinadas modalidades, ou ao menos em tentarmos pô-las à reflexão é o fato de que ao invés de compreendermos a ciência ser passível de modificações frente à sua evolução e dada sua complexidade, como temos inicialmente conforme Aristóteles que concebia a terra ser o centro do universo e posteriormente com Copérnico e Galileu descobrirmos que todos os astros giram em torno do sol, tomamos pelo lado egóico, como que determinada crítica ou mostra de outro ponto de vista significasse que erramos, e assim, que não temos valor, lesando nosso brio.   

As críticas são e sempre foram impulso importante para fornecer garra, dinamismo, energia aos contestadores. Porém, o que não pode ocorrer é uma busca cega, mesmo que se digam baseadas na razão. Razão esta, cujos ícones utilizados para embasamento, pouco se soube sobre eles... 

Conhecer todos os assuntos, se conhecer, ou ao menos enveredar-se a explorar um pouco mais, dá subsídios importantes para nosso pensar, amadurecer, para nossa conduta, para o se chegar a um todo dentro das doenças, em qualquer área, inclusive na própria medicina veterinária e até em nosso relacionamento interpessoal! 

Por quê será que quanto mais se foca a razão, menos duradouros os relacionamentos são? Não se estaria aqui faltando um pouco de tentarmos entender o todo?

Deus, energia vital, magnetismo, ânima, âmago, embora ainda não consigamos destrinchar esta equação, ao menos devemos respeitá-la, dado que se a procuramos em nossos experimentos, então, logo ela é passível de existir. 

Quiz

Só para finalizar este primeiro capítulo:

Você sabe porque o  1º. médico veterinário fora um especialista em cavalos como vimos no início?

Resposta: Desde a época das grandes cruzadas e domínio de posses, o que mais se utilizava como veículo eram os próprios cavalos, assim, portanto, sendo um alvo de necessária atenção: Hippo (cavalo) + Iatros ( médico/curador). Obs. A 1ª Medicina Veterinária do mundo (veterina = animal de carga e "veterinarius" = os encarregados dos veterinas)  criada em Lyon, França, 1761, também surgiu através do hipologista e advogado francês Claude Bougerlat.

E porquê os egípcios que tinham muitos manuscritos sobre tratamento de animais se interessavam por eles, antes de Cristo, onde surgira bem depois a medicina veterinária ou os hippiatras?

Resposta: Dado que para eles, os animais eram sagrados (conforme sua religião), quando ocorriam as mortes, junto com os mortos, também eram  mumificados e enterrados seus animais. Então esta prática fornecera base para muitos conhecimentos que vieram a desenvolver sobre estes. 

Nota: se a própria subjetividade não fosse importante, por quê então nos acostumamos a utilizar símbolos para exprimir uma formação, e dentro destes, toda uma mitologia por trás? (no próximo capítulo falaremos sobre isso também)

Abaixo dois vídeos elucidativos

1 – Luther - Filme rico em detalhes da época da Inquisição, abordando a história de Martinho Lutero e a reforma protestante, como vimos abordado neste capítulo.

2 – Palestra do Dr. Sérgio Felipe, neurocirurgião da USP, onde discorre grandes descobertas sobre a função da glândula pineal e nossas percepções.

À título de curiosidade, a glândula pineal está presente em muitas variedades de espécies. Conforme podemos refletir e ligar esta palestra com a especialidade da “Comunicação entre Espécies” aplicada até então desde Penélope Smiths, (e Dra. Sheila Waligora - medica veterinária aqui no Brasil)  talvez esta glândula seja a chave por intermédio da qual a comunicação possa se estabelecer, quanticamente falando.

 Este capítulo continuará em Nov - Dez/09!

Cópia e Reprodução Permitidas desde que inalterado conteúdo e mencionada a fonte: WWW.VETERINARIOSNODIVA.COM.BR e minha autoria do artigo para valorizar a continuidade deste trabalho - Se você perceber, os autores pesquisados por mim, também foram respeitados e mencionados no rodapé da página.  Obrigada!

***Referências bibliográficas ao final da página.***

Abaixo, os 2 vídeos, onde o filme está compactado a uma boa qualidade

para que possa vê-lo em tela cheia clicando no quadradinho ao lado do vol.


Observações para assistir as midias:

1-Dê um "stop" no player  acima, clicando aqui para subir ao topo da página onde ele se encontra.

2- Para voltar até aqui novamente, clique em Vídeo (no topo da página).

Luther - Filme baseado em fatos reais sobre Martinho Lutero, a Inquisição Romana e influências na História

:::qualidade para tela cheia:::

Palestra e Entrevista (2 vídeos juntos)do Dr. Sérgio Felipe  - Neurocientista, discursando sobre a importância da glândula Pineal

:::qualidade média:::

 

Referências Bibliográficas

 

Home     Página Anterior      Cadastro newsletter     Índice     Próxima página       

E-book: Veterinários no divã - ©2008 Veterinários no Divã  - Todos os direitos reservados 
Respeite os direitos autorais - cópia e reprodução proibidas
safihquelbert@veterinariosnodiva.com.br 

   Web Site Hit Counter