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Hoarding - 2 paginas sobre este tema a se pensar!!

O que é e estaria por trás do Hoarding...COmo este tema se relaciona com os artigos anteriores? o quê podemos aprender com ele?  Como identificar sintomas? Quais os tratamentos?

Este próximo artigo que irei discorrer é sobre um tema que também se relaciona com o âmbito veterinário, bem como o holístico, complementando os artigos anteriores postados sobre as medicinas vibracionais e as emoções.

 Através dele, não só atualizaremos o esclarecimento sobre o tema, como também, tomando-o como exemplo diante então de dois modelos de leitura(os quais serão apresentados agora), mostrar-lhe-ei diferentes óticas (talvez não apercebidas), proporcionando um "treino", de forma que você possa desenvolver uma percepção semelhante, e considerar outras possibilidades no que lhe confere seu dia a dia,  bem como sobre qualquer diagnóstico.

Vamos lá.

O que você sabe sobre Hoarding?

Hoarding, resumidamente é distúrbio de personalidade onde o indivíduo começa a “colecionar” uma série de objetos, incluindo animais (e não só animais), e neste caso, não provendo um bem estar adequado nem de si nem dos demais, passando a viver miseravelmente, e com isso, se tornando um foco de proliferação de uma série de doenças ao seu redor, uma ameaça, onde o caso é enquadrado sob a penalização de maus tratos e psiquiatria.

Não é impossível de acontecer um caso ao qual o profissional da área de medicina veterinária venha a ter atendido um animal em situações muito precárias e sem saber sobre o tema, possa junto com seu questionamento referente ao estado em que se encontra o animal, se possibilitar um questionamento sobre,e se, este cliente possa ser um Hoarder em potencial. 

Por outro lado, muitos adeptos à causa animal, também podem, diante do que resumidamente se divulga na mídia, se questionar e temer a possibilidade de estar enquadrado neste perfil...

Mas então, como perceber?Como abordar e tratar?

Isto é uma das situações a qual este artigo se destina.

Complementando estas respostas no decorrer, este assunto também traz dentro de si, a possibilidade de se aperceber de outros dados “por trás” do principal, no sentido de despertar atitudes investigativas e contributivas, enriquecendo nossa percepção dos dados, qualidade necessária principalmente para quem “ouve” e trabalha os casos levados a tratamento via terapias complementares, já que as emoções e seus distúrbios são à base delas. Neste sentido, refletir sobre este tema, será um belo exercício ilustrado, para estimular sua amplitude de foco sobre as doenças e o que está por trás delas.

Com isso, convido então vocês leitores para descortinr o assunto, removendo os entraves de vista, adaptando o que venho a abordar como uma possibilidade de extensão também no uso interpretativo nas diversas situações cotidianas. 

Partamos então agora, a apresentar inicialmente a definição de Hoarding, e depois o que ele simboliza, bem como o que tem a nos ensinar.

Conforme artigos mais salientes na internet:

Hoarding é uma patologia psiquiátrica, caracterizada por uma excessiva acumulação e retenção de objetos, incluindo ou não animais. É muito freqüentemente  sintoma de uma doença mental grave, como o transtorno obsessivo compulsivo, sendo que estas pessoas necessitam de cuidados psiquiátricos, não constando ainda muita literatura médica a respeito. 

Dr. Gary Patronek, conduziu uma pesquisa em 1999 para delinear o perfil do acumulador de animais, chegou às seguintes conclusões:

· 76% são mulheres. 
· 46% têm 60 anos ou mais. 
· A maioria é de solteiros e mais da metade vive sozinho. 

· Em 69% dos casos, fezes e urina de animais estavam acumuladas nas áreas sociais da casa. Em mais de 25% dos casos, a cama do acumulador estava suja com fezes e urina. 

· Animais doentes ou mortos foram descobertos em 80% dos casos relatados, ainda que em 60% dos casos os acumuladores não reconhecessem o problema. 

Há casos em que o acumulador detém centenas de animais em seu convívio, muitos destes animais inclusive de raça, em condições precárias de alimentação e higiene, e dentre estes, corpos decompostos, numa ambiente permeado de detritos como fezes, lixo, dentre outros, e, conforme as normas que se aplicam, quando detectados, são condenados por crueldades, sendo desta forma uma situação preocupante em termos de saúde pública nos EUA, por exemplo".

 Agora vamos dar início onde quero despertar...

Conforme lemos este artigo, o que desperta em você?

Para alguns poderia, por exemplo, despertar um medo de poder se tornar um, ou também desencadear um escrúpulo?

Agora vamos ao que pode estar por trás, e assim começar a despertar nosso senso crítico.

Somando o que você possa ter “sentido” ao ler esta definição, juntamente com os dados ressaltados comumente na mídia, este distúrbio, de certa forma, traz como ensinamento, simbolicamente, o que estamos constantemente fazendo, mesmo muitas vezes sem querer: Aceitar uma definição como única, perpetuando uma visão unilateral e genérica, sem sequer refletir sobre a possível "origem" da causa, como se este "problema" fosse à parte de nossa realidade, ou, por outro lado, sem pensar em dar continuidade à pesquisa. Ao invés de perceber o que com o que lemos ou vemos poderíamos colaborar, construir, complementar, pelo contrário, nos tornamos pouco críticos, aceitando tudo o que nos é passado, e muitas vezes perpetuado no repasse.

Ora, quem escreve e colabora com esclarecimentos em artigos como este e outros temas, com certeza buscou as informações datadas na época, mas tudo na vida vive em constantes up grades, não é mesmo? Da mesma forma o que lemos, as notícias que são veiculadas, as pesquisas, os conteúdos aplicados em sala de aula, enfim. 

Se tomarmos ipsis literis o que recebemos com verdadeiro, no sentido de imutável, ao mesmo tempo limitamos a atitude de novas pesquisas (e daí a controvérsia em se queixar posteriormente sobre a aceitação e má receptividade quando é nossa vez de querer mudanças), e por outro lado geramos um compromisso cômodo de forma que os autores do material divulgado se sintam com a única incumbência de pesquisa. 

Aqui também cabe uma outra observação. Todos nós ao finalizar um curso temos que fazer uma monografia, escolhendo um tema a ser explorado. Será que esta exploração científica se torna uma prática comum como característica de si, dentro da atividade de qualquer profissional, ou é apenas uma necessidade dentro do contexto universitário?

Todos temos a liberdade de pesquisar, buscar, informar...Ninguém nasce sabendo. E quando fazemos isso, estamos contribuindo sim, com um aprimoramento tanto pessoal como social, afinal, as pesquisas surgiram desta forma desde o passado, correto?

Dr. Gary Patronek, por exemplo, citado acima como responsável pela realização da pesquisa estatística, não é um psiquiatra, como de praxe imaginaríamos, já que a abordagem envolve estudo psiquiátrico e daí o interesse em psiquiatras explanarem sobre ele, mas sim um veterinário americano, diretor do Centro para Animais e Políticas Públicas da Universidade de Tufts, e que possui um grupo chamado "The Hoarding of Animals Research Consortium", criado em 1997.

Pergunto: Vocês repararam nisto, quando leram neste momento?

Se não,  me permitam uma primeira reflexão: Às vezes saber ler e saber ouvir é uma coisa que pouco aprendemos e fazemos, integral e profundamente...Nós simplesmente "peneiramos" o que queremos ler e muitas vezes "peneiramos' demais...E isso é pra lá de comum.

Continuando, somando-se a isso, ao passo em que recebemos muitos conhecimentos sem questionar, sem abrir possibilidades, como poderemos exigir mudanças ou modificar e sermos aceitos, se nós mesmos acatamos o que recebemos como uma máxima?

Outro ponto que pode ter passado desapercebido: A figura que utilizei para ilustrar o parágrafo que diz sobre aceitarmos "ipsis literis" tudo o que lemos... O "vaso" logo acima, em preto e branco, agora numa nova versão ao lado. Percebam que  a mesma figura(vaso) pode ser vista como 2 faces refletidas ou um vaso refletido. Ou seja, uma mesma figura, um mesmo tema, uma mesma situação, pode ser vista por vários prismas, e esta possibilidade de se"ver" as situações de nosso dia a dia, e em nosso dia-a dia sob vários ângulos, favorece diagnósticos e os torna muito mais ricos. 

Aquecimentos feitos, acompanhe agora então o que podemos extrair deste tema, conforme minhas pesquisas pessoais na internet:

Hoarding vem da síndrome de Diógenes (uma expressão para descrever casos de adultos que apresentam auto-negligência) caracterizada por um grave desvio de comportamento, uma desordem de personalidade, onde o indivíduo coleciona itens, dentre outras coisas, também animais. 


A palavra Hoard significa “entesourar-se”, daí o acúmulo de objetos os quais o Hoarder classifica como valiosos pra si. (É preciso que se entenda a diferença entre bagunça por falta de espaço e acúmulo de objetos!)

Enquadra-se no grupo de distúrbios de ansiedade, fazendo parte dos Transtornos Obsessivo-Compulsivos (TOC - enfermidade crônica do cérebro, caracterizada por uma lesão parcial do intelecto, das emoções ou da vontade, onde o sujeito se encontra ligado a atos que não provêm de sua razão ou emoção, os quais são rechaçados por sua consciência e que sua vontade não pode interromper – Esquirol 1838). Advém da combinação genética, ambiental e psicológica, cujos sinais podem aparecer na infância ou serem desencadeados por algum trauma estressante. Ou seja, não é de uma hora para a outra que podemos nos tornar Hoarders. Há uma condição que vem sendo alimentada lentamente.

Um outro dado importante é que a pessoa com Hoarding, e que coleciona animais, possui um apego muito grande com objetos, (por isso nos dá a impressão de que vivem na "sujeira" – prestem atenção como fica fácil “rotular” ou “preconceitualizar”, sem nos darmos conta do que poderia estar por trás do que de apresenta, inclusive a "sujeira" que se enfatiza). 

  Por este indivíduo ter uma enorme dificuldade com auto estima, por ser muito carente, (e obviamente não acolhido e encaminhado para tratamento aos primeiros sintomas) canaliza a falta desta em apoderar-se de tudo o que pode, pelo medo de não ter um dia, no sentido simbólico de recuperar-se de uma perda, cicatrizar uma ferida emocional. Claro, da forma incorreta e sem auxílio profissional.

Não se sabe ao certo o que dá o “start” para o início desta compulsão, mas é compreensível, já que quando se trata um indivíduo com esta sintomatologia, ele já não mais pode nos dizer claramente sobre si, já que sua visão é distorcida. Então desta forma, o trauma, ou o fato que desencadeou a compulsão, pode ser avaliado com auxílio de parentes e ou amigos que o conhecem. Daí a questão de se dizer que não se pode ao certo avaliar quando começa. A base são traumas, somados ou não à pré disposição genética.

Sua dificuldade em lidar com a incerteza os faz "armazenar" tudo o que acreditam ser útil, incluindo claro, o que não é (daí a incapacidade inclusive de eliminar os corpos dos animais já mortos em sua residência), já que cada peça traz consigo o simbolismo de uma carência, a cicatrização de suas feridas, sejam vivas ou mortas e também em outras palavras uma extensão de si – portanto a reluta em livrar-se “simbolicamente” de si, ou seja dos objetos e/ou animais, mesmo que estejam recebendo uma condição não salutar de cuidados. 

Os Hoarders que colecionam animais, inicialmente buscam nesta relação de "salvamento" uma cumplicidade, já que identificam a fragilidade do estado do animal similar à sua e que por ventura tenha sido abalada. A intenção do recolhimento do animal, dando uma "nova chance", pode o remeter à falta de confiança, sinceridade, traição, injúria que pode ter sido gerada (com base em pesquisas) por fatores como abandono de pais, negligência e abuso na infância, causadores de estress, luto. Ou seja, um ser que passou por maus tratos, se identifica com outro estabelecendo uma "simbiose", na tentativa de cicatrizar um passado.

Pais extremamente castradores, ou seja, que não propiciam uma liberdade de expressão do afeto, também podem contribuir para a concepção errada das carícias e daí o acúmulo delas.

Uma vez que os Hoarders estão neste quadro de baixa auto-estima e insegurança, por estes animais se tornarem um complemento de si mesmos (sendo enxergados desta forma e então uma via de cicatrização de seus traumas não trabalhados da forma correta), então os tratam como espelhadamente se sentem, e então a falta do suprir as necessidades. E nesta tentativa "errada" de espelhar o contexto para um aprendizado, acabam se sucumbindo (a pessoa Hoarding e seus complementos de si, "simbolicamente" os animais aos quais recolhe).

Agora vamos interpretar também o que popularmente se divulga à respeito à nível de estatísticas, colocando em pauta para reflexão::

Veja. 76% são mulheres. Por um lado, as mulheres, fisiologicamente são diferentes dos homens, o que lhes confere maior emocionalidade. Com isso, as emoções podem ser mais afloradas, mas no lado obscuro, ou seja, sua outra metade, quando mal trabalhada, pode acarretar inicialmente insegurança e baixa estima, que em aumento gradativo se não observado (princípio do hoarding) gera inúmeros desvios, patologias, psicossomatismos, etc. Agora vamos acrescentar mais um dado neste foco.

46% têm 60 anos ou mais;  - A maioria é de solteiros e mais da metade vive sozinho. 

Vamos explanar possibilidades aqui, tomando a base dos 54% contrário, ou seja, solteiro/com menos de 60 anos, e depois com mais de 60 anos como indica acima:

Quando ouvimos falar de que "fulano" ou "cicrano" foi morar sozinho, o que pensamos? Pode ser porque deva estar ganhando bem, porque quer ficar mais próximo do trabalho, porque quer ter sua liberdade, afinal, independência amadurece...Mas será que pensamos tudo? Será que esta pessoa que busca morar sozinha está bem consigo ou fugindo de algo, buscando isolar-se? Estaríamos projetando nossos desejos e supostamente justificando suas necessidades ou as reais da pessoa? Que motivos estaria fugindo, se é que poderia ser este o intuito, por exemplo? Estaria ela tentando com isso demonstrar o que concebe como verdadeiro e que no âmbito familiar não fosse possível, ou seria o contrário, uma negação do benéfico que lá existia?

Continuando, se uma pessoa busca morar sozinha visando seu crescimento, e cresceu num ambiente acolhedor e seguro, ótimo! Mas do contrário, obviamente esta pessoa irá aos poucos se "cansar", já que este estilo de vida requer uma grande responsabilidade e pode num futuro, conforme o grau que lida com as frustrações, buscar inclusive num animal, um subterfúgio pra sua carência...

Agora vamos mais a fundo. 

Porquê ela não conseguiria lidar com as frustrações? (perceba que estou dando hipóteses para ilustrar, mas podem ser inúmeros fatores) Seria porquê ela é cresceu num ambiente muito hostil, onde não podia se expressar, e assim, supostamente imaginasse que morando só, poderia, mas não trabalhando isso internamente, continuaria se auto reprovando e daí tornando este problema numa depressão? (leia-se aqui que outra característica do Hoarding é a baixa estima). Ou talvez seria porque é sensível, sincera, se magoa fácil e então prefira se "fechar" num "ap" só seu, se identificando posteriormente com a "ingenuidade" e fragilidade dos animais? Uma das características do Hoarding é a dificuldade interpessoal, daí a escolha do viver só. 

Percebem que tudo tem um "lá trás" que faz a diferença? 

Vocês conseguem refletir o quanto limitamos ou aceitamos um resultado sem levar em conta fatores mais profundos, bem como o quanto a iniciativa de explorar é válida? 

Agora vamos compreender o Hoarding e nossa participação com os distúrbios sociais e os 46% com mais de 60 anos:

As pessoas que estão hoje com até 60 anos podem estar vivendo a Síndrome do Estrangeiro onde nada daqui se encaixa nos seus objetivos pessoais.

"A Síndrome do Estrangeiro é a sensação de nostalgia pelo ambiente e/ou pelas pessoas, o sentimento de inadaptação, melancolia aguda, apatia, depressão, caracterizando um quadro de saudades de lugares e pessoas desconhecidas" -Malu Balona. (Vejam também sobre a SÍndrome do estrangeiro - em índice -  compêndio de vídeos )

Juntamente com isso, pare um minuto para refletir como os adultos com mais de 60 anos vem sendo tratados hoje em dia?

Muitos são esquecidos, talvez descartados, e conforme a idade biológica, hormônios, o declínio cognitivo, a fragilidade, pouco a pouco vão se tornando inseguros, carentes, e consequentemente, conforme o histórico do idoso, considerando então os idosos isolados e sem estímulo mental saudável, e acrescentando o egoísmo e o individualismo ao qual estamos inseridos, um distúrbio como este pode claramente vir à tona...(Para quem ainda não leu, sugiro como complementação meu artigo sobre stress e suas consequências - vide índice).

E em relação à compulsão, como vem sendo abordado o consumismo hoje em dia e a necessidade de se obter algo para se sentir aceito dentro dela?

Desde cedo, por exemplo, aprendemos com nossas mães de que "usar fralda já grandinho" – nossa(!), o que os amiguinhos vão falar, não é(?), ao invés de, por exemplo, respeitar o limite maturacional de cada um, e o tempo adequado para aprendizado individualmente. 

Ou seja, desde pequenos, crescemos aprendendo a nos comparar negativamente, a nos diminuir para aprender, onde é preciso existir o negativo para nos salientar positivamente. E assim, nos tornamos pouco a pouco menos críticos, de forma a entender que o “Outro” que faz certo merece ser copiado, seguido, não o contrário: "de que podemos ensinar algo". E cada vez mais nossa estima vai pro brejo, nos tornamos mais egoístas, menos complacentes, caridosos, prestativos, e consumistas, para querer “provar” que fazemos parte de...(olha a semente da compulsão plantada aqui!) 

Agora vamos somar a isto o fato de que nosso universo nos educou de forma a transformar o "doar amor" em "troca", onde com isso, a espontaneidade se vai, e as carícias e o interesse em colaborar ficam escassos, também para com os idosos.

**"Homens e mulheres guardam seus carinhos como um avarento guarda dinheiro.

Ou sexualizam tudo, com noção de pecado e alienação, para fugirem do contato com as pessoas e viverem na miséria afetiva, ou sexualizam com a noção de consumismo, onde o acabar, o conseguir números, passa a ser mais importante que a entrega.

Se as carícias são em número limitado, e podem acabar...então sempre que lhe dou algo, tenho que receber algo em troca (porque senão eu fico sem nenhuma carícia)!’:

“Você tem que cuidar de mim hoje... porque na semana passada eu cuidei de você’”.
‘Cuidei de você quando pequena agora você tem que cuidar de mim’.
‘Eu vou para a cama com você... Se você casar comigo’. Como se o amor fosse uma moeda para trocar-se.

O prazer da entrega é substituído pelo medo de ficar sem, de ficar vazio. Porque, com o pressuposto de que o amor acaba, tem-se que escolher muito bem a pessoa, a situação, para dar carícias... As pessoas passam então a ter fome de amor, apesar da abundância de amor que existe na humanidade...E passa-se a viver dentro de um sistema de medo. Medo de ser abandonado, rejeitado, criticado! E é dada uma importância absurda sobre o perigo de não ser amado por todos. O próprio "boom" do mundo virtual é uma prova disto.

Veja que até aqui estamos mencionando Amor, frustração, solidão, miséria, mesquinhez, baixa estima, insegurança...São familiares com os princípios do Hoarding? 

Continuando então o raciocínio acima, o medo vai aumentando... então as pessoas deixam de ser criaturas apaixonadas e passam a ser seres abandonantes...E pensam... Bem, trocar com elas eu não posso (porque dizem que acabam), então eu não dou as minhas carícias, nem rejeito as que não peço, porque o negócio é acumular...

E cada vez mais, esquecemo-nos de nós mesmos.
Cada vez mais, esquecemos de nossas necessidades.
Então, cada vez mais, o EU passa a ser o maior inimigo.

E a natureza não perdoa! Se você precisa estar mais em contato consigo mesmo e não valoriza esta necessidade, surge então aquela dor de cabeça, aquela insônia, aquela angústia, o Hoarding! Tem gente que só fica consigo mesmo quando está doente. 
Assim, cada um de nós passa a colocar uma máscara para esconder-se, pois o importante são as expectativas e não o SER.

... E cada vez mais... SOLIDÃO!" (trechos de Shyniashiki)**

Reflita agora: O que gera a solidão? A carência, o stress, a falta de diálogo ou quem dialogar e com isso o conflito mental e emocional? Compulsões, fragilidades, desestrutura?

Enfim...Consegui levar a você leitor uma outra visão sobre o que pode estar por trás de tantos fatos que vemos com os olhos muitas vezes desatentos e generalistas, através deste artigo exploratório sobre Hoarding, mobilizando inclusive sua atenção para o doente que necessita de apoio e não somente em para as consequências, resolvendo-as, muitas vezes sem se preocupar em tratar a origem?

Pode até parecer "desconexo", mas é desta forma que menciono ser mais profunda, que Homeopatia por exemplo enxerga o ser, assim como as terapias complementares: Explorando o que está por trás, percebendo as emoções, as causas, as origens escondidas. E por quê não ampliarmos nossa visão também, seja em que especialidade formos?

Porém, a grande maioria, ainda se posiciona generalistamente, como diz Herbert Vianna em seu desabafo que circula pela web: 

“O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a autoimagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo e sentimento é bobagem. (...) A máxima moderna é uma só: pagando bem que mal tem?”.

"Se por um lado participamos de uma grande evolução tecnológica e nos beneficiamos de pesquisas promissoras da medicina e de outros campos da ciência, que apontam para um futuro melhor, por outro lado, observamos que, cada vez mais, indivíduos encontram-se aprisionados a comportamentos repetitivos dos quais se queixam constantemente e de mal estar de que não conseguem se libertar".(Leila Guimarães)

Seria possível você perceber também que a própria sociedade, consciente ou inconscientemente pode ter sua parcela de contribuição no gerar, de certa forma, um preconceito, o lucro, a falta de sinceridade, a falta de diálogo, o "alheísmo", a carência, o consumismo, o amor de troca e seus desvios, predeterminando a lei do “útil e descartável” (como principalmente o caso dos idosos) amortecendo e emudecendo a dor em um misto de recusa e indiferença, e com isso reforçar inúmeras patologias, pois muitas vezes a busca por estar só, se dá inicialmente pela sensação de se sentir um estranho no ninho, diante do que se prega o senso comum?

Este um outro ponto onde queria chegar.

Pelas duas abordagens você agora é capaz de considerar até aqui, o quanto deixamos de observar outras “dicas” em muitos fatos desde o dia a dia, ou até mesmo num diagnóstico, como também inclusive, repensar até onde vai o holismo de cada um. 

E é aqui que defino a "meia Gestalt" onde juntamos partes e explicações para um âmbito só e não as aplicamos em outros. 

Estamos acostumados comodamente a pensar somente por uma via de interpretação. É necessário o estímulo do caráter investigativo, como também sentir que podemos, cada um, contribuir, aperfeiçoar em âmbitos distintos, mas que não são tão distintos como se parece. Aí é que está o valor de cada profissão, no somar.

Veja por exemplo. Até onde consegui pesquisar, (e esta foi somente a minha contribuição, mas creio existir uma infinidade de artigos que possam ilustrar outras complementações), não encontrei pesquisas ou interessados em pesquisar, por exemplo, o uso de florais nestes casos de distúrbio. Porém, já vi outras pesquisas em relação a transtornos, feitas em ratos, onde se constatou, por exemplo, que o floral de Bach Agrimony é um bom ansiolítico. Idem à homeopatia,acupuntura, etc.

Trabalhos recentes vêm reportando o uso dos Florais de Bach no tratamento da ansiedade(distúrbios compulsivos estão relacionados com ansiedade). Armstrong e Ernest (2001) avaliaram de forma randomizada e duplo cega os efeitos do Rescue (um RFB usado em situações emergenciais) em 100 indivíduos com sintomas de ansiedade. Os pacientes que usaram o remédio floral tiveram redução significativa dos sintomas apresentados.

O uso dos florais de Bach no tratamento da depressão endógena e/ou reativa já é realidade desde a década de 90. Chancellor (2000) e Ernst (2002) afirmam que indivíduos com este tipo de transtorno reagem muito bem ao tratamento com os RFB e, Masi (2003) reforça tal afirmação através de experimentos controlados.  Segundo Bach (1990), dos remédios utilizados, Gorse é o apropriado para os casos em que o paciente apresenta alto estágio de desesperança. Este efeito pôde ser observado no presente estudo, onde animais tratados com Gorse e, submetidos ao teste do nado forçado, mostraram-se muito mais ativos e apresentaram menor desesperança quando comparados aos animais do grupo controle . 

Porém, embora a terapia com florais esteja sendo indicada para o tratamento das doenças neuropsiquiátricas, os estudos científicos sobre o assunto são escassos na literatura. 

Como vêem, falta ainda a compreensão da aplicabilidade do que aprendemos, o estímulo à ampla aplicabilidade do que se aprende de forma a perceber a presença e influência das emoções em tudo. Por outro lado, somente quando não compreendemos as emoções e daí o treino de um perceber amplo em vários pontos, é que limitamos nossa atuação, chegando assim, a meio resultados.

Penso que diante do exposto, talvez você possa alinhavar agora o que suavemente mencionei acima sobre as mudanças que queremos e a não aceitação das que nos predispomos: Hoarding, homeopatia, reiki, florais, cromoterapia, acupuntura (agora nem tanto),veganos, vegetarianos, protetores, veterinários solidários ou não, racionais ou sensíveis, são preconceitualizados igualmente, cada um em seu teor, porque dentro de nós também há generalizações e falta de amplitude na visão. 

Contribuímos com muitos preconceitos em âmbitos comuns, com atitudes simples, através da parca iniciativa de pesquisa e da visão unilateral, e assim perpetuamos muitos paradigmas, gerando ação e reação, e claro, sendo retalhados na hora em que exigimos mudanças. E isto tem tudo a ver com energia e matéria, assunto anterior deste e-book, finalizando o ciclo. 

Se matéria é o resultado da energia, e estamos vivendo num caos disfarçado, é também porquê aplicamos o que aprendemos de forma isolada, materializando muitas falsas crenças e comodismos, mesmo que não intencionais.

Usamos o conhecimento trabalhado no holismo, por exemplo (emoções – energia – matéria - distúrbios) para compreender a ação isolada da cromoterapia, mas não para colaborar, tentar compreender o que estaria por trás de um distúrbio que também envolve emoção, que gera energia, que altera a matéria e comportamentos...

E para complementar, muitos de nós nos acomodamos ao ler determinadas definições sem sequer cogitar a possibilidade de nós sermos sujeitos a contribuir em qualquer pesquisa que seja.

E por quê isto ocorre? Talvez porquê não fomos estimulados para a busca e pesquisa nas escolas, como vimos anteriormente... Ou também porque nossa baixa estima não nos permite acreditar que poderemos fazer a diferença. (Está lembrado do que pontuei mais acima sobre nosso crescer quase sempre baseado de que o “outro” é o espelho, nos proporcionando insegurança?)
Desta forma, veterinários se limitam a explorar um novo possível tratamento, e terapeutas não percebem a profundidade do alcance do que existe à disposição, no sentido de participarem e complementarem com seus conhecimentos adquiridos, possivelmente gerando então um meio diagnóstico com base na falta de up grade em pesquisas.

Agora vamos compreender este processo.

Anteriormente, para se abordar um assunto, os estudiosos antigos, tinham e buscavam várias complementações e argumentos, o que não ocorre agora. Veja, por exemplo, a psicologia. Ela complementa a questão psicossomática, energética e a compreensão das emoções trabalhadas dentro da área holística, possibilitando uma abordagem mais completa no diagnóstico dentro das terapias. Mas infelizmente é um dado a parte. Salvo para quem busca por conta própria, percebo que as variantes que fazem parte não vem sendo trabalhadas e talvez ministradas de forma um tanto mais profunda ainda. 

No caso dos cursos holísticos, a “pressa” e a busca pelo ganha pão (somados ou não ao ego), se faz criar muitos cursos rápidos sobre este tema.

Crescemos aprendendo a visualizar o lucro, que advém da concepção de uma sociedade competitiva, onde o dividir é ter prejuízo, desta forma, quem detém alguns conhecimentos, ao invés de compartilhar, busca logo exigir como seu direito exclusivo e daí a obtenção somente do lucro, como foi o caso da acupuntura que primeiro foi rechaçada, depois requerida como parte da medicina e posteriormente adepta a todos os profissionais de saúde. Por último, este aprendizado distorcido, proporciona para outros uma comodidade, na qual quando lê e talvez compreenda o “algo mais”, deixe a encargo de outro que queira dispôr seu tempo com complementações, afinal  negócio não é sinônimo de somar e  argumentar, compreender, estender a mão.

E por outro, se buscamos o holismo, é necessário estar atento ao treinar nossa crítica, no sentido de buscar mais, e não aceitar somente o que lemos. Saber ouvir, entender de trás pra frente o sintoma, em outras palavras pensar no outro (seja humano ou animal - já que sabemos da senciência) e compreender o funcionamento das emoções. 

Desta forma, o que quero dizer, principalmente aos profissionais e futuros profissionais "Holistas" é que temos que aplicar este conhecimento do que foi aprendido ( Energia e matéria - importância das emoções sob as energias) numa gestalt onde, se emoções geram desvios, onde houver desvio há emoção contida e uma possibilidade de colaborar, explorar, aprender!

Por fim, agora só pra complementar a minhas últimas articulações sobre os dados estatísticos divulgados mais corriqueiramente sobre Hoarding, vejamos as últimas que faltaram observar:

Em 69% dos casos, fezes e urina de animais estavam acumuladas nas áreas sociais da casa. - Em mais de 25% dos casos, a cama do acumulador estava suja com fezes e urina.  

Ora, nossa sociedade é carente de valores. Vejo isso nas portas das escolas, onde se estaciona em fila dupla para buscar o filho "só por uns minutinhos". 

Veja, desde já estamos ensinando aos nossos filhos que esbarrar no limite do outro, só por um pouco, não o atinge. Ou seja, já ensinamos o desrespeito. Uma pessoa que tem a felicidade de crescer num ambiente saudável, onde os valores morais, os cuidados, (não só o de escovar os dentes ou fechar a tampa do vaso sanitário), pedir desculpas por uma falta, onde um "com licença" e "por favor" são ensinados, não por fazer seu filho "lindinho", mas por ensinar que as pessoas sentem e merecem respeito, este ser, com certeza irá crescer com estes valores mais arraigados, o que lhes ajudará a frear determinadas atitudes e a perceber qualquer indício de desordem psíquica/emocional a tempo de buscar a cura.

Mas há muito tempo isto vem sendo perdido...

Fatos revistos, convido-os a considerar a possibilidade de sermos responsáveis pelo desamor se não o plantamos em todos os aspectos; que uma visão mais ampla favorece uma recomendação mais eficaz, principalmente nas terapias complementares; que temos tanto o que aprender em temas tão distintos, mas que fazem parte de uma gestalt; e por último, pesquisar, criticar, buscar novas soluções é uma questão livre e talvez devêssemos ser menos comodistas, afinal, somar é lucro não perda, e o outro nem sempre é o único modelo, ele pode ser a inspiração para darmos um passo também e nos tornarmos uma para outrem. 

Ergamos nossas mangas nos aprofundando em tudo o que remete Vida, acima de tudo, respeitando-a!


Ajude ao que erra. Seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem
possibilidades de corrigir, não o censure simplesmente. (Divaldo Pereira Franco)

E agora, como não poderia faltar, passemos a compreender:

*Como notar e trabalhar possíveis sintomas;

*Auxiliar nestes casos;

*Saber diferenciar Hoarder de um Psicopata, fato que pode facilmente ser tendenciado.

Dos possíveis sintomas:

Cada um tem um pouco de Hoarding dentro de si. 

A compulsão também se expressa de outras maneiras bastante corriqueiras. Ocupar-se o dia todo, por exemplo, correndo de lá para cá, para ganhar mais informações, mais dinheiro, mais poder, mais segurança, mais autonomia, e se privar do convívio de amigos e familiares, já é uma rotina estabelecida com naturalidade, inclusive na vida dos adolescentes e das crianças.

Como diz Dr. Jairo Bauer, na extinta série “Quem é normal” da rede globo – após o programa “Fantástico”, “...um pouco de mania todos nós temos. Essas manias começam a preocupar quando ocupam muito espaço na vida da pessoa e passam a atrapalhar. Quando por exemplo pensamentos invadem a mente da pessoa e produzem uma compulsão, a pessoa sente necessidade de cumprir um ritual ou uma atitude para tentar aliviar esse pensamento. Quando isso se torna repetitivo, podemos estar com algum distúrbio”.

Portanto...

Pratique o desapego e a solidariedade, deixando de lado a nostalgia. Se você usou a velha camisola quando o seu primeiro namorado de 20 anos atrás, e realmente sabe que nunca vai usá-la novamente, mas ainda a mantém, assim como tantas outras coisas de valores sentimentais, é hora de dá-la. Algumas pessoas adicionam uma regra de dois anos: Se não tocam em um determinado item em dois anos, ele vai para fora.

Compartilhe a riqueza, doando as coisas que não usa mais, contribuindo para a sociedade, e ao mesmo tempo lhe proporcionando um se sentir bem.

Descubra o verdadeiro problema. Você fazer novas compras para aliviar a ansiedade? Não esconda suas verdadeiras questões. Se você tiver um problema, procure ajuda profissional e não tenha vergonha. Estamos aqui para aprender.

Preste atenção ao ceder frente ao forte apelo para o consumo que a sociedade estimula. É bom ter um tênis bacana, uma casa bacana, um carro bacana, é muito comum a gente sentir essa vontade... Somos estimulados a comprar. Mas isso não significa que todos que consomem em exagero estejam fazendo algo saudável. Quando a gente passa a comprar até o que a gente não precisa, você começa a perder o controle sobre isso. E esse consumo não pode ser considerado normal.

Adote a regra do que deve ficar e do que deve doar. Ao comprar um novo item, certifique-se de vender ou doar um que não usa mais.

Evite aquelas armadilhas de que “um dia eu aproveitarei”, conservando equipamentos quebrados, sem conserto e utilidade por muito tempo. Se a torradeira está quebrada e não pode ser reparada... Deixe-a para lá.

Do mesmo modo, evite o "Vou usá-lo um dia" . Não compre mais do que você precisa agora. Você pode até não usá-lo, e as suas necessidades ou o seu gosto podem mudar.

Simplifique o seu espaço e organize suas coisas em prateleiras e armários.

Faça uma lista prioritária. Anotar o que você pretende manter, e aquilo que você pretende se desfazer. Crie este hábito e não se esqueça de manter a lista. 

Comece a observar suas carências, como as resolve e se rapidamente voltam a aparecer, sinal de que não foram trabalhadas adequadamente. Se você não sabe lidar, não se acanhe em procurar um profissional.

Procure, na medida do possível, complementar seus estudos com atividades que envolvam o autoconhecimento, pois elas nos auxiliam a perceber muitas vezes o início de desordens emocionais a tempo.

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Diferenciando O Hoarder de outros distúrbios:

Não confunda distúrbio compulsivo com psicopatia (ex. serial killers), pois estes possuem um caráter perverso e destrutivo, à par da realidade, cometendo crimes com sua mente consciente e se satisfazendo sadicamente de seus atos, sem sentir culpa. Mesmo doente, a pessoa mantém consciência dos seus atos e pode evitar cometê-los. Na perspectiva psicanalítica, são os portadores de neuroses de caráter ou perversões sexuais. 

As principais características de um psicopata são ausência de culpa, inteligência, egoísmo, habilidade para mentir, charme, frieza, entre outras. O comportamento imutável é uma característica inerente a eles.

Psicopatas nascem com um funcionamento cerebral que não permite conexão com os outros seres humanos – e por isso agem sem limites.

Já o TOC (Transtorno Obssessivo Compulsivo), é um transtorno em que a pessoa tem um pensamento e uma sensação que invade a mente e produz angústia e medo (presença de sentimentos ao contrário do psicopata), originando a necessidade de compensar com alguma atitude ou ritual essa sensação.

Conforme Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra pós graduada pela UFRJ, diretora das clínicas de medicina do comportamento em SP e RJ, “A maldade existe. Nós, latinos, afetivos, passionais, temos dificuldade de admitir que existem pessoas más.  Psico quer dizer mente; pathos, doença. Mas o psicopata não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz (entre eles o hoarder – grifo meu). Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.

É um equívoco pensar que apenas assassinos seriais são psicopatas.(...)Algumas características básicas entre eles são: falar muito de si mesmos, mentir e não se constranger quando descobertos, têm postura arrogante e intimidadora por um lado, mas são charmosos e sedutores por outro. Costumam contar histórias tristes, em que são heróis e generosos. Manipulam as pessoas por meio de elogios desmedidos. ”

Ao contrário, o hoarder sofre muito com suas obsessões, principalmente quando admite que são advindas de sua mente, (o que já no psicopata são racionais articuladas e friamente calculadas), embora não se saiba quando ocorre o “start”, este pode ser devido ao stress, fatores ambientais ou genéticos, onde, por algum motivo as pessoas que têm "TOC" começam a enxergar um problema ou uma impressão onde não deveria existir. Elas, na verdade, amplificam uma resposta, caracterizada pelo descontrole de lidar com essa ansiedade.

No caso do psicopata, ele premedita e não sofre ou consegue se colocar no lugar do outro, possuindo uma falha genética no sistema límbico, caracterizando a imutabilidade de comportamento.

Por último, um psicopata pode ter "TOC" por exemplo, acolhendo animais e os mutilando sadicamente, devido à falta da presença de sentimentos em si e o caráter perverso, mas via de regra, nem todo indivíduo com "TOC" é psicopata. 

COmpreendendo o Hoarder :

Comece a treinar ver uma situação sob vários pontos de vista. Coloque-se realmente no lugar do outro, como se fosse ele, não com seu pensamento, para descobrir outras possibilidades e assim apurar sua visão sobre os acontecimentos, ampliando inclusive com isso o alcance do seu Holismo.

As pessoas doentes ou não, tem sentimentos, assim como os animais na proporção, e  o hoarder, quando percebe que a obsessão é irracional reconhecendo-a como um produto de sua mente, experimentando tanto a obsessão quanto a compulsão como algo fora de seu controle e desejo, sofre e muito.

Não discriminemos tudo o que vemos. Busquemos maneira as quais possamos contribuir, acolher. Novos assuntos nos fazem crescer em diversos âmbitos. Permita-se explorar e acredite que você pode ser a diferença, assim como tantos outros.

Na abordagem, não seja agressivo ou taxativo com uma pessoa em distúrbio. Ao se aproximar, mantenha a lucidez. Atitudes agressivas podem desencadear outras piores, já que um hoarder não possui o auto controle e suas noções estão deturpadas. Procure auxílio profissional se houver algum caso em família.

Tratando o Hoarder: 

Um diagnóstico pode ser feito por um psicólogo ou um psiquiatra, mas em geral os casos exigem um psiquiatra por causa da medicação. Psicólogo participa nas terapias, mas na parte de medicamento tem que acionar um psiquiatra porque é a especialidade dele, é quem pode receitar medicação.

Quando a gente pensa nos TOCs, podemos pensar em dois tipos de abordagens: 1) causa biológica, talvez marcada pela genética, e neurológico, química que não funciona e que precisa ser corrigida, ou 2) emocional. Mas não dá para falar só em casa biológica, neurológica ou emocional.

Este transtorno psicológico ainda sofre preconceito. Tem gente que não entende que é uma doença, pensam que é uma característica. É preciso mostrar para o obsessivo que ele não está agindo de maneira normal e que o tratamento é benéfico.

Tudo que faça a pessoa se sentir melhor e ajude a lidar melhor com a ansiedade pode ajudar. Os grupos de auto-ajuda aliviam, mas talvez num caso extremo eles não consigam segurar a situação. Como complemento no tratamento é importante.

Algumas pessoas acreditam que o distúbrio pode ser melhorado com homeopatia, mas alguns casos são muito graves, que às vezes só a homeopatia ou grupos de apoio não dão conta. Exigem uma abordagem mais incisiva.

Há várias opções de tratamento. Por exemplo, se você sente necessidade de fazer algo para aliviar uma sensação, você pode estar com TOC e o médico pode indicar uma combinação de remédios acompanhada de terapia. São remédios que trabalham basicamente com a serotonina. Podem aliviar a ansiedade, o desprazer, a idéia obssessiva e aí você vai trabalhar junto uma terapia de reeducação do comportamento para evitar o ritual de compensação.

Vários estudos de caso e um estudo maior realizado com 20 hoarders compulsivos demonstraram que o modelo de tratamento desses pacientes fez uma melhora significativa média de 35% nos sintomas durante um período de 6 semanas.

· O tratamento deve ser centrado na diminuição desordem, melhorando as competências de tomada de decisão, e melhoria organizacional / triagem técnicas. 

· Se tomar medicação, deve ser tomada regularmente e, ao mesmo tempo todos os dias. 
· Sessões de pelo menos uma vez por semana são válidas, mas o ideal é de várias vezes por semana. 

· Apoio de amigos e família é inestimável. Entes queridos podem ajudar, juntamente com a colocação de caixas de confusão para percorrer em terapia, elas podem ajudar a manter o compulsivo hoarder em casa com a tarefa atribuições. Eles podem dar feedback sobre realizações. 

· Não se distrair por "urgências". Hoarders compulsivos freqüentemente distraem-se da terapia por outras questões que surgem. Cuidar deste transtorno deve ser prioridade absoluta. 

· Esteja preparado para um tratamento de longo tempo. Se ele levou anos para acumular essa desordem, então vai demorar um pouco para me livrar dela. 
· É difícil para o tratamento ser eficaz se o hoarder está fazendo isso por causa da pressão dos entes queridos, ou mesmo as autoridades. 

IMPORTANTE (ATUALIZADO 2012):

*Existem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que é um serviço comunitário que tem como papel cuidar de pessoas que sofrem com transtornos mentais, em especial os transtornos severos e persistentes, possibilitando-se a organização de uma rede substitutiva ao Hospital Psiquiátrico no país.

Para saber como implantar ou requerer, bem como se informar como funciona, acesse:

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29797&janela=

 

**Antes de 1998, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: Mente Corpo e espírito.

 

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: Biológico, Psicológico e Espiritual.

 

Ou seja, a obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida oficialmente pela Medicina, onde "possessão e estado de transe",  é um item do CID -Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.

 

Na proxima página, leia o artigo atualizado com mais informações - jun/2012

Cópia e Reprodução Permitidas desde que mencionada a fonte: WWW.VETERINARIOSNODIVA.COM.BR, minha autoria do artigo para valorizar a continuidade deste trabalho, e principalmente deixando claro que suas referencias daqui utilizadas não implicam que os autores citados estejam sob o mesmo ponto de vista. Idem ao que abordo neste artigo!

Obrigada!


Referências Complementares:

***Importante para complementar a compreensão da formação de nossa psiquê  e influencia nos disturbios :

 http://www.veterinariosnodiva.com.br/pag16.htm

A familia dentro da formação do ser -  http://veterinariosnodiva.com.br/books/familia.pdf

Assista ao video sobre "Síndrome do Estrangeiro" como complementação ao artigo. (índice - compêndio de filmes e Vídeos)

Leila Tannous Guimarães - Texto sobre Compulsão

Bate papo com Dr. Jaro Bauer, sobre a série 'Quem é normal?'

Ana Beatriz Barbosa Silva - “Psicopatas não sentem compaixão”

The Hoarding Animal Research Consortium

Revolution Health - Obsessive Compulsive Disorders

Hoarding: The Clean Sweep

Obsessive Compulsive Foundation - Hoarding Website

Trecho utilizado sobre carícias e amor de "troca", extraído do Livro: A CARÍCIA ESSENCIAL – Uma Psicologia do Afeto - de ROBERTO SHINYASHIKI, médico pós-graduado, com formação em psiquiatria, psicoterapia e psicologia.

FIguras - google images


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