
Comunicação entre espécies:
"Somos seres diferentes...não superiores." - Sheila Waligora

O que significaria para os humanos, entender o mundo sob a perspectiva de um outro animal?
Que tipo de informações os animais poderiam compartilhar conosco, sobre suas percepções únicas e sobre seu modo de vida?
O que poderíamos aprender de animais que naturalmente gostamos e consideramos brilhantes – como os golfinhos e as baleias?
O que será que os leais e domesticados animais com os quais dividimos nossos lares e vidas – cães, gatos e pássaros – tem a nos dizer?
E o que poderíamos aprender com os animais “sombra”, aqueles com os quais frequentemente temos problemas, seja por medo, ódio aprendido, ou ignorância? – ratos, tubarões, moscas e pernilongos?
Quem pratica a comunicação com os reinos da natureza, com animais e com plantas sabe: eles se comunicam o tempo todo!
Muitos pesquisadores investigam seriamente a comunicação entre espécies e seu alcance nas nossas vidas, como o biólogo e cientista inglês, Rupert Sheldrake, autor de “Cães Sabem Quando Seus Donos Estão Chegando”, que nos demonstra de forma simples a comunicação telepática entre um cão e um humano.
No Brasil, quem divulga esta técnica é a médica veterinária especializada em práticas de cura holística e alimentação viva para animais, Sheila Waligora. Através de consultas, estudos, palestras e workshops, você pode experimentar, na prática, a sintonia completa com os reinos da natureza.
Ela nos mostra, de maneira simples como é possível usar
nossos dons naturais com qualquer espécie, atuando na cura de traumas
emocionais e físicos, no treino de animais que servem ao homem e trabalhando
para a expansão da consciência humana com o objetivo maior de vivermos em
harmonia e evoluirmos junto com todos os seres da natureza, grandes e
pequenos, móveis e imóveis, visíveis e invisíveis.
Neste trabalho Sheila nos mostra como já estamos usando outros canais de
comunicação no nosso dia a dia e como podemos nos sintonizar para a
comunicação com os seres da natureza. Ela também nos mostra que não
precisamos mais usar venenos para nos livrarmos dos insetos que nos
incomodam, entre outras coisas.
Desta forma nossa consciência se expande e podemos acordar o potencial que
temos à nossa disposição para experimentar o aprendizado que a natureza nos
oferece diariamente. Podemos aprender uma nova forma de relacionamento com
os seres que nos cercam!
Em cada caso, abrir-se para os animais, os outros reinos da natureza, é
abrir-se para os nossos próprios mistérios interiores.
Eles podem nos ensinar o que precisamos aprender para nos tornarmos melhores
companheiros para eles e melhores cidadãos no Universo.
Quando estivermos prontos para aprender com os demais seres que convivemos,
seja ele qual for, ele irá compartilhar conhecimento precioso conosco.Por
exemplo os cães: a grande arte canina de viver no tempo presente de forma
abundante e feliz, independente das circunstâncias, ou com a grande arte
felina de relaxar completamente...
Parte deste processo inclui quebrar, ou permitir que os animais nos ajudem a
quebrar o mau hábito de, mesmo que seja só mentalmente, olhar “de cima” para
outros seres vivos, ou outras formas de vida, como se elas fosse inferiores,
limitadas ou não tivessem relação conosco.
Atualmente simplesmente ignoramos uma grande quantidade de espécies. Tratamos
muito bem algumas e muito mal outras. Por exemplo, os cães e gatos que tem a
sorte de ter um bom lar, são muito bem tratados. Já a grande maioria das
espécies animais utilizadas para o consumo humano, são tratados de forma
inaceitável e indigna, forma essa que nenhum ser humano desejaria ser
tratado.
Como relata Sheila, quando ensina as pessoas a se comunicarem com os animais, a
resposta é bem clara: o ser humano por um lado, vê a si mesmo como ser
superior, e por outro lado, têm uma relação utilitária com as outras
espécies. Desta forma, elas existem seja para servi-lo, diverti-lo, fazer
companhia, ensinar alguma coisa, ou para lhe dar trabalho (animais de
laboratório) dinheiro (criadores de animais)... ou para lhe incomodar
(insetos em geral)! Nossa mente utilitária se espalha sobre tudo!
A maioria dos veterinários que conheçe, por exemplo, não tem dúvidas
sobre o fato de que bovinos, suínos e aves, entre outras espécies, foram
criados por Deus, generosamente, para servirem de alimento para os humanos
superiores! E mesmo esta idéia de sermos superiores, é algo já muito bem
estabelecido dentro de nós, algo que é quase óbvio. Pela cultura, pela
mídia, livros, teatro, cinema, televisão, etc.
Faça uma experiência: veja se para você é fácil considerar que uma lagartixa
(ou qualquer outro animal) é apenas diferente de você, ao invés de ser
inferior?
Essa diferença entre ser “superior” e “diferente” faz toda a diferença na hora
de pensar, inclusive por que tantos veterinários não são vegetarianos! Esta
argumentação pode ir longe, mas queria apenas provocar a reflexão se o fato
de nos sentirmos superiores não nos levaria a um sentimento de estarmos
separados das outras espécies.
Agora, será que queremos de verdade continuar neste sono profundo de ignorância
e insensibilidade?
Quem já experimentou sintonia completa com outro ser humano?
Qual é a sensação?
A comunhão é completa!
Há sensação de plenitude e não é preciso falar, pois a comunicação já está
acontecendo, além das palavras, de forma expandida.
Quando nos comunicamos com os animais, nos colocamos num estado como esse: um
estado de comunhão.
Durante seus cursos e palestras, no intuito de promover a reconexão do ser humano com as outras espécies de uma forma mais ampla, e ajudar a expandir a consciência humana em relação à real importância da nossa atitude com os reinos animal, vegetal e minera, diz às pessoas que para ela os animais são seres espirituais, assim como nós, humanos. E que dentro de cada ser, existe uma essência espiritual, sendo que o que varia é a forma externa.
Os animais e as demais espécies, assim como nós, são capazes de dizer o que está acontecendo com eles, o que estão sentindo, no caso de animais - porque mudaram de comportamento, porque estão tristes, deprimidos ou hiperativos, por exemplo. Dizem o que gostam e o que não gostam e porquê. Respondem às perguntas que fazemos de acordo com a disposição deles.
Algumas pessoas traduzem em palavras o que recebem dos animais, e fazem isso de forma automática, isto é, parece que temos instalado em nós um programa de tradução, como estes que podemos baixar nos computadores. Há também pessoas que simplesmente sabem, com o corpo inteiro, o que o animal está transmitindo. Outras pessoas vêem cenas na mente, como se fosse um filme. Isto acontece porque cada pessoa tem um canal de percepção mais aberto do que o outro e pode entender a comunicação a partir do canal que está mais aberto para ela.
Quando se estabelece um contato com um animal, na verdade, é com esta essência espiritual que você está se relacionando, ao invés de se fixar apenas na forma exterior que aparece aos olhos, como um cão, por exemplo. No meu caso, acho que os animais sentem isso, e se abrem para responder às minhas perguntas. Ou então eles percebem que estou aberta para receber o que eles querem transmitir, e se comunicam comigo.
É necessário estar aberto para expandir o sentimento de amor para todas as
formas de vida que dividem a Terra com o ser humano.
Os animais podem nos ensinar o que precisamos aprender para nos tornarmos
melhores companheiros para eles, melhores cidadãos para o Universo.
Estamos passando de uma era centrada no Homem, para uma Nova Era que tem como princípios: cooperar e compartilhar, trabalhando junto com outras inteligências.
Somos todos educadores com cada palavra, pensamento e ação que criamos.
Ao nos conectarmos com um animal expandimos nosso próprio ser. Podemos experimentar uma outra parte do universo e recuperar uma parte nossa que estava perdida.
Nossa vida, nossa saúde, a vida e a saúde de todos os outros seres dependem de
uma nova consciência, que possa englobar todos os seres, sem exceção.
Esta é a única revolução possível. A revolução da consciência humana.
Pense nisto! (Sheila Waligora)
Exemplo de caso:
"Quando morava com minha mãe, tinhamos cada qual sua gatinha, que se interagiam. Ao mudar-me para morar sozinha, levei comigo a frajola, deixando a persa Xuvisca com minha mãe.
Passado um tempo, percebia que a persa, quando eu ia visitar minha mãe, se esquivava de meus carinhos. Na época pensava que isto se devia ao fato da gata ter mais atenção de minha mãe e com isso se tornar mais apegada à ela, mas confesso que por ser uma amante apaixonada por gatos, isto muito me incomodava. Eu até tentava dar-lhe carinho, mas ela sempre rejeitava.
Até que conheci o trabalho de Sheila Waligora, li seu livro Eu falo, Tu falas..Eles falam e comecei a praticar os exercícios.
Certa vez, ao chegar na casa de minha mãe, resolvi bater um papo com a Xuvisca, Xuvas para os íntimos.
Primeiramente perguntei se ela estava disposta a conversar comigo e que se sim, que se aproximasse de mim. Ela então veio caminhando em minha direção, se roçando de leve...
Falei para ela que eu tinha uma coisa muito importante pra dizer...Que me incomodava o fato dela rejeitar meu carinho. Disse-lhe que quando decidi morar sozinha, não a levei por crer que se sentisse melhor com minha mãe, mas que em nenhum momento isso era uma rejeição a ela. Disse também que sentia muito pelo fato de minha mãe ultimamente viajar e deixá-la sozinha, mas que eu até tinha feito uma tentativa de acolhê-la em minha casa e que na época foi infrutífera . Disse também que ficava à disposição para qualquer comunicação que ela quisesse se manifestar e que ela estava vivendo conosco para trocarmos amor, não para absorver problemas da casa ou substituir outros desejos, que sua vidinha era muito importante pra nós, estivesse eu longe ou perto, enfim...
Passado alguns dias, fui visitar minha mãe novamente.
Qual foi minha surpresa, a gata veio imediatamente no meu colo, o que não fazia. Peguei-a, abracei-a, dei-lhe milhões de beijos e ela sequer reagiu como de costume.
Fiquei realmente surpresa, pois sempre que eu tentava me aproximar ela reagia com soprões e embora eu ainda brincasse tentando levar na esportiva, perguntando pra ela "quem está fazendo aniversário pra apagar velinha"? ela sempre rejeitou minha atenção...Percebendo esta mudança, senti que "aquela" nossa última conversa foi primordial para nossa relação e compreensão. À partir daí, sempre converso com meus animais, explico se saio, quando volto, enfim, tudo o que acontece comigo, com eles, pois percebi que mesmo sem "falar o português" eles captam tanta coisa e se magoam como crianças, merecendo respeito, e principalmente: falam conosco, basta você se preparar para ouví-los.
Obrigada Sheila! Seu trabalho e suas técnicas são de suma importância! Realmente somos seres diferentes não superiores!Infelizmente fomos educados para pensar desta forma e está mais do que na hora de repensarmos sobre isso, principalmente vendo os resultados na prática. " (S.P.G - SP)
Certa vez, atendi um casal com um cão idoso que estava muito doente.
Os donos estavam muito tristes pois eram muito apegados ao animal além de
estarem se separando de uma filha que iria se mudar para o exterior.
Ao me comunicar com o animal ele me transmitiu que queria morrer, pois já não
tinha mais motivação para viver.
Eu perguntei a ele se aceitaria ficar mais um pouco caso eu convencesse seus
donos a adotar uma fêmea, para fazer companhia a ele. Respondeu que sim.
A mulher do casal não queria adotar outro animal, pois pensava que iria ter
muito mais trabalho!
No mesmo final de semana apareceu uma fêmea para adoção e esta senhora que parecia estar tão fechada, ao ver o animal, imediatamente mudou de idéia.
A fêmea foi adotada, o animal se recuperou da doença, e eles se davam maravilhosamente bem.
O casal ficou super feliz, parecia até que tinha criança nova em casa, pois a fêmea adotada era muito doce e brincalhona.
Passaram-se cerca de oito meses, e durante esse tempo, o casal teve a oportunidade de se acostumar com a idéia de se separar de seu velho cão. Além do mais, quando ele partiu, havia a fêmea para preencher o coração deles.(Sheila Waligora)(1)
Biografia de Dra. Sheila - exemplo de caso – curso em 2009
Tenho, desde criança, uma grande conexão com os animais e com a natureza. Como
um passo natural na minha trajetória, estudei veterinária na USP onde me
formei em 1984.
Tornei-me uma veterinária naturalista, isto é, utilizo diversos tipos de tratamentos naturais na minha prática com os animais, entre eles, tratamentos com plantas medicinais, homeopatia, essências minerais e florais, orientação em dietas compostas de alimentos crus e sessões de comunicação telepática, para ajudar os animais e seus companheiros humanos a se compreenderem melhor e a viverem com mais harmonia.
O ponto de partida deste trabalho de comunicação entre espécies foi no ano 2000 quando encontrei pela primeira vez um livro da americana Penelope Smith, pioneira da Comunicação entre Espécies nos Estados Unidos.
Li seu primeiro livro, Linguagem Animal (Editora Mercuryo) e fiquei absolutamente fascinada. Reconhecendo no livro o que eu vinha fazendo instintivamente quando criança e depois profissionalmente como veterinária, resolvi ir até a Califórnia estudar com ela.
Fiz meu primeiro curso em abril de 2001 e desde o instante em que comecei a aprender a comunicação, decidi que traria este trabalho para o Brasil.
Mais do que decidir, eu simplesmente sabia que faria isso...E assim foi.
Fiz cursos com Penélope Smith nos EUA e na Alemanha, e entre um curso e outro eu treinava. Em abril de 2004, quando Penélope veio ao Brasil para o lançamento de seu livro, entrei para o diretório de comunicadores internacionais e, desde então venho divulgando este trabalho maravilhoso que faço atualmente no Brasil.
Meu trabalho começa com a conexão inata que temos com todas as formas de vida,
e a partir desta conexão, estabeleço a comunicação. A conexão é a ponte
através da qual a comunicação circula.
Dia 19 e 20 de fevereiro de 2011 - curso, Sheila Waligora estará realizando em SP o curso: “ A Comunicação com Animais, plantas e seres da natureza - um caminho para a cura”. clique aqui e saiba mais.
ou acesse vide índice mais
vídeos na sessão "compêndio de videos e filmes".
Nota: Para a prática desta atividade na área de
comunicação entre espécies, não necessariamente se precisa como
pré-requisito ter formação em medicina veterinária. Em outros países,
psicólogos, terapeutas, acupunturistas, etc, vem desenvolvendo este tipo de
atendimento voltado para o bem estar animal, inclusive em parceria com os
profissionais da área. Porém, para tanto, existe um código de Ética conforme
se pode conhecer abaixo.
Código de Ética da Comunicação entre Espécies:
Nossa motivação é a compaixão por todos os seres vivos e o desejo de ajudar
todas as espécies a se entenderem melhor mutuamente, e particularmente
ajudar a recuperar a habilidade humana perdida de comunicação com outras
espécies de forma livre e direta.
Nós recebemos aqueles que vem até nós pedindo ajuda, sem julgar, condenar ou
invalidá-los pelos seus erros e má compreensão, mas honrando seu desejo de
mudança e de harmonia.
Sabemos que para manter este trabalho da forma mais pura e harmoniosa possível
é necessário crescermos espiritualmente de forma contínua.
Sabemos que a comunicação telepática pode ser misturada com nossas próprias
emoções, julgamentos, ou falta de amor próprio e amor pelos outros.
Procuramos ser humildes, e temos o desejo de reconhecer e corrigir nossos
próprios erros na compreensão da comunicação que nos é transmitida ( humana
e não humana).
Cultivamos o conhecimento e a compreensão da dinâmica humana e não humana além
do comportamento e relacionamento entre espécies , para aumentar os bons
resultados no nosso trabalho.
Recebemos ajuda educacional e pessoal necessária para realizar nosso trabalho
efetivamente, com compaixão, respeito, alegria e harmonia.
Procuramos extrair o melhor de cada ser e aumentar a compreensão em relação à
resolução mútua dos problemas.
Vamos apenas onde somos chamados para ajudar, para que haja receptividade ao
nosso trabalho e para podermos realmente colaborar.
Respeitamos os sentimentos e idéias dos outros e o trabalho pela compreensão
entre espécies, sem favorecer um lado em detrimento do outro, mas caminhando
com compaixão por todos os seres.
Reconhecemos que há situações que não podemos mudar e prosseguimos em frente
onde nosso trabalho possa ser mais efetivo.
Respeitamos a privacidade das pessoas e animais companheiros com os quais
trabalhamos, e honramos seu desejo de confidencialidade.
Enquanto damos o melhor de nós, cada um pode também expressar sua dignidade, e
damos orientação para que possam ajudar seus companheiros animais.
Cultivamos a compreensão e a habilidade nos outros, em vez da dependência na
nossa habilidade. Oferecemos às pessoas maneiras de se envolverem na
compreensão e crescimento com seus companheiros de outras espécies.
Reconhecemos nossas limitações, procurando a ajuda de outros profissionais
sempre que for necessário.
Não é nosso trabalho diagnosticar e tratar doenças, e indicamos veterinários
para o diagnóstico de problemas físicos.
Podemos descrever as idéias, sentimentos, dores, sintomas dos animais, conforme
eles os descrevem para nós ou da maneira como sentimos ou percebemos, e
talvez isso ajude os veterinários.
Podemos também ajudar a lidar com stress, aconselhar e utilizar outros métodos
de cura mais sutis e delicados.
Deixamos que os clientes decidam como querem curar as tensões, doenças ou
ferimentos e oferecemos todas as informações necessárias.
O objetivo de qualquer consulta, palestra, curso, ou experiência entre espécies
é aumentar a comunicação, o equilíbrio, a compaixão, a compreensão e a
comunhão entre todos os seres.
Seguimos nossos corações, honrando o espírito e a vida de todos os seres como
Um.(2)
Referências:
1-Textos enviados pela Dra. Sheila Waligora, veterinária homeopata para
compêndio e publicação neste e-book.
blog de Sheila Waligora
http://sheilawal.wordpress.com/
2-Código de Ética dos Comunicadores entre Espécies - Formulado em 1990 por
Penélope Smith
http://www.peaceablekingdomac.com/code_of_ethics.htm
Cópia
e Reprodução Permitidas desde que inalterado conteúdo e mencionada a
fonte: WWW.VETERINARIOSNODIVA.COM.BR e minha autoria do artigo para
valorizar a continuidade deste trabalho - Se você perceber, os autores
pesquisados por mim, também foram respeitados e mencionados nesta página.
Obrigada!
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