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As emoções e o stress nos animais:

A palavra stress quer dizer "pressão", "tensão" ou "insistência", portanto estar estressado quer dizer "estar sob pressão" ou "estar sob a ação de estímulo insistente".

Chama-se de estressor qualquer estímulo capaz de provocar o aparecimento de um conjunto de respostas orgânicas, mentais, psicológicas e/ou comportamentais relacionadas com mudanças fisiológicas padrões estereotipadas, que acabam resultando em hiperfunção da glândula supra-renal e do sistema nervoso autônomo simpático. Essas respostas em princípio têm como objetivo adaptar o organismo à nova situação, gerada pelo estímulo estressor, e o conjunto delas, assumindo um tempo considerável, é chamado de estresse. 

O estado de stress está então relacionado com a resposta de adaptação, sendo essencialmente um grau de desgaste no corpo e da mente, que pode atingir níveis degenerativos.

Tipos de stress:

O stress pode ser físico, emocional ou misto. 

O stress misto é o mais comum, pois o estresse físico (associado a eventos como cirurgias, traumatismos, hemorragias e lesões em geral) compromete também o emocional já que a dor induz a estados emocionais bastante intensos. 

O stress emocional resulta de acontecimentos que afetam o organismo emocionalmente, sem que haja relação primária com lesões orgânicas. 

O stress misto se estabelece quando uma lesão física é acompanhada de comprometimento psíquico (emocional) ou vice-versa.

Entretanto, os organismos diferem quanto à sua forma de reagir ao stress. Enquanto alguns são capazes de superar rapidamente, outros podem dar início ao desencadear de outros transtornos. Assim, as variáveis individuais desempenham um papel decisivo na formação de um problema psicossomático. 

Neste ponto, a homeopatia, compreende estas variáveis, percebendo como o stress se apresenta ao organismo, sob que formas ele está utilizando para defesa (alteração vital - doenças), prescrevendo um medicamento único ao paciente conforme a queixa pessoal para que se restabeleça a energia vital. Ao contrário, a alopatia prescreve um medicamento único para a diversidade de organismos diferentes, podendo aliviar o sintoma(doenças adaptativas) mas não a causa, ou possibilitar consequentemente, conforme esta variante individual de cada organismo, um desenvolver de outras doenças.

Além dos acontecimentos estressantes, Barlow (1993) sugere a existência de uma vulnerabilidade biológica e individual necessárias para a formação de um transtorno de ansiedade (stress). Como diria Dr. Moisés, renomado médico homeopata, sob uma forte chuva, alguns podem ficar gripados, outros podem se acometer de uma pneumonia e outros ainda podem não desencadear nenhuma doença. A chuva é a mesma, porém cada ser reage de uma maneira a se defender.

Popularmente falando, muitas vezes este termo stress é utilizado para justificarmos nosso cansaço, nossas falhas, bem como também para reforçar nossos valores como pessoa, diante das atitudes que nos causam stress.
Quem já não elogiou determinado amigo justamente porque em seu dia a dia você considera suas tarefas estressantes, não é mesmo?

São "N" situações as quais estamos sujeitos, fazendo então com que esta palavra "Stress" de certa forma, venha a adquirir um significado mais corriqueiro e menos importante do que envolve.

Por outro lado, imaginando um stress já instaurado, nestas situações somos agraciados, como humanos, da opção de escolha entre atividades que possam nos aliviar este desconforto. Para os depressivos por exemplo, costuma-se indicar atividades que desencadeiam a produção de cortisona, altera beneficamente os sintomas, uma vez que ela é responsável pelo alívio da dor no organismo, dentre outros. Mas como ficam os animais? Eles não falam e dependem unicamente de nós para aliviá-los!

Os animais assim como nós, também sofrem de stress. Seja com a ausência do dono, a mudança de residência, uma situação familiar instável, a falta de uma rotina, a ida ao veterinário, uma possível internação...São muitas as situações que podem desencadear o stress no animal, e, ao contrário de nós humanos, eles não entendem muitas coisas.

Por exemplo: Você vai viajar, mas volta em 2 dias. Para uma criança, por mais que você explique e ela não compreenda conforme a idade o quanto durariam 2 dias, é capaz de assimilar esta ausência. Mas como explicar a uma animal, não é mesmo? 

Mudando a situação sob o mesmo enfoque, como fazer o animal compreender que irá ao veterinário, ficando ou não internado para seu bem? Ele chega ao consultório, sente inúmeros cheiros, já que sabemos o quanto seu faro é sensível, e isto já é algo estressante, de repente o alojam, em um local pequeno, sem o conforto do seu lar, sem o contato com seu dono, junto com outros tantos animais ou sozinho, conforme a demanda, latindo, reclamando, chorando, resmungando, a cada hora um turno, um auxiliar, uma picada, um exame...Como explicar que é só por uns dias? Por uns instantes, por uns minutos?

Infelizmente, ele é capaz de sentir seu olhar, em suas atitudes uma boa intensão, mas ainda assim, esta noção cronológica não é igual à nossa humana, incorrendo no possível agravamento do stress deste animal, sem contar claro e somando-se à queixa previamente apresentada (e supondo sua já baixa imunidade), se não for considerado e tratado adequadamente, prejudicará comprovadamente sua recuperação e implicará certamente no surgimento de outras doenças que por sua vez, são tratadas separadamente, como peças de um relógio, na maioria das vezes, e que podem conduzir inclusive conforme agravamento e inadequado manejo, à decisão da eutanásia ou do abandono posteriormente.

Nas situações de stress, o animal pode desencadear uma série de comportamentos compulsivos por exemplo, os quais facilmente confundimos como má educação, teimosia, e que na verdade são a demonstração de uma insatisfação, já que não possuem a escolha de atividades para alívio senão por nós, proprietários.

Dentre os sintomas temos na área comportamental, podem apresentar:

Inquietação - Reação exagerada às coisas - Latidos, uivos e ganidos - Tremedeiras - Morder a si mesmo - Falta de concentração - Morder ou mastigar coisas indevidas, como móveis - Lamber a si mesmo - Caçar a própria cauda - Fixação em coisas - Agressividade - fazer outra coisa que não o comando emitido, etc  

Os efeitos do stress são cumulativos. 

Imagine que estamos colocando água em um copo. Quando estiver cheio, ou paramos, ou vai transbordar. 

Se seu animal é submetido a stress contínuo e não consegue se recuperar de seus efeitos, então, como o copo cheio d’água, ele fica cheio de stress e esse stress vai transbordar. Então teremos um animal que provavelmente apresentará uma série de problemas de saúde, de pele, agressividades, destruição, inquietude,  passando então ao próximo passo que é a somatização, o extravasamento desta água para outros órgãos, ou seja, o inicio das doenças de adaptação.

Qualquer animal, por exemplo, que enfrenta uma agressão, apresenta uma alteração neurovegetativa (autonômica) através do aumento da freqüência cardíaca e respiratória. Suas pupilas se dilatam, sua função digestiva se inibe, há a ereção dos pelos etc, mas isso é o que se vê exteriormente. Internamente, entretanto, uma verdadeira revolução orgânica acontece, principalmente em relação ao eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal.

Em trabalhos publicados a partir de 1936, Selye demonstrou que o organismo quando exposto a um esforço desencadeado por um estímulo percebido como ameaçador à homeostase (equilíbrio vital), seja ele físico, químico, biológico ou mesmo psicossocial, apresenta a tendência de responder de forma uniforme e inespecífica, anatômica e fisiologicamente. A esse conjunto de reações inespecíficas na qual o organismo participa como um todo, ele chamou de Síndrome Geral de Adaptação. 

Cabe ressaltar que estas alterações inespecíficas devem ser consideradas conforme o que vimos acima sobre as variantes individuais, ou seja, o que pra você possa parecer normal, pode para o animal conforme seu histórico e predisposição ser algo extremamente estressante, o que também vale dizer que as reações são indefinidas a cada animal, ou seja, como o exemplo da chuva acima, alguns podem desencadear uma outra doença grave “x”, outros “Y”, e outros nenhuma.

Esta síndrome consiste em três fases:

Reação de Alarme,
Fase de Resistência;
Fase de Exaustão. 

Não é necessário que a fase se desenvolva até o final para que haja o estresse e é evidentemente só nas situações mais graves que se atinge a última fase, a de exaustão.

Vamos agora entender passo a passo estas fases:

Estágio Um: O estágio da reação do alarme.

Nesta situação, há um aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial, para permitir que o sangue circule mais rapidamente e, portanto, para chegar aos músculos esqueléticos e cérebro mais oxigênio e nutrientes, facilitando a mobilidade e o movimento;
O baço é contraído, levando mais glóbulos vermelhos à corrente sanguínea, acarretando mais oxigênio para o organismo particularmente nas áreas estrategicamente favorecidas;
O fígado libera glicose armazenada na corrente sanguínea para que seja utilizado como alimento e, conseqüentemente, mais energia para os músculos e cérebro;
Há uma redistribuição sanguínea, diminuindo o fluxo para a pele e vísceras, aumentando para músculos e cérebro;
A frequência respiratória aumenta e há dilatação dos brônquios, para que o organismo possa captar e receber mais oxigênio;
Percebe-se uma dilatação pupilar e exoftalmia, isto é, a protuberância do olho para fora do globo ocular, para aumentar a eficiência visual;
O número de linfócitos se eleva na corrente sanguínea, para reparar possíveis danos aos tecidos por agentes externos agressores.

Paralelamente, é acionado o eixo hipotálamo-hipófise-supra-renal que desencadeia respostas mais lentas e prolongadas e que desempenha um papel crucial na adaptação do organismo ao estresse ao qual está sendo submetido. 

Em termos técnicos, o estímulo agudo provoca a secreção no hipotálamo do hormônio "corticotrophin releasing hormone", que por sua vez determina a liberação de ACTH da adeno-hipófise, além de outros neuro-hormônios e peptídeos cerebrais, como as beta-endorfinas, STH, prolactina etc. O ACTH desencadeia a síntese e a secreção de glicocorticóides pelo córtex da supra-renal. Estabelece-se então um mecanismo de feedback negativo com os glicocorticóides atuando sobre o eixo hipotálamo-hipofisário. 

Até aqui, já dá para percebermos como o stress é um assunto sério e que inclusive seu acometimento pode influenciar na medicação e sua recuperação, bem como desencadear doenças, já que é passível de surgir até numa ida ao petshop para um simples banho. Outro aspecto importante é que os sintomas podem muitas vezes serem confundidos com outras doenças, onde a própria ministração de remédios específicos para ela e não para o que levou ao stress pode acarretar numa superdosagem medicamentosa.

Infelizmente a questão da importância do stress e da avaliação do ambiente pelos veterinários é feita talvez parcamente em grande maioria. Por conseqüência, muitas vezes se medica para eliminar a doença, mas posteriormente, pelo animal continuar a conviver no ambiente ao qual levou-o ao stress e ao surgimento da doença, ela fatalmente volta a aparecer, muitas vezes mais potente. No caso de comportamentos compulsivos, típicos de stress, geralmente prescreve-se um calmante, que ao invés de buscar compreender no ambiente o que o leva a tal desencadear do sintoma, dopa o animal apenas.

Assim temos:

Se os agentes estressantes desaparecerem, tais reações tendem a regredir; no entanto, se o organismo é obrigado a manter seu esforço de adaptação, entra em uma nova fase, que é chamada Fase de Resistência.

Estágio dois: O Estágio Da Resistência. 

Durante este estágio o animal tenta lidar com a situação atual, abaixando sua resistência, aumentando seu nível de cortisol, promovendo o surgimento de úlceras digestivas, alterações da pressão arterial, alterações inflamatórias do aparelho gastrintestinal, alterações metabólicas várias etc. 

Em termos técnicos, isto se dá pela reação de hiperatividade córtico-supra-renal, sob mediação diencéfalo-hipofisária, com aumento volumétrico do córtex da supra-renal, atrofia do baço e de estruturas linfáticas, leucocitose, diminuição de eosinófilos e ulcerações.

Estágio Três: O Estágio Do Exaustão. 

Quando o stress persiste continuamente, o animal passa a não mais conseguir lidar com suas implicações organicamente. Ocorre então a perda de equilíbrio geral dos tecidos e órgãos, a defesa imunológica do organismo atinge sua baixa, surgindo assim então as "doenças de adaptação". É como se num jogo de basquete, o animal passasse a bola para outro jogador, que na verdade seria outro órgão, na tentativa de buscar uma saída quando ele já se sente sem.

Todo organismo é capaz de adaptar-se ao meio ambiente desfavorável, mas esta adaptação não ocorre impunemente.

O grande problema do stress nos animais consiste em como identificar em que fase das três acima ele se encontra, como aliviar e impedir ao máximo que ele conclua este curso chegando a terceira fase, qual a importância e que repercussões os medicamentos prescritos diante deste quadro poderão aliviar ou falir de vez sua capacidade adaptativa.

Outra grande questão subjacente é a de que nosso ego, e obviamente do profissional, já que a carreira de medicina induz a sensação inconsciente de onipotência, o suposto poder de lidar/controlar a vida e a morte, a falta de informação, juntamente com a mídia e o senso comum, acabam por qualificar a busca de terapias complementares para que se trabalhe o animal e seu organismo como um todo, como que motivos para desmerecer, desqualificar seu trabalho ou abrandar a incompetência profissional, não como um interesse em preocupar-se com a saúde e bem estar do animal. Afinal, se uma emoção negativa desencadeia o stress, o inverso, uma emoção ou conjunto de emoções positivas pode aumentar sua imunidade colaborando no restabelecimento.

Aqui também temos por um lado, que diante das emergências, esta "pequena" questão do stress se torna irrisória e quase “dispensada” frente aos procedimentos os quais o profissional irá conduzir diante do quadro-queixa apresentado, mas por outro lado, conforme as implicações que veremos a seguir, se faz necessária a relevância correta da compreensão deste, inclusive no tocante ao conhecimento-fato de que ele desencadeia outras doenças ou mesmo contribui para o esgotamento da capacidade vital do animal. 

Passemos então à influência do stress no organismo:

O sistema límbico:

É o mais alto sistema regulador do funcionamento vícero-emocional. A partir dele ocorrem várias interações entre o sistema nervoso, endócrino e imunológico.
A resposta imune ao stress se dá entre uma ação conjunta entre estes sistemas, sendo que qualquer lesão em um deles, atingirá consequentemente o equilíbrio do funcionamento dos sistemas interligados.

O sistema imunológico explica as interações entre fenômenos psicossociais, como as doenças auto imunes, neoplásicas e alérgicas.

O stress desempenha sobre o sistema imune, ou um papel de inibição, ou estimula parte importante de seus componentes, que em certos casos, poderia levar a um aumento da morbidade ou mortalidade, de acordo com os mecanismos de coping (conjunto de estratégias individuais utilizadas pelo organismo para adaptarem-se a situações estressantes, sendo a somatização um deles).

O cérebro, particularmente o hipotálamo e estruturas do sistema límbico associadas, integram os estímulos internos e externos e regula a hipófise que por sua vez controla a função de outras principais glândulas endócrinas através dos hormônios trópicos e que tem ações diretas sobre as funções corporais.

Em contraste aos efeitos do sistema nervoso autônomo, os hormônios tem um efeito de longa duração no corpo, cuja secreção é alterada direta ou indiretamente Durante o stress.

O sistema gastro-intestinal é especialmente sensível ao estresse geral. 

A perda de apetite é um dos seus primeiros sintomas, devido à paralisação do trato-gastro-intestinal sob ação simpática, e pode ser seguido por vômitos, constipação e diarréia, no caso de bloqueios emocionais. 

Sinais de irritação e perturbação dos órgãos digestivos podem ocorrer em qualquer tipo de estresse emocional.

Estudos de úlceras em macacos mostraram que, aparentemente, tensão emocional provoca úlceras se seu período coincide com algum ritmo natural do sistema gastro-intestinal, na sua fase de bloqueio.

Apesar do grande crescimento das informações científicas a respeito da nutrição do animal enfermo, este conhecimento ainda não faz parte da rotina médica de clínicas e hospitais veterinários, que usualmente não têm a nutrição como parte do tratamento terapêutico (REMILLARD, et al. 2000). 

A má nutrição de animais hospitalizados é mais comum do que usualmente se reconhece. 

Em estudo envolvendo 276 cães e 821 dias de hospitalização, REMILLARD et al. (2001) encontraram que em apenas 27% dos dias os animais consumiram alimento suficiente para atingir balanço calórico positivo. 

BUTTERWORTH (1974) e TORRANCE (1996) identificaram inúmeras razões para as falhas no manejo nutricional, e assim, para a elevada prevalência da desnutrição hospitalar: 

*Difusão da responsabilidade no cuidado do paciente; 
*Uso prolongado de soluções intravenosas salinas e glicosadas;
*Falha em quantificar a ingestão de alimento pelo paciente;
*Jejum em função de testes diagnósticos;
*Não reconhecimento das necessidades nutricionais aumentadas devido à injúria ou doença;
*Não proporcionar suporte nutricional após cirurgia;
*Não reconhecer o papel da nutrição na prevenção e recuperação de infecções; 
*Ausência de comunicação e interação entre clínicos e nutricionistas. 


A assistência nutricional ao paciente hospitalizado tem como objetivos manter ou evitar o decréscimo da imunocompetência, da síntese e reparação tecidual e do metabolismo intermediário de drogas, as três principais conseqüências da desnutrição (DONOGHUE, 1989; CROWE, 1990; CARNEVALE et al., 1991; HAND et al., 2000; REMILLARD et al., 2001; REMILLARD, 2002;CHAN, 2004).

O correto manejo nutricional do animal hospitalizado depende de uma adequada coleta de informações nutricionais do paciente durante a anamnese e exame físico (incluindo a condição ou escore corporal) e da realização de exames laboratoriais específicos, quando necessário. 

Deve-se estruturar protocolos e procedimentos internos que permitam a definição das necessidades calóricas do animal, tipo de alimento, via de administração e a quantidade de alimento a ser fornecida. Mecanismos de acompanhamento e registros diários do consumo efetivo de alimentos e da produção de fezes são também fundamentais (CARCIOFI et al., 2003). 

Tanto em nutrição humana como veterinária, tem-se considerado a ingestão da necessidade Energética de Repouso (NER), estimada para cães e gatos como 70 x Peso Vivo 0,75 kcal por dia (KLEIBER, 1932), como o critério para se considerar o animal em balanço energético positivo.

Infelizmente estes aspectos são pouco abordados nas clínicas, como se refere o autor da pesquisa acima, Marco Antonio Brunetto. Eu mesma, certa vez, internando uma outra gatinha em determinado hospital 24 horas, só podia visitá-la 1 vez ao dia, por uma hora. Obviamente, sua perda de apetite diante de todo o stress era grande, e os profissionais, ao invés de facilitarem a maior freqüência, uma vez inclusive que estava numa situação de recuperação para posterior cirurgia, somente após minhas inquietações e reclamações, sugeriram uma sonda gástrica. Conclusão: tirei-a dali, conforme outra abordagem profissional diante do exposto de seu caso, ela foi tratada em casa conforme sua assistência e passou bem os últimos meses de vida. 

Fico questionando o que haveria acontecido se mais estresses a acometessem e quantos mais medicamentos seriam lhe impostos ao invés de poupados, considerando o conhecimento que tem sobre o stress...

Continuando, alguns clínicos ainda acreditam que a intervenção nutricional não é tão necessária e que se houver uma terapia adequada o apetite pode se regularizar em até 5 dias (BURKHOLDER, 1995). 

Sabe-se hoje, no entanto, que ao contrário do conceito acima, a ingestão de alimentos é fundamental para o sucesso da terapia e recuperação do animal (LEWIS et al., 1994; SIMPSON et al., 1993; HILL, 1994; CASE et al., 1995; TENNANT, 1996; REMILLARD et al., 2000). 

A maioria dos animais doentes requer uma atenção crítica em relação à quantidade e qualidade do que comem. 

O suporte nutricional pode ser tão vital como qualquer terapia, como fluidos ou antibiótico (DEVEY et al., 1995), devendo ser sempre iniciado gradualmente, independentemente da meta calórica final a ser alcançada. 

Benefícios do suporte nutricional a cães e gatos hospitalizados incluem:

Colaboração na recuperação do paciente;
Redução na mortalidade;
Melhora na resposta orgânica ao trauma e ao estresse. 

Um de seus objetivos primários é prevenir o catabolismo de proteínas teciduais, pois pacientes hospitalizados freqüentemente se apresentam em balanço protéico negativo, o que pode ser conseguido pelo fornecimento de calorias suficientes e proteína dietética em proporções ótimas (DONOGHUE, 1994).

A maioria dos pacientes hospitalizados estão sob estresse metabólico em função de infecções ou traumas. Alguns se encontram hipermetabólicos e outros hipometabólicos. Doenças primárias podem exacerbar desbalanços nutricionais e a terapia pode alterar a capacidade homeostática do animal. 

Feridas e tumores podem atuar como fatores adicionais, levando a um aumento das necessidades calóricas (DONOGHUE, 1989).

Geralmente os pacientes internados diminuem seu apetite, não só pela doença, mas também pelo estresse da hospitalização, confinamento, habitat desconhecido e presença de outros animais (BOULCOTT, 1967). Entretanto, é justamente neste momento que precisam de uma atenção nutricional especial, pois em resposta a estas mudanças, observam-se alterações metabólicas que resultam em aumento das necessidades nutricionais, na taxa metabólica (hipermetabolismo) e persistente perda de nitrogênio associada a um balanço nitrogenado negativo, o que se sobrepõem ou agrava as deficiências nutricionais pré-existentes (BUTTERWICK & TORRANCE, 1995). 

Os efeitos da má-nutrição calórico-protéica tendem a ser específicos para cada tecido e podem se tornar generalizados quanto maior for a demora em sua correção. Longos períodos de privação alimentar culminam em grande mobilização de aminoácidos, que são utilizados na síntese de DNA e RNA, na produção de proteínas de fase aguda e de energia (gliconeogênese), agravando ainda mais o estado de desnutrição (SEIM III & BARTGES, 2003).(4)


Hipotálamo e estado de estresse:

O hipotálamo é a área do sistema nervoso central que tem sob sua responsabilidade várias funções que são básicas para a manutenção e sobrevivência do organismo. 

Através do sistema nervoso autônomo e do sistema endócrino, o hipotálamo promove uma série de mudanças orgânicas necessárias para a conservação do equilíbrio durante estados de grande atividade física e/ou mental e através de mecanismos próprios, como o mecanismo da fome, da sede e da regulação térmica corporal, produz subsídios que possibilitam o funcionamento integrado, mantendo a harmonia orgânica durante todo o período em que o indivíduo estiver sob a influência do estressor. 

O funcionamento global do hipotálamo é o grande responsável pela gênese das condições orgânicas para que o sujeito "estressado" possa, dentro de certos limites, se adaptar e superar as mudanças responsáveis pelo estresse.

Todo tipo de questionamento relacionado com a situação que se apresenta (estressora) está acontecendo no cérebro e todas estruturas ligadas a ele estão sofrendo a influência da ansiedade, do desconforto, da insegurança, geradas no seu interior. A isso se deve a grande responsabilidade do hipotálamo nos estados de estresse em suprir o cérebro com todos os elementos necessários para a sua importante atividade, não deixando de lado as necessidades globais do organismo, principalmente nos casos de estresse físico, onde a restauração tecidual é o marco das necessidades.

O estado de estresse implica numa necessidade aumentada de energia, porque se caracteriza uma grande atividade a nível de sistema neuro-muscular e demais tecidos. Um aumento basal do tônus muscular esquelético surge logo de início, o organismo precisa de um nível aumentado de glicose, pois o sistema nervoso é dependente direto da glicose sangüínea, e outros nutrientes como aminoácidos, sais e vitaminas, indispensáveis para sustentar o aumento da atividade.

Funções do sistema simpático e estresse:

Tanto nos estados de estresse físico quanto nos emocionais o hipotálamo ativa o sistema nervoso simpático, responsável por um aumento da freqüência cardíaca e da força de contração ventricular, da pressão arterial, aumentando o fluxo sangüíneo para músculos ativos, ao mesmo tempo que diminui o fluxo para órgãos que não são necessários para aquela atividade, da glicemia e do metabolismo celular em todo o corpo, da glicose e da força muscular, da atividade mental, da coagulação sangüínea, etc

Sistema endócrino e estresse:

O hipotálamo também ativa o sistema endócrino através da estimulação que é capaz de exercer sobre a glândula hipófise. A glândula supra-renal é o alvo mais importante nos estados de estresse, devido a seus hormônios secretados das regiões medular e da camada cortical.

A medula da supra-renal e estresse:

A liberação dos hormônios produzidos pela camada medular da supra-renal se dá principalmente em resposta a descargas simpáticas. Secreta catecolaminas (adrenalina e pequena quantidade de noradrenalina), durante situações emergenciais e de estresse, produzindo efeitos do tipo simpático e sua principal função é dar suporte "adrenérgico" através do sangue para prolongar os efeitos de origem neural, através de mecanismos hormonais, que se difundem pela via sanguínea.


O córtex da supra-renal e estresse:

A camada cortical da adrenal secreta os corticosteróides, composição formada por três famílias de hormônios: os mineralocorticóides, os glicocorticóides e os andrógenos. Os glicocorticóides (GC) têm importância primária nos estados de estresse. Quantidades excessivas deste hormônio produzem quadros de distribuição irregular da gordura, distribuição centrípeta, com maior acúmulo na região toráxica e cervical.

Todos esses mecanismos de emergência (glicogênese, lipólise, deposição de glicogênio no fígado, aumento de colesterol etc.), em conjunto, protegem o organismo da hipoglicemia e facilitam a estocagem de glicogênio, segunda fonte de energia do organismo.

O efeito mais pronunciado do cortisol é sua capacidade de aumentar a taxa de glicose sangüínea, mas também tem importante ação sobre o sistema cardiovascular, sistema nervoso central, sobre outras glândulas e sobre as respostas inflamatória e imunológica.

No aparelho cardiovascular agem aumentando o tônus vascular e a força de contração do miocárdio, mas representam uma agressão ao coração. 
Fora do sistema límbico, diminuem a agressividade e capacidade de defesa, aumentando a passividade no quadro estressante.

Os GC (glicocorticóides) apresentam um grau considerável de especificidade em relação à regulação hormonal da diferenciação celular em vários tecidos. Têm um efeito negativo no crescimento do cérebro e na proliferação das células que compõem o tecido nervoso. A exposição prolongada de células cerebrais aos GC, ou a taxas altas desses, provoca decréscimo do peso cerebral e diminui seu conteúdo em DNA, sugerindo uma diminuição em seu número de células. Interfere negativamente na formação das sinapses, pois provoca um retardo no crescimento dos dendritos corticais e reduz os níveis de gangliosídios cerebrais, que são essenciais nos processos neuronais.

Trocando em miúdos, para que os termos técnicos não fiquem desgastantes, o organismo tem mecanismos muito eficientes para se sustentar quando submetido a situações estressantes, mas esta eficiência pode falhar no caso de estimulações muito intensas ou muito prolongadas, capazes de tornar o organismo inábil em promover o seu equilíbrio. 

Em termos clínicos ,é importante salientar que as alterações no eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal podem proporcionar, nos casos de estresse crônico, um estado de esgotamento da capacidade adaptativa conseqüente à falência hormonal das supra-renais. 

Mas se os profissionais ao cursarem a universidade entram em contato com todo este conteúdo, por quê razão ainda não se avalia corretamente seus efeitos promovendo um melhor aprimoramento do que envolve?

Imagine você, em 5 anos, inexperiente como ser social, já que a maioria como vimos em outra página, se encontra entre a faixa dos 20 anos, ter que aprender uma série de dados, fórmulas, componentes químicos, ou seja, conhecer não só uma espécie como todas as do reino animal. 

Seria possível que em 5 anos apenas você dominasse tudo?

Outra questão é a de que, a medicina tradicional, base do curso de medicina veterinária, tem como abordagem a doença-prescrição-supressão do sintoma, em outras palavras, doença x cura. Neste aspecto, o foco da atenção se dá na ação medicamentosa, em seus efeitos, o que pra quê, considerando apenas como variáveis ambientais mais importantes a comportamental e as zoonoses. Desta forma, se fossemos estudar só a parte de stress, e tudo o que envolve, além do estudo simplificado e prático, já seria muito tempo de curso. Sem contar que o stress tem seu componente emocional atuante e específico. 

Como justificar a parte do curso que envolve experimentação animal, se enfatizarmos os efeitos do stress nas “cobaias e sujeitos de estudo”, evidenciando assim que sentem dor, sofrem e por conseqüência abrindo brecha para injustificar todo o programa disciplinar? 

Tudo segue conforme uma linha de raciocínio, como vimos em outros artigos, mais tendente ao cartesianismo, de forma que aspectos subjacentes que não doenças de fato, ou ficam para segundo plano ou ficam para as especializações.

Felizmente, os descontentamentos ocorrem por vários lados do universo, as evoluções e descobertas também, e este cenário pouco a pouco vai se holistizando. Mas ainda assim, temos a ganância e o individualismo do ser humano que o levam muitas vezes ao querer ganhar mais do que atender dignamente e vemos então tantas incorrências e desatenções, culminando em negligências quanto aos protocolos certamente mais corretos a serem seguidos, sejam eles inclusos no código de ética, ou não, mas estudados em aula sobre suas implicações, cabendo o senso crítico. Não esqueçamos dos bons! Eles existem.

Por último, também somos nós, os proprietários, responsáveis pela continuidade deste paradigma. Se cada um de nós se inteirasse mais sobre vários fatos da vida dos animais, questionasse, reivindicasse, contestasse, requeresse, obviamente mudanças adaptativas ocorreriam mais rapidamente para atender a uma nova demanda.

Somos culpados sim, se quando um veterinário substitui o remédio por um componente natural, por exemplo, e assim achamos que ele não é um bom profissional, quando na verdade seu interesse foi tanto a ponto de suprimir um excesso que poderia, conforme seus conhecimentos, trazer mais perda do que ganho.

Somos culpados se não reivindicamos o atendimento correto, principalmente quando ficam internados ou em hotel e voltam com “N” problemas.

Somos culpados se quando uma doença é comportamental, não buscamos alternativas, outra opinião, e aceitamos doses cavalares de calmantes, quando as terapias complementares justificam embasadamente seu sucesso nestes casos.

Somos culpados por não abrir oportunidades para uma nova visão quanto aos benefícios da homeopatia, que pode trabalhar conjuntamente com a alopatia e recuperar a força vital do animal, preferindo um remédio rápido e forte, ao invés de refletir sobre os danos que possa causar num futuro, e por assim dizer que os demais não funcionam sem experimentar, quando na verdade envolvem uma disciplina a qual interferiria em nosso dia a dia egoísta.

Contribuímos com muitas coisas...

Se você não colabora para a mudança, então faz parte do problema.

Nós podemos fazer a diferença, profissionais, estudantes e proprietários!

Considerações finais:

Todos os organismos estão sujeitos ao stress. 

Embora muito usual e corriqueiro por um lado, e por conta disto sendo muitas vezes qualificado como parte de uma rotina, por outro, antagonicamente, o stress trás em si considerações importantes e preocupantes para o surgimento das doenças, ao contrário do que parece, e tão importante como o próprio estudo das doenças em si.
Tomando como exemplo a formação do estudante de veterinária, durante o curso, este stress necessita de uma reavaliação, pois, como vimos, pode alterar não só o rendimento do aluno diante das situações conflitivas como a ética e experimentação animal, como também pode ser um fator desencadeante de doenças até crônicas, considerando repetitivas aulas durante 5 anos de curso. 

Sob outro enfoque, percebemos que o stress possui importantes implicações nos animais, seja de companhia, de laboratório, selvagens ou mesmo invertebrados, nos remontando ao inclusive questionamento sobre as pesquisas de drogas em animais, uma vez que ao estarem diante de efeitos estressores, podem interferir no resultado das pesquisas, despertando então a um repensar ético sobre tais procedimentos e suas veracidades, conforme consequências já vistas na página 18 deste e-book.

O stress está diretamente relacionado com o sistema límbico, conhecido como cérebro emocional, ligado aos fenômenos de emoção, presente também nos animais. As diversas áreas do Sistema Límbico ligam-se a uma série de atividades relacionadas com as necessidades básicas de sobrevivência e fisiológicas, onde, conforme os estímulos estressores, sua duração, bem como as variáveis individuais orgânicas de defesa, pode levá-los ao acometimento de doenças graves e crônicas, que podem ser facilmente confundidas com outras ou medicadas fortemente conforme recidivas, uma vez que o efeito estressor possa ser o próprio ambiente do animal, a causa. 

Dentro destes quadros incluem-se os típicos problemas de compulsões, de pele e outros comuns, normalmente tratados com medicamentos que podem comprometer futuramente outros órgãos, sendo passíveis de melhoria conforme auxílio da homeopatia, fitoterapia, florais, reiki, acupuntura, cromoterapia e outras tantas terapias complementares.

Nos animais de companhia, o simples suar pelas almofadas(das patas) e respiração ofegante excessivamente já são indicações de que o animal está estressado. Ou seja, fatos corriqueiros podem se tornar potencializadores de doenças.

Muitos tratadores amadores e até o próprio dono, podem achar esta reação seja sinônimo de agilidade, determinação, etc, mas na verdade em altas doses pode causar sérias disfunções. 

Para um futuro proprietário, por exemplo, quando se adquire um animal, não basta apenas achá-lo bonitinho e sentir que se tem um amor enorme a dar, é importante considerá-lo como uma vida, envolto num sistema ao qual uma série de cuidados devem ser tomados "di-á-ri-a-men-te". 

Para os profissionais da área, se faz importante relevar todos estes aspectos do stress como fatores preponderantes ao surgimento das doenças, ou seja, numa análise diagnóstica.

A alimentação, por exemplo, se faz importante para a questão da internação animal, embora conforme observado em pesquisa acima citada, este aspecto pouco tem ocupado em termos de avaliação.

Falando sob um angulo mais rotineiro, a cada ida do animal a um pet shop/clínica, os banhos, o atendimento em si, todos estes fatores são passíveis de proporcionar um stress nos animais, principalmente porquê estes possuem um olfato muito desenvolvido e são capazes de sentir vários cheiros como do medo de outros animais, dos produtos utilizados para limpeza e assepsia, dos medicamentos, fatos estes que já propriamente induzem a um stress inicial. Sem contar com a questão do local que nem sempre é acolhedor, hora por fatores de higiene que predeterminam determinados aspectos padrão de bem estar ao próprio animal, hora por ser minorizado em termos de outras questões pessoalmente tidas como mais importantes sob enfoque durante a formação. 

O local para uma internação ou recuperação do animal, considerando o que o stress pode causar, deve ser avaliado quanto a barulhos externos, estrutura, localização das gaiolas, ou seja, aspectos estruturais são imprescindíveis tanto quanto a medicação e assistência para o curso involutivo da doença. 

O próprio manejo do animal, retirando-o de uma gaiola, ministrando medicamento e mudando posteriormente sua acomodação, já se faz mais um estímulo agressor.

Para a maioria, isto pode ser apenas um dado, mas analisando as defesas do organismo ao lidar com o stress da situação, querendo ou não, o animal internado acaba por criar uma relação quanto ao local em que se encontra, buscando a tentativa de tirar algum proveito dali. Quando esta inconstância se cria, diante de outra situação já inconstante que é a da internação, querendo ou não, acaba por induzir a uma interferência orgânica, uma vez que mais uma nova readaptação, além do quadro nada agradável, se forma. Somente para relembrar, sistema límbico, emoções, stress, doenças adaptativas (novas ou potencializadas).

Portanto, estes aspectos dentre tantos outros que surgirão no decorrer, se fazem imprescindíveis para mobilizar um repensar em muitas condutas. Até aqui somente falamos do stress e suas influências psicossomáticas!

Sendo assim, já que para que cada crítica se torne construtiva, se faz necessária sugestões de uma releitura nos procedimentos bem como a apresentação de procedimentos auxiliares, que bem embasados e estudados em sua influência colaboram para o alívio e real consideração com o holismo da vida animal.

A preocupação e interesse tanto para com as influências do ambiente local quanto habitat do animal, a forma como são manipulados, tratados, considerados, os aspectos emocionais dos próprios proprietários, dentre outros fatores, são de tão importância para seu restabelecimento e devem ser inclusos dentro das atitudes profissionais em si, seja numa análise diagnóstica ou no tocante às suas responsabilidades para a qual sua clínica se destina. Não basta ser Veterinário. Deve-se compreender o que se passa dentro de cada animal




Referências Bibliográficas:


Endocrinologia e psicossomática
http://www.virtualpsy.org/psicossomatica/hipofise.html

Da emoção à lesão
http://gballone.sites.uol.com.br/psicossomatica/raiva.html

Imunologia e emoção
http://gballone.sites.uol.com.br/psicossomatica/imuno.html

Emoções e eixo hipotálamo-hipofisário-suprarenal
http://www.virtualpsy.org/psicossomatica/hipofise.html

Aprendendo a reconhecer e conviver com o stress
http://www.agiliteiros.com/journal/stress.htm

O circuito cerebral do stress 
http://www.psleo.com.br/psicologia29.htm

Doenças Psicossomáticas - Renan dos Santos - http://www.coladaweb.com/medicina/psico2.htm

Avaliação de suporte nutricional sobre a alta hospitalar em cães e gatos
- Marco Antonio Brunetto - http://www.fcav.unesp.br/download/pgtrabs/cmv/m/2778.pdf

Médico Homeopata dr.Moises http://www.doutormoises.com.br

O conceito de Coping – Uma revisão teórica – Adriane Scomazzon Antoniazzi,
Débora Dalbosco Dell’Aglio e Denise Ruschel Bandeira
http://www.scielo.br/pdf/epsic/v3n2/a06v03n2.pdf

 

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