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Somos como As cascas da cebola 

Para chegar ao cerne do que move as terapias complementares, precisamos paulatinamente , assim como a cebola, ir removendo passo a passo nossas cascas, ou seja nossos anteparos, defesas, que limitam e impedem a possibilidade de uma visão mais profunda sobre a Vida e tudo o que envolve.

Desde pequenos, como vimos incansavelmente neste e-book, aprendemos sobre nós conforme o que nos foi passado por nossos pais, que aprenderam através de nossos, avós, bisavós, que aprenderam com a experiência da vida, pelo que foi transmitido por seus amigos, pela mídia, pela tv, pelas notícias, pelo mundo afora.

Apesar da  formação que nos rege e considerando o significado desta palavra, como já dito anteriormente, somos seres vivos e sensíveis, sensibilidade esta, que a religião, embora tenha o significado de "religar", acabou por distanciar-nos de nossa própria alma, de nossa própria essência.

E o que é a vida sem Essência?

É esta essência que norteia estas terapias, não só as terapias, mas que, ao resgatá-las, percebê-las, nos proporcionam um novo significado a tudo o que fazemos e praticamos.

Sem nos centrarmos, conhecermos, acessarmos nossa própria essência, nos distanciamos da verdade e assim, nos tornamos marionetes de tudo o que nos é transmitido, sem explorar, buscar novas maneiras, talvez mais harmônicas e significantes...

Portanto, paremos agora para nos questionar, complementando o exercício anterior, e outras  sugestivas atitudes que foram passadas nos artigos anteriores, como reagimos diante de tudo o que é novo, e, como as cascas da cebola, desfaçamos-nos agora de mais uma: 

como se formam os paradigmas 

Paradigma = Modelo, Padrão, exemplo.

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima. 

Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos. 

Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada). 

Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.


Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada. 
Imediatamente os demais começaram a espancá-lo.

Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse por que.
Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento. 

Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc.) foi repetido. 

Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada.

O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada.

Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada ... Aposto que a resposta seria:
“Eu não sei – essa é a forma como as coisas são feitas por aqui”
Isso, ou esse comportamento, essa resposta, não te parecem familiar???

Uma experimentação similar a esta, para os que cursaram faculdade, nas áreas afins, assim como a psicologia, creio ter sido muito vivenciada...

Lembro-me que na época em que cursei Psicologia, havia uma disciplina PGE-I, Psicologia Geral e Experimental, a qual incluía dentro de suas matérias, aulas experimentais em ratos. Os exercícios de não me agradavam em nada, porém na época ainda não havia a divulgação sobre a questão da objeção de consciência. Isso foi em meados de 1990, há mais de 18 anos atrás...

A cada aula, eu questionava a necessidade daquele treinamento sofrido e sem sentido, pensando que muitas vezes um livro faria muito melhor a sua parte em ilustrar por intermédio  deste descarte de vidas.

O experimento consistia em deixar o rato privado de água por algumas horas, depois colocado numa gaiola a qual havia um dispositivo que quando acionado, liberava algumas gotas de água.

Após o rato "descobrir" o dispositivo, ele apertava feito um louco, desesperado...e a água seguia.

Passado alguns dias,  a "ordem" para o treinamento ia se modificando, passando então para cada três toques no dispositivo, ao qual as gotas de água eram liberadas, depois para cinco toques, e por último, aleatóriamente.

Posteriormente, com o rato já confuso, mas insistente em aprender a lógica e também morto de sede, passávamos para o exercício do reforço negativo, onde o dispositivo mesmo que pressionado, não mais fornecia água e sim choque elétrico...

Imaginem a situação. Pra quê? Por quê, meu Deus?

E o pior...Somos assim como estes camundongos, onde na maioria das vezes sequer paramos para absorver o que uma situação possa nos ensinar de mais profundo e com isso, tentar modificá-la, ou alterá-la para melhor. Seja diante de um experimento, ou vivência aparentemente simples, aceitamo-las sem sequer nos projetarmos ou nos envolvermos o suficiente, para que portanto não nos comportemos muitas vezes da mesma forma diante da vida, o que aliás, concordar com um experimento destes, sabendo hoje em dia das alternativas, é simplesmente agir como os próprios camundongos...manipulados sem auto-crítica...

E assim, cursando uma série de experimentações des-sensibilizantes, no caso dos estudantes de áreas afins, como resgatar nossa essência, e assim como partir para a utilização destas terapias "sutis"?

Quanto à razão do experimento....Servia simplesmente para "visualizar" os efeitos de um reforço positivo ou negativo quando depois aplicado em pessoas, referente a condicionamentos/ensino. Não seria mais fácil utilizar um exemplo muito mais sensível como uma vídeo aula de adestramento, por exemplo?

Bom...quanto ao rato, (Gregório era seu nome), obviamente depois de tanta privação e sofrimento inútil, foi descartado às cobras....

As aulas de experimentação? Continuam nas mais renomadas universidades...

Será que não devíamos nos perguntar: "POR QUE CONTINUAMOS A FAZER O QUE FAZEMOS SE EXISTE OUTRA FORMA DE FAZÊ-LO? "

Quantos Gregórios, ratos, macacos, cães, gatos, e tantos outros animais precisarão nos servir para exemplificar situações as quais a tecnologia dispõe tão livremente e comprovadamente em eficácia?

Será que queremos continuar como Gregórios diante das situações da vida?

"Ao Gregório e outras tantas vidinhas desperdiçadas em prol de uma ilustração insensata  e vil, meu humilde perdão por desconhecer o que poderia ter sido feito de forma mais ética diante desta situação: A OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA....

Aos estudantes, que este depoimento possa ser um reforço negativo sem privação ou eletrochoques para que se conscientize mais sobre a Vida"

obs. Existe uma Carta modelo para objeção de consciência na página Legislação, dentro do índice deste e-book.


 Referências:

*PPS enviado por Marcia Priolli e adaptado para este e-book.  


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