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A base das Terapias Complementares: 

No artigo anterior, intitulado "Compreendendo as terapias complementares", ilustrei o início desta próxima jornada com um trecho do filme "Freud, além da alma", para que víssemos como ainda muitos de nós reagimos diante de qualquer assunto novo, ou novo para si, no sentido do mesmo mobilizar e incitar reflexões profundas, o que em outras palavras, traz junto ao questionamento a necessidade de uma resposta argumentada, que muitas vezes não temos, quando inflexíveis e dogmáticos, resquícios do pensamento cartesiano, e por isso as descartamos ou qualificamos como inverdades ou improcedentes.

Vimos também que, além da necessidade de ler para saber e saber para contra-argumentar, em comparativo ao vídeo citado, percebemos que temos muito o que aprender com os animais, através da visualização do documentário constado no rodapé do mesmo artigo, sobre o caso do leão Christian, que após muito tempo longe da convivência humana, não esqueceu quem lhe deu carinho, recebendo a visita de seus cuidadores com grande afetividade, ao contrário dos alertas feitos aos mesmos.

Somado este artigo juntamente com os outros abordados neste e-book, começamos então a perceber o quanto o "Amor" deve estar presente em tudo o que fazemos e o quanto ele é responsável pela diretiva de nosso bem estar.

É o amor pela causa, pelo objeto de estudo, de profissão, pela vida, que inspirou todos os cientistas, médicos, filósofos, e outros, que no decorrer da história os impulsionou a buscarem aperfeiçoamentos, respostas, diversificadas soluções e a deixarem suas marcas.

Por outro lado, vimos também o quanto o "amor" vem sendo descartado com nossa evolução tecnológica.

Quem diria que uma TV de válvula fosse hoje se transformar em tela plana, ou um telefone ter a aparência e uma bateria tão fina como um papel, não é mesmo? 

Hiroshima, Nazismo, WTC, são exemplos inconcebíveis que contrastam com a evolução dos ipods e automóveis com acessórios quase até nunca utilizados no dia a dia...

Mas quem imaginaria por consequência, que junto com todo este conforto e sinônimo de evolução fosse vir como "brinde" a questão do aquecimento global, do desmatamento, das extinções, da economia da água?

Infelizmente ainda são insuficientes  o número de pessoas que fazem bom uso da coerência. Além destas, existem também as outras que, por razões compreensíveis inconscientemente, resistem a perceber que estes fatos são o resultado de um egoísmo ao qual desconsidera-se o todo o qual estamos inseridos, deixando de observar então,  atentamente seu dia a dia para aprimorá-lo. 

Deste modo, falar de terapias complementares então, requer absolutamente considerar estes aspectos, compreender, sentir "amor", falar do imensurável, se colocar no lugar do outro, defender o que pode ser poupado, melhorado, pois admitir sua importância é admitir que a existência de outras formas de energia pouco divulgadas por razões de interesse e que fazem parte das emoções que envolvem, tem grande parcela de contribuição no restabelecimento dos seres, inclusive dos animais as quais estas terapias se destinam. 

É o caso da acupuntura por exemplo e que mais para frente terá uma página completa, dentre outras terapias também.

A base desta filosofia chinesa, provém da concepção de duas ordens no Universo, o Yin e o Yang, polaridades "invisíveis" positiva e negativa, que se aplicam ao próprio corpo que por sua vez mantém uma sintonia entre ambos.  Quando uma das ordens não estiver perfeita, ou em desacordo com a outra, pode ocasionar uma doença. 

Sua fundamentação nada palpável aos cartesianos, inclusive muito perseguida por alegar que seus princípios energéticos nada tinham a ver com a medicina ocidental, vem sendo não somente bem aceita dentro da área veterinária, como monopolizada, já que somente veterinários podem cursá-la, ao contrário da acupuntura humana e muito embora a animal seja uma variante da humana, como disse certa vez um mestre desta prática.

Pois muito bem, fazendo agora o gancho de toda esta tecnologia, do nosso dia a dia, e juntando com as terapias, nestes últimos tempos, concomitantemente com a elaboração deste artigo, tenho recebido muitos e-mails contando fatos sobre erros de conduta e tratamentos inadequados para com os animais, onde infelizmente a maioria destes levaram ao óbito, causando muita tristeza e inconformidade nos proprietários, demonstrando que ainda não há a consideração suficiente para com a vida destes pequenos, como deveria ser...

O próprio motivo que me moveu à criação deste e-book se deveu à mesma razão: a falta de preparo e consideração, interesse  e percepção do real valor da Vida dos animais. Ou seja, pela falta de valorização, racionalizando e objetivando restritamente o foco ao invés demonstrar interesse, "feeling", por tudo o que envolve a atuação, esta prática vem sendo mais generalista e objetiva do que profunda, responsável  e atenta por alguns profissionais.

Sendo assim, questiono aqui: estarão TODOS os profissionais, preparados para atuar com terapias complementares se no pré e pós atendimento convencional o profissional trata seus pacientes com irresponsabilidade, desprezando os pequenos detalhes que fazem um conforto, uma diferença, ou mesmo desconsiderando um animal abandonado na porta de seu consultório?

Claro, não vamos pegar de uma vez, todos os animais das ruas, até porquê existem milhões, infelizmente, e fruto de nossas atitudes, mas antes de se interessar em atuar terapeuticamente neste sentido e área, devemos demonstrar e internalizar dentro de si, nas pequenas atitudes, que prezamos Vida.

Uma pessoa que busca estas atividades como complemento salutar, também deve se interessar, promover ou ao menos divulgar o trabalho que  seus colegas fazem à respeito da posse responsável, das castrações a preços de custo para animais de  população carente, os trabalhos das ONGs, a questão dos animais de circo os quais agora vem sendo regulamentados para não utilização, a questão da substituição das experiências práticas em animais dentro das faculdades por softwares altamente comprovados em sua eficácia tanto na questão do poupar vidas, como no stress que causa aos estudantes impedindo um melhor aproveitamento e aprofundamento prático-clínico, e tantas outras questões que envolvem seus sujeitos de formação...

Simplificadamente, uma pessoa que busca aderir à estas filosofias, deve começar com um "bom dia" pela manhã, um "obrigado", uma gentileza para com os mais velhos, o doar suas roupas velhas, o agradecer ao universo quando colocada sua cabeça no travesseiro, por mais um dia com disposição e saúde, e coisas do gênero...Do contrário, são dois pesos e duas medidas, ou seja, o interesse é apenas marketing, destaque, individualismo, competitividade, pois quem ama a vida, base fundamental destas terapias, não pode alimentar duas correntes de pensamentos e atitudes neste sentido no dia a dia.

Aqui também entra a questão de que, para entendermos as bases destas terapias, temos que nos conhecer mais, ou seja, conhecer nossas emoções, pois foi através delas que surgiu a psicossomática de Freud que pre-embasou muitas outras teorias  que posteriormente se derivaram servindo de modelo até para bases quanto a outras teorias posteriores que envolvem a compreensão da psicossomática dos cães quanto a comportamentos indesejados, por exemplo. 

Já vi muitas vezes, pessoas comentarem que os Florais de Bach não funcionaram aos seus pets, por exemplo.

Claro, para trabalhar com florais, entendê-los e  prescrevê-los é necessário levar em conta aspectos subjetivos, somáticos, inclusive observar os próprios proprietários os quais em determinadas ocasiões, diante dos sintomas questionados por eles em relação ao comportamento de seus animais, também necessitam de uma prescrição para que a cura aconteça.

Certa vez acompanhei um caso de uma mulher que havia escrito um e-mail aos quatro ventos, pedindo auxílio para sua gatinha com sintoma de compulsão de lambedura. A felina já havia tomado vários remédios, passado por inúmeros veterinários e nada.

Com calma, li seu e-mail e entrei em seu site pessoal. Ali percebi quantas mudanças e inquietações a acompanhavam, inclusive muito de seus textos diários, descreviam inclusive em palavras, uma insatisfação e impotência diante da invasão dos outros em seus limites como pessoa.  Os trechos eram bem claros.

Fazendo uma análise minuciosa: a gata tinha problema de pele, sendo esta, o limite físico/visual entre o nosso "eu" e o outro.  Não estava a proprietária se questionando quanto à invasão de seus limites(pele no simbólico)? Se os florais atuam na energia vibracional dos animais e todo o ser vivo, e entendendo que os nossos pets não só captam estas vibrações à sua volta, como percebem atentamente toda a rotina como grandes expectadores de um só canal TV todos os dias, obviamente, o problema não era só o gato e sim a proprietária, cujo gato estava como um "espelho", mostrando as situações dia a dia percebidas. Portanto, de nada adiantaria uma prescrição floral somente para compulsões gerais, apesar de terem essências específicas para este comportamento. Seria necessário que dentro da "receita"/prescrição, fossem inclusas essências complementares que envolvem a subjetividade do caso, incluindo para proteção espiritual (que no caso se relaciona à somatização das energias do dono), dentre outras, bem como, ilustrando este raciocínio com a utilizando da mesma filosofia da acupuntura por exemplo, já que o princípio e valorização da energia é o mesmo no sentido de considerar a importância desta, se o ambiente não está harmonizado e por consequência não se resolverá, a própria proprietária necessitaria de florais também! 

Compartilhando este caso com a grande mestra Martha Follain,  por exemplo, que tem muita experiência na área de florais, concordamos muito neste sentido e questionamos muito quanto à responsabilidade a qual vem sendo ministrada esta especialidade em outros cursos que, de certa forma não preparam seus alunos quanto a estas questões, invalidando muitas vezes o resultado prescrito, pois sem esta análise minuciosa, a prescrição age pela metade.

E como falar de preparo se sabemos muito bem que este subjetivo não é muito abordado dentro das universidades, onde não se preza o estímulo, o questionamento, as emoções, o que mais uma vez, reforça a questão de práticas des-sensibilizadas?

Vimos no capítulo que fala sobre a importância do afeto (índice - o Reverso e o Retorno), o quanto ele é primordial para determinar nossa conduta futuramente na sociedade, e com certeza, quem não teve a felicidade de, desde pequeno, crescer dentro de um ambiente familiar equilibrado entre as proporções ensino e afeto, não trará a raiz, a base que conduz e determina este respeito à toda forma de vida, dentro de si. 

E fazendo aqui a ligação com os descasos e negligências recebidos por mim via e-mail para com animais, e como também sabemos, existem para com humanos  da mesma forma, estas são respostas do nosso ambiente diante do como o estamos tratando e do como consideramos as bases destas mesmas terapias.

Como disse acima, quem se interessa em atuar com terapias complementares, deve ser uma pessoa que se interessa na busca de todas as formas de colaboração para o restabelecimento da vida, ou seja, valoriza a vida sob todas as formas e considera todas as possibilidades de sua expressão, inclusive as "invisíveis", como as sutis as quais estas terapias abordam.

Com todos estes aspectos então,  quero ilustrar que o grande passo para a utilização das terapias complementares deve antes de mais nada começar na modificação de pequenas atitudes para a ampliação de nossa visão do Todo, envolve o perceber o subjetivo.

E se você pretende cursar qualquer terapia complementar para aprimoramento, avalie suas atitudes, estenda esta base ao seu dia a dia primeiro e mostre que você faz a diferença, que acredita e considera todas as manifestações que a vida carrega em si.

No próximo capítulo, daremos um pequeno passo para trás, para que reforçado nos melhor prepare na compreensão destas terapias de apoio.

Através do acompanhamento de uma enquete, serão sugeridos exemplos de  situações cotidianas em clínica para que possamos perceber a responsabilidade nas pequenas coisas e assim partir para as mais sutis.

 

 

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