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Inteligência e emoções nos animais:
MUSICOTERAPIA

A História da Música

Para atingirmos uma clara compreensão,
é necessário viver em mente aberta,
fazendo contato direto com a vida no momento presente,
vendo verdadeiramente o que acontece
dentro e fora de nós mesmos.
Praticando a mente atenta,

fortalece-se a habilidade de olhar profundamente.
Quando olhamos fundo para dentro do coração de qualquer coisa, ela se revelará.



A vida é iluminada pela luz da correta compreensão, do correto pensar, da fala correta, da correta ação, do correto modo de viver, do correto esforço, da correta mente atenta e da correta concentração. (Sidarta Gautama)

Mas apesar de até compreendermos muito de quem nós somos, precisamos ver o que somos...

Somos separados da grama, árvores e pássaros?

Não.

Nós somos grama e árvores, sol e chuva, nevascas e dias bons, tudo aquilo que constrói nosso eu, e que assim forma inclusive nossa personalidade, pois de tudo isso vivenciamos e estamos em direta conexão.

Dentro de nós, tudo flui em determinada harmonia, no mais perfeito compasso...
Assim, nós também somos música, e como uma partitura, precisamos nos inteirar, pois assim estaremos contribuindo para a harmonia da orquestra principal que é a Vida.

O som é a matéria prima do Universo. Há som na natureza, na nossa comunicação, ou seja, nosso universo é feito de som. O som é um veículo dentro desta inter-relação, como forma de expressão, conhecimento e manifestação dos mais diversos sentidos.

Os sons atravessam o corpo, penetram nos órgãos e fazem ressoar tudo quando nele existe.

Uma vibração é suscetível de originar uma outra vibração em diferentes elementos. Quando uma nota musical é tocada num piano, mesmo que só uma corda seja golpeada, ainda assim outras cordas vibram também. Ampliando um pouco mais, a Vida é permeada destas vibrações.

Isto é o que se chama ressonância, compreendida pelas leis físicas, que rege essa manifestação, sobre a qual há suficientes estudos efetuados pela ciência.

No estado físico, o som tem a habilidade de rearranjar a estrutura molecular. Este é um fato científico. A música afeta o sistema límbico, parte do cérebro que governa as emoções.

Tomando nosso corpo vibratório, nossa energia e fazendo a analogia a um instrumento, quando uma nota é tocada, não são somente outras cordas entram em vibração, outros objetos também podem vibram. Além das cordas próximas, objetos à sua volta como  por exemplo cristais, vidros, toda uma atmosfera também ressona.

Assim como é possível fazer com que um objeto entre em sua vibração por meio da ressonância, é possível restabelecer as freqüências vibratórias harmônicas do corpo, mediante o uso de sons e melodias, pois as ondas de som comunicam as suas energias às regiões internas do corpo e se estas tiverem a mesma freqüência inerente à da vibração, também iniciarão um movimento vibratório. Os sábios antigos ensinavam que o ritmo, a melodia e a harmonia têm o poder de provocar mudanças no organismo.

Neste sentido, o som tem a capacidade de ampliar a consciência a um nível sutil de vibração, modificando os ritmos das ondas cerebrais, cujas irradiações sonoras penetram em pulsações elétricas dos corpos físico, mental, emocional e espiritual, modificando seus padrões vibratórios e conseqüentemente revigorando através dos sons o fluxo energético do corpo, já que os princípios fisiológicos do corpo estão interligados à dimensão energética que vibra por entre as musculaturas, respiração, coração, que estão interligadas ao fluxo energético da corrente vital.

Na concepção budista tibetana, a consciência é a unidade que transpassa a existência, está em toda parte, envolvendo e penetrando a todos. A consciência existe por si mesma, distribui-se pelo organismo e é dotada de diversos centros no corpo.  Ou seja, animais e humanos são dotados de consciência porém em níveis diferentes da mesma.

Geralmente identificamos consciência com a mente. Porém, a consciência funciona de forma integrada, onde as estruturas cognitivas emergem do corpo através da percepção sensório-motora.

Segundo estudos de Sandra Meyer: a consciência do corpo já está nele, e é atuando diretamente com o corpo, e não no corpo ou sobre o corpo, que atinge-se uma funcionalidade mais plena deste. Para além de dualidades entre mente, cognição, emoção, energias, é na consciência em sua totalidade harmônica que a sabedoria do ser se expressa em plenitude. Todos os aspectos da consciência estão interligados e influenciam diretamente a dimensão energética do ser.

 A energia está em todas as coisas, vivemos numa teia invisível de energia que liga toda a existência.

Todo órgão, osso e tecido de seu corpo têm sua própria freqüência de ressonância, que juntos, formam uma freqüência composta, um harmônico que é sua freqüência vibratória pessoal (GOLDMAN, 1994, p. 20).

Quando há excesso de tensão muscular em determinados locais (segmentos ocular, oral, cervical, laríngeo, torácico, diafragmático, pélvico), o fluxo energético do corpo pode ser interceptado. Assim, quando a musculatura está hipertônica, há o bloqueio de energia.

Consideremos como ilustração, dois diapasões que vibram no mesmo tom, digamos 440 ciclos por segundo. Se fizermos um deles vibrar para produzir um som, o segundo começará a vibrar espontaneamente, pois ele foi tocado pelas ondas sonoras emitidas pelo primeiro diapasão. Isso é possível porque ele contém no seu interior a similaridade de estrutura vibratória necessária, que permite a ressonância que vai produzir o som. Da mesma forma, os seres quando submetidos á ressonância musical, conforme o estilo, sua vibração e ritmo harmonicos e segundo a frequência orgânica, por similaridade serão estimulados a vibrar em sintonia, alterando toda a complexidade biológica.

Através então da ressonância, é possível mudar nossa energia vital. (A corrente de energia que percorre o corpo é denominada “Chi na China, Ki no Japão, Kundalini e Prana na Índia, Mana na Polinésia, Orendé e Manitu entre os iroqueses e algonquinos, Axé no candomblé afro-brasileiro, Baraka para os sufis do Oriente Médio, Élan vital em Paris).

À título de curiosidade, o conceito de ressonância pode inclusive explicar como Josué conseguiu derrubar as muralhas de Jericó, tal como relatado no Antigo Testamento.

Um ponto importante que encontramos na música, é que as freqüências vibratórias do som, se multiplicadas em sua velocidade, chegam às freqüências das cores. Jonathan Goldman (1994) verificou que as freqüências sonoras, ao serem elevadas em vibrações rapidíssimas, chegam à luz. Assim temos que o som é além de uma freqüência vibratória, a cor: Luz é o som acelerado . Existem centenas de tonalidades e matizes que compõem uma cor, havendo variações de freqüências vibratórias para cada uma, portanto, cada som emitido, dependendo da freqüência vibratória, gerará uma cor, com determinada matiz. Em outras palavras, adicionando cromoterapia no processo terapêutico da musicoterapia, poderemos intensificar seus efeitos.

Outro ponto se refere ao escutar.

O escutar também afeta o movimento do corpo como um todo. Relacionado ao nervo vago, ou décimo nervo craniano, o nervo auditivo quando afetado, afeta também a laringe, os brônquios, o coração e o duto gastro-intestinal, e com isto a respiração, os batimentos cardíacos e a digestão são afetados pelo ouvido.

O ouvido também é considerado envolvido com os nervos óticos e oculomotores, que por sua vez relacionam-se com os processos da visão e do movimento (TOMATIS apud GOLDMAN, 1994, p. 80). As dinâmicas fisiológicas estão relacionadas com as vibrações sonoras, tanto emanadas pelo próprio corpo, como por ele recebida através do ambiente sonoro que está inserido.

Em suas pesquisas sobre a influência dos sons no corpo, Tomatis constata que os sons podem recarregar energeticamente o sistema nervoso central e o córtex cerebral e a carga do corpo todo – ele acredita que, uma das funções básicas do ouvido é fornecer, através do som, a recarga do córtex cerebral, bem como a recarga do corpo. Nessa relação das influências do som no corpo, de acordo com Steven Halpern (1998), as células raramente vibram mais de 1000 ciclos por segundo. Se ao passo que a faixa do som estende-se até 20.000 ciclos por segundo, o corpo precisará filtrar uma ampla faixa de sons incidentes e agir como um transformador vibratório, por vezes tornando isto  extremamente esgotante, como por exemplo as freqüências sonoras específicas, como o “zumbido” da televisão, que ressoam a 15.750 Hz cujo efeito  físico, mental e energético é esgotante, ou mesmo a do rotineiro secador gigante e potente dos pet shops.

Vemos, portanto que o Princípio da Vibração não se trata apenas uma divagação filosófica, mas sim de uma revelação de algo decisivo na estruturação de todas as coisas.

Mesmo antes de nascer (e isso vale tanto para humanos quanto animais) estamos imersos a sons.

Com 3 semanas de vida, o embrião humano começa a desenvolver a estrutura que dará origem aos seus ouvidos.

No útero, ficamos tão acostumados com o som dos batimentos cardíacos da nossa mãe, que bebês expostos a gravação de uma frequência cardíaca de 72 batimentos por minuto se mostrarão confortados e calmos, ao passo que quando expostos a uma frequência de 120 batimentos, se tornam agitados e visivelmente incomodados.

Estudos mostram que mulheres que vivem grande parte do dia próximas a aeroportos durante a gravidez, dão à luz a bebês com menor peso.

Nós respondemos à música em muitos estágios da vida. Às vezes associamos a música com o ambiente seguro, relaxante e protetor que nossas mães nos deram, outras para recordar um momento triste... A música é uma forma de tocar no conhecimento inato que está dentro das nossas células. Nós vivemos na música.

Em relação à musicalidade do som, há indícios de que desde a pré-história já se produzia música, provavelmente como conseqüência da observação dos sons da natureza. É de cerca do ano de 60.000 a.C. o vestígio de uma flauta de osso e de 3.000 a.C. a presença de liras e harpas na Mesopotâmia.

A palavra música, vem da origem grega - musiké téchne, a arte das musas - e se constitui, basicamente, de uma sucessão de sons, entremeados por curtos períodos de silêncio, organizada ao longo de um determinado tempo. Assim, a música é uma combinação de elementos sonoros que são percebidos pela audição, incluindo variações nas características do som, tais como duração, altura, intensidade e timbre, que podem ocorrer em diferentes ritmos, melodias ou harmonias.

Popularmente falando, definimos como música, a capacidade de expressar harmonicamente (via de regra) os sentimentos através de sons artisticamente combinados.

Passemos inicialmente a compreender cada característica.

Em todos os seus momentos, a música, seja ela ocidental ou oriental, e suas modalidades ou tipos (clássica e popular), cujos efeitos e propriedades veremos a seguir, como estrutura, segundo a teoria musical, constitui-se de 3 elementos principais:

RITMO,
HARMONIA,
MELODIA.

Dentre esses três elementos podemos afirmar que o ritmo é a base e o fundamento de toda expressão musical. Sem ritmo não há música. Acredita-se que os movimentos rítmicos do corpo humano tenham originado a musica. O ritmo é de tal maneira mais importante que é o único elemento que pode existir independente dos outros dois: a harmonia e a melodia, já que ele os faz.

A harmonia, segundo elemento mais importante, é responsável pelo desenvolvimento da arte musical. Foi da harmonia de vozes humanas que surgiu a música instrumental.

A melodia, por sua vez, é a primeira e imediata expressão de capacidades musicais, pois se desenvolve a partir da língua, da acentuação das palavras, e forma uma sucessão de notas característica que, por vezes, resulta num padrão rítmico e harmônico reconhecível.

O que resulta da junção da melodia, harmonia e ritmo são as consonâncias e as dissonâncias.

Consonância, em latim consonantia, significa acordo, concordância. Ou seja, consonante, é todo o som que nos parece agradável, que concorda com nosso gosto musical e com os outros sons que o seguem.

Dissonância, em latim dissonantia, significa desarmonia, discordância. Desta forma, dissonante é todo som que nos parece desagradável, ou, no sentido teórico musical, todo intervalo que não satisfaz a idéia de repouso e pede resolução em uma consonância.

Mas esta composição vai muito mais além da técnica.

O desenvolvimento da música paralelamente ao próprio desenvolvimento das cidades gregas, fez com que surgissem teorias filosóficas que procuravam compreender seu significado e importância.

De fato, a civilização Grega ou Pérsica, possui notória importância em muitas contribuições na nossa atualidade.

Foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, que graças à sua ideologia ambiciosa, cujo objetivo de maior desafio era conquistar Ocidente e Oriente unificando os povos, uma vez obtido êxito em seu intento, e considerando o ensino dever ser publicamente divulgado, já que primordialmente ele era feito desta forma eclética, onde se aprendia de tudo um pouco, respeitando a perfeita harmonia, integração e importância dos conteúdos que se auto-embasavam uns aos outros, criou a maior biblioteca de Alexandria (Centro cosmopolita, ao qual circulavam gregos, judeus, assírios, sírios, persas, árabes, babilônios, romanos, cartagineses, gauleses, iberos, e de tantas outras nações - um espécie de Paris ou de Nova Iorque daquela época) de forma a propiciar o acesso global a todos os materiais pesquisados sobre tudo, onde inclusive grande parte do que se pratica na Medicina provém desta disponibilidade literária.

Daí, se pode compreender a semelhança, por exemplo, das músicas árabes, oriental, hindu, espanhola e grega, pois estes povos trocaram vivências segundo reinado de Alexandre, influenciando-os uns aos outros.

Durante uns sete séculos, entre os anos de 280 a.C. a 416, a biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de cultura e ciência que existiu na antigüidade. Posteriormente, com a chegada da era Cristã (você poderá compreender isso melhor, segundo o capítulo "A história da Medicina" vide índice, neste e-book), grande parte do material que lá se encontrava fora queimado.

Imaginem uma grande universidade, onde alunos de filosofia compartilhavam suas experiências com os de arte, medicina, biologia, e que este compartilhar, mais do que um simples "coleguismo", desse subsídio para todas as vertentes... Assim era antigamente.

Pitágoras, por exemplo, filósofo pré socrático e matemático grego ( 571 a.C. - 497 a.C.), contemporâneo de Tales de Mileto, Buda, Confúcio e Lao-Tsé, famoso pela descoberta do Teorema que leva seu nome (mas não só isso), utilizou-se da aritmética, geometria e física, juntamente com o que restara do acervo dos documentos egípcios e chineses sobre a música, (mesmo que pós incêndio da biblioteca de Alexandria), para descrever e mapear as notas musicais, quantificando a relação existente entre a harmonia musical e os números, tendo uma crucial influência no desenvolvimento da música através da idade média na Europa.

Existe a história de que Pitágoras começou a refletir analiticamente a musica por ouvir nas proximidades vários ferreiros trabalhando. Assim ele notou que algumas sequências de sons produzidos por golpes de marreta eram mais agradáveis do que outros,norteando-o rumo às escalas musicais.

À título de curiosidade, de forma a perceber como hoje em dia a falta de ecletismo nas universidades torna o conhecimento pouco profundo das coisas, os pitagóricos utilizavam o estudo das propriedades dos números, para aplicabilidades profundas como a compreensão do cosmos, que conforme sua interpretação, era regido por relações matemáticas. E fora através desta observação dos astros, baseada na matemática que sugeriu-lhes a concepção de ordem determinando o universo, dando margem a numerosas filosofias e princípios medicinais. Evidências disso estariam no dia e noite, no alterar-se das estações e no movimento circular e perfeito das estrelas. Por isso o mundo poderia ser chamado de cosmos, termo que contém as idéias de ordem, de correspondência e de beleza. 

Retomando então sobre sua contribuição na música, que veremos prover de vários conhecimentos ecléticos e paralelos, a base desta descoberta de Pitágoras partindo então do que como vimos ser a atividade dos ferreiros, através da observação de que diferentes sons eram produzidos por martelos de diferentes pesos (leis físicas) - Ex: Um martelo cujo peso era 6 produzia o tom, outro com peso 12 produzia a oitava, outro com peso 9 a quinta e outro de peso oito a quarta, ele, com sua formação matemática fora explorar tais explicações.

Descobriu então em que proporções uma corda deve ser dividida para a obtenção das notas musicais. Prendendo-se a metade da corda, depois a terça parte e depois a quinta parte conseguiu os intervalos de quinta e terça em relação à fundamental: a chamada SÉRIE HARMÔNICA.

À medida que subdividiu a corda obteve sons mais altos, intervalos diferentes, e assim sucessivamente.

Descobriu ainda que frações simples das notas, tocadas juntamente com a nota original, produzem sons agradáveis, já as frações mais complicadas, tocadas com a nota original, produzem sons desagradáveis.

Em física, série harmônica é o conjunto de ondas composto da freqüência fundamental e de todos os múltiplos inteiros desta freqüência. De forma geral, uma série harmônica é resultado da vibração de algum tipo de oscilador harmônico. Entre estes estão inclusos os pêndulos, corpos rotativos (tais como motores e geradores elétricos) e a maior parte dos corpos produtores de som dos instrumentos musicais. As principais aplicações práticas do estudo das séries harmônicas estão na música e na análise de espectros eletromagnéticos, tais como ondas de rádio e sistemas de corrente alternada.

O conhecimento da série harmônica então permitiu, não só à maior parte das civilizações do mundo escolher, dentre todas as freqüências audíveis, um conjunto reduzido de notas que soasse agradável ao ouvido: DO RE MI FA SOL LA SI - DO (inicio da mesma escala, oitavas acima ou abaixo, conforme a nota obtiver o dobro da freqüência da primeira, soando como se fosse a mesma nota, porém mais aguda); a construção de instrumentos musicais, principalmente aqueles baseados na vibração de colunas de ar (instrumentos de sopro ou aerofones) e por fim à transcrição das musicas sob a forma de partituras.

Veja como este pequeno “manual” para tocarmos instrumentos, a partitura, aparentemente tão simples, passou por tantas vivências até chegar ao fato em si.

Então agora, regressando novamente neste tempo traçado, de mesma forma eclética e contributiva, a disponibilidade destes conhecimentos integrados e totalmente acessíveis, proporcionando por consequência um intercâmbio cultura vasto, como a biblioteca de Alexandria assim o foi (daí também o interesse político e intencional do incêndio posterior), não foi só a partitura que surgiu deste processo. Todos estes materiais dispostos puderam fornecer à música aspectos também medicinais.

Em culturas variadas o médico e o músico são representados por uma mesma imagem ou símbolo. O Imperador Amarelo, na antiga China, por exemplo, é considerado o fundador da medicina e da música. Na mitologia grega, Apolo simboliza a estreita relação que existe entre a música e a medicina. O centauro Quíron aprendeu a arte da medicina com Apolo e tratava doenças variadas com os sons de sua lira.

Em alguns papiros egípcios foram encontrados tratamentos musicais para a infertilidade feminina. Outros, revelavam a utilização de sons e músicas no tratamento de distúrbios mentais e emocionais.

E ainda tomando Pitágoras, grande visionário da medicina do som, conforme suas descobertas, todo e qualquer átomo produz determinado som em virtude de sua vibração, movimento e ritmo.

Assim, tanto para os gregos como para os antigos chineses, a música era a base de tudo.

Diziam que todas as civilizações aperfeiçoam-se e moldam-se de acordo com o tipo de música que nelas se executavam.

Dentro da visão chinesa encontramos informações muito valiosas de como os sons podem ser úteis no tratamento de alguns sintomas ou doenças. (Aproximadamente na mesma época de Pitágoras, os chineses já realizavam pesquisas com harmônicos através de flautas).

Conforme esta filosofia oriental, cada nota da escala pentatônica (conjunto de todas as escalas formadas por cinco notas ou tons, ouvidas atualmente em estilos musicais como o blues, o rock e a música popular). teriam o poder de influenciar as emoções e o corpo humano. Assim, os cinco sons (Gong, Shang, Jiao, Zhi e Yu) estariam relacionados aos cinco elementos, que representam cinco arquétipos cósmicos: madeira, fogo, metal, terra, metal e água, onde cada um está poir sua vez relacionado a uma nota que interage com determinados órgãos e vísceras (cinco sentidos e 5 órgãos que regulam as funções do corpo). Lembram-se da vibração atômica das moléculas para Pitágoras? Esta é a chave para compreender as vibrações das notas em relação à vibração dos órgãos devidi À sua composição ressonante. Semelhante ao princípio atual do Ultrassom.

Continuando, cada órgão físico, tecido, víscera, tipo de fluido vital e líquido tem sua própria sintonia, ritmo, tom. É como o nome próprio. Se na multidão alguém chama Safih, vou olhar na direção daquele que reconheço como meu.
 
Assim, os tambores estão relacionados ao elemento água, as flautas de bambu ao elemento madeira, as cítaras ao fogo, os gongos de bronze ao metal e os sons dos vasos, cerâmicas e ocarinas ao elemento terra.

Para tratar os rins, por exemplo, os tambores são aconselhados. Os sons da flauta ajudam a tirar o excesso de Chi ou energia vital do fígado. Os instrumentos sonoros, portanto, são também considerados instrumentos terapêuticos.

Quanto às notas musicais, na medicina vibracional chinesa, a nota “Do” está associada ao elemento madeira (fígado e vesícula), a nota “Mi” (que ressona no baço e no pâncreas) ao elemento terra, a nota “Sol” (coração e intestino delgado) ao elemento fogo, “Re” (pulmão e intestino grosso) ao elemento metal e a nota “La” (que ressona nos rins e bexiga) ao elemento água.

Nota-se que a música, segundo o referencial chinês, age diretamente no sistema psicossomático. Para a medicina chinesa existe uma relação direta entre sons, intervalos musicais, energia e saúde. A saúde como um todo depende da harmonia de duas polaridades cósmicas que também se manifestam no microcosmo humano: uma mais ativa e masculina (yang) e a outra mais receptiva e feminina (yin). O equilíbrio destas duas forças promove saúde e felicidade.

Os intervalos musicais podem ser usados como instrumentos de harmonização destas duas polaridades yin-yang da mesma força ou energia Chi.

Os intervalos de quinta justa, quarta e sexta maior, por exemplo, possuem natureza yang. São úteis na tonificação e na estimulação quando há deficiência de energia em algum órgão ou víscera.

Os intervalos de terça menor, sexta menor e sétima menor possuem natureza yin e, portanto, possuem uma função mais sedativa (capacidade de tirar o que está em excesso).

Quando alguns órgãos ou vísceras estão com excesso de energia, esses intervalos (terça menor, sexta menor e sétima menor) podem ser usados dentro do processo de acupuntura. Quando há falta de energia são usados os outros intervalos.

Um diapasão por exemplo, é colocado no ponto do meridiano (canal por onde flui o Chi ou energia vital) que precisa ser tratado e outro no ponto seguinte do mesmo meridiano, tudo isso simultaneamente, promovendo o equilíbrio.

Para tratar um excesso de energia nos meridianos do fígado ou da vesícula, por exemplo, coloca-se um diapasão que vibra a nota “Do” no ponto diagnosticado e no ponto seguinte um diapasão que vibra em “Mi”. Esse intervalo de terça criado entre os dois pontos produzirá um efeito de sedação – tirando o excesso de Chi do meridiano do fígado ou da vesícula.

Assim como o som, utilizamos palavras para qualificar nossos sentimentos, como Amor, Paz, Felicidade... Todas as palavras possuem, embora não a percebamos, sons e principalmente vibrações, que fortalecem as emoções e nosso equilíbrio ou desequilíbrio.

Sem entrar em muita profundidade, para não tornar complexo demais este tema, no desenrolar da história, a música cada vez mais presente e progressivamente transmitida sob a forma escrita da partitura conforme vimos a contribuição pitagórica acima, muitas outras formas musicadas foram brotando na linha do tempo. Assim tivemos o canto gregoriano, as óperas, árias, os corais, e também os mantras. Mas antes de falarmos a respeito da música hindu e seus também efeitos medicinais, vamos compreender o que chamamos de música clássica e alguns pontos interessantes.

Comumente utilizamos o termo "Musica clássica" para nos referir ao que escutamos em concertos, ou conforme rádios tradicionais (AM ou FM) cujos compositores Bach, Vivaldi, Beethoven, conhecemos bem e que surgiram posteriormente na linha do tempo da história. Porém, a atribuição "clássica" na música, ou seja, este adjetivo dado a ela, não se refere ao gênero musical, mas sim ao período (classicismo) no qual fora elaborada, assim como houve outros períodos na história como iluminismo, romantismo, renascentismo, período barroco,etc. Neste sentido então, este tipo de música, em todos os períodos, são via de regra, Músicas Eruditas.

O termo (palavra) erudito vem de "erudição", que define vasto conhecimento. Ou seja, neste tipo de confecção musical, são levados em conta múltiplos conhecimentos (não só na musica, mas várias ciências), havendo então uma complexa relação entre seu conteúdo afetivo (emocional) e os meios intelectuais usados para obter este conteúdo. Trocando em miúdos, é a "música inteligente".

Embora a música erudita não tenha um "conjunto" de instrumentos necessários para que certos padrões de sua execução sejam preenchidos, os compositores escrevem suas obras tendo em mente diferentes conjuntos instrumentais, seja sob a forma apresentada de orquestra ou não.

A voz pode ser classificada da mesma maneira que os instrumentos, observando-se a extensão de notas alcançada por ela. As vozes mais agudas são chamadas "Sopranos", as vozes mais graves são os "baixos", que alcançam as notas mais graves.

À titulo da psicossomática, ou dos efeitos do estudo da ressonância deste tipo de som, como vimos acima sobre a musica oriental, aqui, a particularidade da música Erudita, de encanto tão único que por si só basta, tem como primeira característica, levar o sujeito ao equilíbrio, pois, uma onda sonora causa mudanças na pressão do ar na medida em que se move através dele. Desta forma, diminuindo a velocidade da pulsação do coração e da respiração, você mergulha em um mundo de harmonia que lhe transmite paz, tranquilidade e relaxamento.

Composições cheias de tranquilidade evocam as imagens que vão até as fronteiras de sua percepção, comovendo você profundamente. Por isso, quando se ouve um “canto Gregoriano” ou uma música mais tranquila (harmônica), você tende a se acalmar e a entrar num estado de relaxamento e reflexão, muitas vezes sentindo uma certa sonolência devido ao relaxamento dos músculos provocado pelo ar rarefeito.

Mas nem todas as músicas eruditas provocam esta tranqüilidade. Vejamos alguns exemplos abaixo:

Influências tonificantes:

Grande marcha da Tannhauser de R. Wagner; Overture de Rienzi de R. Wagner; Abertura do concerto n° 1 de Tchaikovsky; Sinfonia n° 5 de Dvorak; Judeus, extraído da Morte e Vida de Gounod; ato n° V da ópera Fausto de Gounod; Minueto de Boccherini; Aida de Verdi, entre outras.

Influências exaltantes:

Daphnis et Cloé de Ravel; In Paradisum, final do Requiem op. 48 de Fauré; Lês Creatures de Prométhée de Beethoven; Serenata de Toselli; Adágio em sol m de Albioni.

Influências relaxantes:

Lago dos Cisnes de Tchaikowsky; Largo extraído da Xerxes de Haendel; Serenata de Schubert; Hino ao Sol de Rimski-Korsakov; Sonho de Amor de Lizt; Liebeslied de Krasiler; Fantasia e Fuga em sol m de Bach.

Influências apaziguadoras:

Canto Indu de Rimski-Korsakov; o Cisne de Saint-Saens; Cavaleria Rusticana de Mascagni; Ave Maria de Schubert; Requiem de Fauré; Reverie de Schubert; Ária da 3a suite de Bach.

Semelhante à profundidade medicinal da musica oriental e da erudita, que como vimos provirem dos conhecimentos ecléticos entre continentes e povos na antiguidade, os hindus também compreendiam o cosmos como uma grande essência vibratória e atribuíam à musica seus importantes aspectos na cura.

As tradições musicais da Índia remontam ao século XIII a.C..

Como tudo no pensamento indiano é orgânico, concebido como multiplicação celular, não tão diferente das demais vertentes musicais acima, aqui acreditava–se que a música estaria diretamente ligada ao processo fundamental da vida humana.
A diferença mais clara entre a música indiana e as de outras culturas consiste no fato de que a composição ocidental possui uma complexidade tonal - mudanças de tons - enquanto que a melodia indiana concentra-se completamente numa tendência ou num sentimento principal - monocórdio - uma célula harmônica/melódica que se expande. Por isso existe a intensidade e o hipnotismo, tornando o efeito mágico.

Na música indiana existem os ragas - sistema de tons e semitons, onde ao invés de empregar notas, os compositores seguem uma complicada série de fórmulas, escalas de determinados horários, determinadas estações - que geram certos tipos de emoções que equilibram a psique.

Por exemplo: na estação de calor é cantado um raga próprio, o sentimento de bem-estar e frescor é obtido. No caso de uma depressão, se o raga correto for cantado ou tocado, os sentimentos depressivos serão amenizados dando lugar a pensamentos positivos.

A evolução da música indiana começa com os Vedas, absorvendo influências do Mundo Islâmico, primariamente da grande Pérsia. Esta literatura datada aos milhares de anos foi composta na forma de poesia e era cantada com o ritmo. Até hoje a Música Clássica Indiana está seguindo as tradições filosóficas milenares que é dar a cada músico a liberdade de improvisações em cima da disciplina rígida dos Ragas. Essa liberdade inspirou a formação de clãs (gharanas) cada um criando seu próprio estilo.

Existem duas grandes Áreas-Culturais na tradição da música clássica indiana: uma no norte da índia, chamada de "Hindustani sangeet" que cobre uma área que se estende desde o Bangladesh até ao norte e centro, indo até ao Paquistão e Afeganistão, e outra no sul da Índia, chamada de "Carnatic sangeet" que vai desde a índia central, englobando todo sul da índia, e o Sri Lanka (Ceilão).
Ambos os sistemas são fundamentalmente similares, diferindo na nomenclatura, "performance", e prática.

Ainda dentro da música indiana, temos os cantos devocionais ou os mantras, e é este o que irei dar maior ênfase neste tópico.

Qualidades divinas e mitológicas inerentes a esta forma de arte à parte, já que por trás de toda musicalidade existe uma questão da elevação espiritual, a todo compositor ou cantor de musica indiana, implicam certos pré-requisitos, ou seja, há a necessidade do autoconhecimento para poder-se colocar na música sob a forma técnica, os sentimentos adequados. A isto traduz-se para o professor, a necessidade da humildade e disciplina. O Guru, ou professor, (combinação entre a escuridão GU e a luz RU, ou seja, aquele que é capaz de preservar, para sempre, as pessoas das garras de Maya (ilusão), sendo capaz de conduzi-los à luz) é o pré-requisito mais importante na pedagogia da música tradicional (conhecimento deve vir de um professor). Esta é considerada a forma mais alta do conhecimento.

A pedagogia tradicional é baseada na transferência de conhecimento do professor (guru), para o discípulo (Shishya numa velha tradição"parampara") (Courtney 1980).

O segundo pré-requisito é "vinaya" (humildade). Isto também reflete as origens divinas desta forma de arte. A música clássica é entendida como um culto, uma veneração que envolve tanto o ouvinte como o artista da mesma maneira.

Qualquer emoção negativa como a arrogância "abhiman" torna-se num impedimento, em relação ao aspecto divino, assim como a matéria da simples pedagogia (se se pensar que se conhece tudo, então o que é que há para aprender?).
O último pré-requisito para um estudante aprender música clássica é "sadhana"(disciplina e prática).

“Sadhana" é necessária em dois níveis: num nível, as origens divinas da forma de arte, requerem que o estudante "esteja preparado" para ser um recipiente desse conhecimento.

Apesar de tudo segundo o ponto de vista de uma pedagogia simples, a música é tão incrivelmente difícil, que se o estudante não dedicar horas sem número a praticar, durante muitos anos, seguramente não será capaz de dominar, e conhecer a fundo a música.

As antigas Escrituras descrevem 9 emoções fundamentais a partir das quais todas as emoções complexas podem ser produzidas. Assim como a cor pode ser produzida, misturando as três cores primárias, assim também, todas as emoções diz-se derivarem destas principais emoções (Shankar 1968). São chamadas de "navarasas", e são mostradas no quadro seguinte.

OS NOVE ESTADOS DE HUMOR "MOODS" (NAVA RASA)

Rasa é um estado da mente sobre o ser humano. Sobre o que a sua mente se sente e a expressão do sentimento depois.

Rasa significa, literalmente, a essência por excelência de uma obra de arte, processo em dois sentidos, o artista se esforça para rasa em seu trabalho.

Em Natyashastra a Bharata, Rasa é uma emoção experimentada pelo público criado pela expressão facial ou o Bhava do ator. Na dança clássica indiana é denominada Rasa abhinaya.

Sr. VP Dhananjayan em seu livro chamado "A Dançarina de dança", diz Rasa significa que está sendo experimentado ou usufruído.
Nava significa 'Nine' e humor significa Rasa ',' emoção ',' expressão 'ou' sentimento'.

O navarasa, nas escrituras referem-se aos nove expressões que os seres humanos muitas vezes mostram.

Assim, a harmonia musical é composta de vários elementos: Bhava (humor/estado emocional), vibhavas (determinantes), anubhavas (consequencias) e vyabhicharibhavas (estado emocional complementar).

As 9 rasas:

Sringara Rasa provém do amor e romance. Esta emoção o amor envolve dois tipos um é Samyoga, e outra é viyoga. Samyoga significa a união de dois amantes. Viyoga, a emoção que surge da separação.

Karuna significa benevolência, que surge devido à kindnes, ou simpatia, ou tristeza e desgosto com a dor. Este é dividido em três. Um deles é Dharamopagatal surge da punição; Ardhapacheya surge devido à perda de riqueza, Soka devido à dor e sofrimento mental.

Veera surge de bravura. Existem três tipos um é, por dar presentes (dhana veera), outro pela caridade (daya veera), eo último (uddha veera).

Bhayanaka surge do medo. There are altogether three types of Bayanaka. Existem três tipos de completamente Bayanaka. Bayanaka que sai de enganar, é chamado Vyajan e o medo surge de errado é chamado aparadha, e outra é Trasita Bhayanaka que surge de terror.

Beebacha emoção surge do ódio, nojo, aversão e na vida. raudra vem para a vida humana, devido à raiva, a raudra surge das palavras que é chamado Vak, revela raiva de tornar-se é (Nepadhya), e mostra a raiva através de membros é rudra anga.

Outra é rasa hasya Rasa. De acordo com a forma de expressão do riso é dividido em seis categorias. Essas são Smita leve (risos), Hasita (forma gracejando de rir), Vihasta (risos), Upahasta (maneira ridícula de rir), Apahasta (estranha maneira de rir), e Athihasita (riso excessivo).

Adbutha Rasa, significa saber, ou surpresa, ela pode ser dividido em dois, um é celestial (divya), outra é alegre (ananda).

Na seqüência da ordem rasa Santha rasa é a última, que traz paz e consoles da mente. (Subashini Pathmanathan)

Embora rasa seja definida como uma e indivisível, é uma ou mais das nove rasas através do qual a experiência estética ocorre e norteia a composição musical, juntamente com a Rag e Tal, como vimos acima.

É neste contexto que o trabalho de artistas contemporâneos são apresentados, impulsionando a criatividade do músico na direção correta, pois lhe dá a consciência criativa necessária para todas as improvisações que são requisições fundamentais para a música indiana, alterando as energias psicofísicas e energéticas do estado de consciência do músico e do ouvinte, essência do seu trabalho.

Comparativamente falando, a vibração das 22 artérias é representada por 22 shrutis, determinadas freqüências ou microtons, e os 12 principais shrutis representam doze notas (música indiana). Cada um dos sons e combinação destes tem um certo efeito sobre a psique humana. Por exemplo, para todo tipo de expansão física e material são usadas os sampoorna rága (os arranjos de 7 notas), e para todo o tipo de redução, das doenças, comportamento violento, etc., são usados os shádava rága (os arranjos de 6 notas).

Na Índia a Música Clássica também é utilizada para maiores obtenções na produção do leite da vaca, e para maiores colheitas, dando uma safra rica . Assim a música tem o poder de influenciar os três reinos e os cinco elementos.

Considerada como prece, oração e alimento para a alma,  a música indiana, acima de tudo é um meio de atingir a consciência suprema. Mas nada impede a utilização deste meio para satisfazer os instintos a nível físico, servindo para o lazer e divertimento.

Assim,  dentro dela, temos os cantos devocionais ou os mantras, e é este o que irei dar maior ênfase neste tópico.

Mantra (do sânscrito Man mente e Tra alavanca) é uma sílaba ou poema religioso normalmente recitado ou entoado em sânscrito.

Para algumas escolas, especificamente as de fundamentação técnica, mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.

Mas aí você pode estar se perguntando: Por que em Sânscrito? Qual sua propriedade?

Vamos então entender aqui o porquê desta língua permanecer intacta neste tipo de música.
Tanto na ciência moderna quanto nas tradições antigas (e em especial no hinduísmo) estão presentes noções a respeito da natureza energética e vibracional da realidade em que vivemos. Cada ser neste universo está associado a determinadas qualidades energéticas, ou, se preferir, se pode afirmar que está vibrando em uma determinada freqüência, assim como são as emoções.


Qualquer palavra produz uma vibração física real. Se nós soubermos qual o efeito dessa vibração, então a palavra poderá ter seu significado associado com o efeito da vibração vocal (palavra). Este é um nível da base da energia para as palavras.

A palavra é baseada em uma energia. Aliando vibração, ressonância com verbalização, assim, como vimos que na antiguidade havia uma complexidade de dados para se chegar às formulas de fato, como o foi a origem da partitura, o sânscrito, língua utilizada na antiguidade, proveio desta interação mais próxima do real a respeito do expressar legítimo, somados à estética e à matemática.

Há muito tempo, na mais absoluta imobilidade das grutas do Himalaia cobertas de neve, os Rishis, antigos sábios em profunda meditação, retiravam suas mentes do ruído externo e focavam nos sons interiores. Por séculos de prática assídua, gerações de Mestres foram capazes de detectar as freqüências específicas emanando de cada um dos subcentros do organismo (denominados Chakras), e o tornaram verbalizáveis, criando portanto uma linguagem que é a RESSONÂNCIA DO NÍVEL MAIS PROFUNDO DA VIDA : o Sânscrito.

Estes 49 sons – cadências vibracionais do núcleo do nosso Ser, tornaram-se as 49 letras do alfabeto Sânscrito, uma língua vibratória mais antiga da família Indo-Européia, cuja posição nas culturas do sul e sudeste asiático é comparável ao latim e o grego na Europa, sendo uma proto-língua, pois influenciou diversas outras línguas modernas, como o Latim.

A palavra sânscrito (samskrta) significa refinado. É formada pela raiz verbal kr que significa "fazer" mais o prefixo sam - "junto, perfeito".

É um fato histórico e linguisticamente aceito que o sânscrito está ligado a origem das línguas da Europa, com a exceção do finlandês, estoniano, húngaro, turco e basco. Esse relacionamento pode ser visto com semelhanças óbvias como:

pitr – pater (latim) "pai" ; matr – mater (lat) "mãe" ; bhratr – brother (ing) "irmão" ; grdha – greed (ing) "cobiça".

A título de complementação, o "sânscrito" não era considerado uma linguagem específica separada das demais existentes como a língua ariana ou báltica, mas uma maneira particularmente refinada ou aperfeiçoada de se falar. Quem tinha conhecimento em sânscrito era uma classe privilegiada, linguagem ensinada principalmente para membros de castas mais altas, através de análise profunda dos termos gramáticos. Pela sua sintaxe, o sânscrito é considerado uma língua ideal para programação informática, sendo a sua estrutura regular e matemática considerada uma característica assaz valiosa para esse efeito.

Mas a perfeição linguística do sânscrito não é a única explicação por ele ter subsistido por mais de cinco milênios, pois a matemática, que é uma linguagem precisa e utilizada uniformemente pela ciência, excita o cérebro mas não o coração. No entanto, o sânscrito, assim como a música, tem o poder de tocar o coração, oferecendo à todos, o acesso direto a um plano superior, onde tanto a matemática como a música, o cérebro como o coração, a razão como a intuição, a ciência e a religião – tornam-se unos, gerando clareza e inspiração. Falar de Sânscrito, portanto, daqui pra frente, é falar da Geometria da Divindade, dada sua perfeição nos termos ressonantes mais profundos, língua responsável diretamente pela iluminação da expressão criativa de uma forma jamais vista no mundo.

Assim sendo, sânscrito é a linguagem dos mantras – palavras que tem o poder de remover os condicionamentos da mente, por estarem em sintonia sutil e direta com a harmonia invisível e arquetipica da criação.

A utilização dos mantras originou-se do hinduísmo, porém são utilizados também no budismo e jainismo.

As palavras mântricas possuem poder de ação no corpo do homem, pois aceleram, harmonizam e ampliam as funções do pensamento sobre o sistema neurocerebral e as demais manifestações da vida física. As glândulas de secreções internas que regulam muitas funções importantes do organismo respondem à ação vibratória dos sons, o sistema nervoso se acalma relaxando os músculos, reduzindo o estresse e seus efeitos, nos libertando das preocupações, limitações e emoções negativas provocadas pelo cotidiano estressante e neurótico do mundo atual. A prática do Mantra aumenta também a concentração, a memória e o raciocínio lógico. Tais efeitos combinados das vibrações sonoras da recitação ou canto dos mantras podem ser observados através de um EEG (Eletroencéfalograma), onde pôde-se constatar, então, os padrões de emissão de ondas cerebrais afetadas com o canto do OM e do Gayatri Mantra. Eis o porquê das vacas produzirem mais leite quando escutam determinadas músicas, e das galinhas botarem mais ovos em cada período de postura.

Mas seus efeitos não se resumem ao plano unicamente físico.

Por meio de um mantra a mente pode entrar em “alfa”, o cérebro pode passar a vibrar numa freqüência adequada para que ocorra uma precisa expansão da consciência, do quem Sou, o acesso à nossa psiquê, nossa alma por assim dizer e com isso contribuir para a harmonia dos que convivemos.

Porém, não basta simplesmente recitá-lo. Precisa ser acompanhado por um pensamento, precisa ser vivido. "O que dá força à palavra transformada em mantra, além de sua significação superior ou consagração sublime, é a vontade, a ternura, a vibração pessoal e o amor de quem recita, em fusão com a vibração individual do próprio Espírito Cósmico” (Ramatis).

Quanto mais pronunciamos determinada palavra e pensamos nela, tanto mais energética, coesa e nítida é a sua representação idiomática e vibração psicofísica.
Há mantras universais, cujos sons e vibrações identificam a mesma idéia-mater em toda a face do planeta. É o caso do vocábulo "Aum", que se pronuncia mais propriamente "OM", pois é o mantra mais poderoso, em qualquer lugar. É a representação universal da própria idéia de Deus, a Unidade, o Absoluto. Essa palavra sagrada hindu corresponde à tradicional "Amén".

Proponho aqui um pequeno exercício: Imagine que você seja um micro-universo, assim como temos nosso planeta,  as galáxias...Assim, agora tampe seus ouvidos e veja que som você escuta? Seria algo próximo do OM? Pois então, desta forma, os monges no himalaia "escutaram" vários sons e transcreveram em sânscrito, dando "forma" ao som emanado através da vibração dos nossos órgãos, sendo que o OM é a soma deles e ao mesmo tempo o som primário, início de todos os outros.

Curioso, óbvio, mas tampouco percebido, não é mesmo?...Isto fora um insight meu(Safih).

Minha experiência com os Mantras surgiu em 2001 quando passei meu réveillon com amigos, onde um deles trouxera como convidado um Monge Budista. À partir daí, comecei a estudar as filosofias e me encantei com as conexões inclusive entre esta filosofia e a ciência. Buscando o significado dos mantras (tradução), e praticando de forma singular, pouco a pouco fui percebendo seus efeitos, obtendo serenidade, tranqüilidade, mesmo na adversidade, aceitando as experiências não com passividade, mas com sabedoria, discernindo o que poderia mudar e o que não...E estas palavras “aparentemente” sem significado, quando ouvidas e recitadas em mente tranqüila, geram sensações físicas visíveis e quase que imediatas! Vi seus efeitos inclusive para com as crianças, que prontamente gostam muito da sonoridade, memorizando rapidamente a letra, e junto aos animais. Estes se tornam mais calmos, sendo visível seu relaxamento e melhor disposição.

Na Inteligência cósmica, cada fato tem uma razão maior de ser... Este é o grande segredo!

O poder da palavra pode interferir no curso do destino humano e na Ordem do Universo, pois o uso da voz e as execuções com instrumentos musicais constituem uma liberação de energia muito específica e inteligentemente controlada de vibrações.

A relação entre a fala, a respiração e o mantra pode ser melhor demonstrada através do método pelo qual o mantra funciona. Um mantra é uma série de sílabas cujo poder reside em seu som; através da pronunciação repetida, pode-se obter controle sobre uma determinada forma de energia. A energia do indivíduo está fortemente ligada à energia externa, e uma pode influenciar a outra. (...) É possível influenciar a energia externa, efetuando os assim chamados "milagres". Tal atividade é realmente o resultado de se ter controle sobre a própria energia, através do qual se obtém a capacidade de comando sobre fenômenos externos. Chögyal Namkhai Norbu, Dzogchen.

Se pouco utilizamos e conhecemos nosso cérebro, e portanto assim inferindo que este parco pensar nos norteia, como negar que os animais não possuam emoções e inteligência, se pouco somos estimulados por todas as formas de comunicação comuns a pesquisar à este respeito?

No final da Segunda Guerra Mundial, músicos foram chamados para tocar em hospitais como forma de auxiliar o tratamento dos feridos. Como a experiência surtiu resultados positivos, as autoridades médicas dos Estados Unidos decidiram habilitar profissionais para utilizar criteriosamente a música como terapia. O primeiro curso de musicoterapia foi criado em 1944, na Universidade Estadual de Michigan”. ¹ 

Segundo o pesquisador Ralph Spintge, presidente da Sociedade Internacional de Música na Medicina, em Lüdenscheid, Alemanha, e diretor do Departamento Pain Medicine, do Hospital Sportklinik Hellersen "Um mundo sem música seria absolutamente sombrio e desumano". Ele estuda há 35 anos o uso da música como instrumento terapêutico na história da humanidade e realizou pesquisas com o uso de canções para aliviar a dor e ansiedade em pacientes que passaram por cirurgias. Em um de seus trabalhos, Spintge mostrou que a exposição de um paciente a sessões musicais de 15 minutos antes de uma operação provoca sensação de bem-estar capaz de reduzir o uso de anestésicos e sedativos em até 50%.

Como vemos, a música não é uma ferramenta de cura por si só, mas ela facilita e reforça outras medidas terapêuticas, como a medicação para dor, drogas sedativas e psicoterapia", responde ainda o médico alemão. "Ao mesmo tempo, ela reduz níveis de stress tanto psicológicos como biológicos".

No Brasil, a constatação é a mesma. O efeito benéfico da música começa a reverberar primeiro na massa cinzenta para, em seguida, se refletir no coração. "Ela aumenta a produção de endorfina e serotonina, substâncias produzidas no cérebro e responsáveis pela sensação de prazer, faz diminuir a liberação de cortisol, o hormônio do estresse, e, por fim, regula a freqüência cardíaca", diz Muszkat, que também é coordenador do In Music, grupo de cientistas da Unifesp que estuda a ação da música sobre o corpo.

Em um estudo preliminar, a psicóloga Danielle Misumi Watanabe, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo, percebeu que pacientes que ouvem peças de Mozart, Vivaldi e Bach durante o procedimento de cateterismo registraram uma redução significativa de ansiedade. Por conta desses e de outros inúmeros estudos, levados a cabo nos últimos anos, a música está cada vez mais presentes nos saguões e quartos de hospitais.

Em uma sala de exames de ressonância magnética do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por exemplo, o paciente conta com a ajuda de um telão, que apresenta imagens de paisagens acompanhadas por música lounge ou erudita. "Os exames de ressonância são barulhentos e desconfortáveis, e o paciente tem ainda de entrar em um tudo. Tudo isso cria uma carga de ansiedade para ele", explica Marcos Roberto de Menezes, radiologista do Centro de Diagnósticos do Sírio-Libanês. "Usamos a tecnologia, as imagens e a música, para amenizar o local, deixando-o mais acolhedor do que os ambientes hospitalares são em geral".

Segundo Alexandre Rossi, formado pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, em seu livro Adestramento Inteligente, os “cães são animais inteligentes que possuem habilidade de resolver problemas mentalmente, podendo analisar situações e imaginar meios de manipulá-las ou controlá-las". ²

"Infelizmente, grande parte das pessoas acredita que os cães reagem a estímulos externos como se fossem robôs, e os tratam de acordo com essa idéia. Essas pessoas são facilmente manipuladas pelos próprios cães, pois não desenvolvem a capacidade de imaginar o que seu animal pode estar pensando”. ²

“Poucas são as espécies que variam tanto em forma, tamanho e aptidões como a dos cães. Devido a essa grande diversidade, torna-se difícil a comparação dos órgãos sensoriais entre cães e humanos. Uma comparação mais detalhada deve levar em conta cada raça, já que existem grandes diferenças entre elas”. ²

Pegando o gancho da música, aliado às emoções e inteligência animal, Diana Stein (1998, p.249 – A cura natural para cães e gatos) afirma que um animal com uma doença física poderá apresentar sintomas mentais e emocionais. Assim, “quando a doença é curada nos aspectos físicos, mas não no aspecto mental-emocional, ela poderá reaparecer ou transformar-se em outra doença”. Se um animal que tem uma boa saúde física ficar estressado, raivoso, depressivo ou traumatizado, as emoções podem fluir pelo corpo e se transformar em uma doença física. [...] os sentimentos emocionais são os fatores principais na produção tanto da doença quanto do bem-estar [...]”.³ Neste sentido, a música pode trabalhar os aspectos emocionais, raiz de todo desequilíbrio orgânico, complementando a terapia medicinal.

R.Moraillon (2006 – Enciclopédia do cão) afirma que: “Os estudos sobre as doenças animais mostram que algumas delas são muito semelhantes às doenças humanas tanto pelos seus sintomas quanto pelas suas causas.”  Até aqui já podemos constatar que não só os animais possuem emoções como inteligência superior ao nosso parco entendimento, guiado pelo que nos é apresentado através de nossa cultura seletiva.

De acordo com Swenson e Reece (1996 – Fisiologia dos animais domésticos), todos os animais domésticos são capazes de ouvir os sons do meio ambiente, independente de cada sistema auditivo, seja de mamíferos, de aves etc. Nos mamíferos a audição é conhecida como a mais desenvolvida dentre a dos vários animais, percebendo uma ampla faixa de freqüências sonoras compreendidas por aproximadamente 10 oitavas. De modo geral, esta audição consiste em perceber através de sensores auditivos a informação acústica do ambiente e transformar em impulsos nervosos que são transmitidos para o Sistema Nervoso Central, onde será decodificado. ³ 

Segundo Beaver (2001 – Comportamento Canino, Um guia para veterinários) - nos cães, a capacidade de distinguir os timbres depende da freqüência e da intensidade. A variação auditiva está entre 200Hz a 15000Hz para se ter uma máxima ou melhor audição, comparando com o homem que está entre 1000Hz e 4000Hz. ³

Para a Federação Mundial de Musicoterapia, (“World Federation of Music Therapy” - BRUSCIA, 2000, p. 286 – Definindo Musicoterapia):

“Musicoterapia é a utilização da música e/ou dos elementos musicais (som, ritmo, melodia e harmonia) pelo musicoterapeuta e pelo cliente ou grupo, em um processo estruturado para facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão e a organização (física, emocional, mental, social e cognitiva) para desenvolver potenciais e desenvolver e recuperar funções de indivíduo de forma que ele possa alcançar melhor integração intra e interpessoal e conseqüentemente uma melhor qualidade de vida”. ³

Segundo Terry Woodford (The canine lullabies story), os membros da “American Boarding Kennel Association” (ABKA), uma associação americana de canil, relataram um experimento com canções de ninar. (http: //www. caninelullabies.com) . Woodford  relata o caso de um filhote de Golden Retriever que entrou em coma depois de uma séria operação e não tinha expectativa de vida. Tocaram então, o CD “Baby-Go-To-Sleep” com a esperança de que isso poderia ajudar. No terceiro dia, o filhote tinha acordado. ³

Originalmente conhecido como o CD “Baby-Go-To-Sleep", tem nos arranjos da música o ritmo dos batimentos cardíacos real dos humanos como princípio básico do relaxamento. Essas músicas foram chamadas por Woodford de “Canine Lullabies”. Ele afirma que: “‘Canine Lullabies’ é um dos poucos produtos testados em humanos antes de serem usados nos animais”. (http://www.caninelullabies.com). ³

Segundo Camu (2006 – Beautiful music can relax animals), a tendência dos animais de absorverem o estresse emocional e as doenças dos humanos com quem convivem, os distúrbios mentais e emocionais trazidos pela dor, solidão, abandono, abuso ou traumas, podem ser aliviados ou eliminados tocando-se músicas. ³

Para David Reinecker (Music for dogs), a música clássica tem sido usada para aliviar o estresse e melhorar o bem estar. Verifica-se que a música clássica traz benefícios de cura para os cães. Eles passam mais tempo em estado relaxado quando expostos à música clássica, descansam mais, latem menos, e ficam mais calmos quando chegam visitas (http://www.learningdog.com). ³

Mais do que o benefício para o próprio paciente, a utilização da música como complemento para a harmonia e restabelecimento, não se destina apenas ao paciente: o familiar e o funcionário também se beneficiam dela.

Como se pode perceber, existem inúmeros estudos e pesquisas voltados para as percepções mais sutis dos organismos vitais.

Podemos então agora, com mais profundidade no assunto avaliar positivamente que a música e todas as variantes que trabalham com esta energia vital emotiva dos seres viventes, capazes de colaborar para o bem estar e saúde de todos nós.

Além disto, cabe ressaltar que não somente a música é capaz de alterar nossa fisiologia, como nossa própria entonação vocal. A voz, linguagem vibratória, tanto quanto a música, movimenta processos em nossas células.

Neste sentido, nosso humor, representado pela projeção da fala, pode, nos atendimentos,  ser um instrumento capaz de fortalecer, criar elos subjetivos como de confiança, ou mesmo tornar o ser mais permeável à doença.

NOTA:

 Você também pode complementar este artigo, lendo sobre “A psicossomática e a origem das doenças”, “Emoções e stress nos animais”, ou “Afinal o que e doença?”, vide índice deste e-book.

Os sons de freqüência inferior a 20 Hz chamam-se infra-sons e provocam náuseas e perturbações intestinais. Os sons de freqüência superior a 20 000 Hz são os ultra-sons e são usados, por exemplo, nas ecografias e nos sonares. O Homem consegue ouvir sons entre 20 Hz e 20 000 Hz e produzir sons entre 85 Hz e 1 100 Hz. Os cães conseguem ouvir sons entre os 15 Hz e os 50 000 Hz e produzem sons entre os 452 Hz e os 1 800 Hz. Os morcegos conseguem ouvir sons de freqüências entre os 1000 Hz e os 120 000 Hz mas só produzem sons a partir dos 10 000 Hz.

Cópia e Reprodução Permitidas desde que inalterado conteúdo e mencionada a fonte: WWW.VETERINARIOSNODIVA.COM.BR e minha autoria do artigo para valorizar a continuidade deste trabalho - Se você perceber, os autores pesquisados por mim, também foram respeitados e mencionados nesta página.  Obrigada!

Referências e Downloads 

Para ler os arquivos em seu computador, necessita-se Adobe Acrobat Reader - Caso não tenha instalado,faça o download aqui

 

Em nosso Compêndio de filmes & vídeos você encontrará para complementar esta matéria:

 

filme sobre Alexandre da Macedônia,mostrando um pouco da contribuição e história como citado acima. Dentre o elenco, encontra-se a bela Angelina Jolie. Confira!

 

O Pequeno Buddha - filme atual contando sobre o budismo, de uma forma bem moderna e discontraída.

 

no nosso "Espaço Zen"

você poderá ouvir meu Cd - Para Gostar de MAntras - disponível para download

Vale À pena cOnferir este material!!

 

RENATO ROSCHEL

DR. ANTÔNIO RICARDO NAHAS-Psicoterapeuta formado em Psicologia pela USP.

ENTREVISTA A CANTORA ZEN MEETA RAVINDRA

SOM E SILÊNCIO - MODO DE USAR
SOBRE MEDITAÇÃO E CONDUTA DOS SENTIDOS
AS ORIGENS DO SÂNSCRITO

CONTRIBUIÇÃO DO MÉTODO COMPARATIVO PARA A DETERMINAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO INDO-EUROPEU - João Bittencourt de Oliveira

HISTÓRIA DA MÚSICA

PITÁGORAS E A MÚSICA – VÁRIOS ARTIGOS

A MÚSICA EM ANTIGAS CIVILIZAÇÕES

PITÁGORAS E O RAGA INDIANO

ENERGIAS NA MEDICINA CHINESA – POSTAR AUDIO

UM POUCO DOS 5 ELEMENTOS

POR QUE OS MÚSICOS MORREM CEDO? - José Joacir dos Santos

SONS QUE CURAM - Mitchell L. Gaynor – Ed. Cultrix

SÂNSCRITO, A LINGUAGEM DOS DEUSES – Pedro Denis

MANTRA, OS SONS DA ILUMINAÇÃO

OS MANTRAS – VALTER ROSA BORGES

MANTRAS

MANTRA – Som Divino

DEMAIS MATERIAIS DE USO PRÓPRIO MEU.

POSTAR FILME ALEXANDRE O GRANDE.

Música e saúde

Princípios da Ressonância Vocal na ludicidade dos jogos de corpo e voz para a formação do ator

Adestramento Inteligente – Alexandre Rossi
Clique no link com o lado direito do mouse - " salvar como".
Monografia de ÉRIK Y. TAKABATAKE - Musicoterapia em cães com Depressão
Clique no link com o lado direito do mouse - " salvar como".

Woodford & Reinecker

David M.A. Maldonado 

Maestro Emanuel Martinez

Música de fundo: 


Concerto para piano nº 21, andante - Mozart - Conforme citado em estudo de monografia
Disponível para download no índice - músicas


Música nas escolas:  AGORA É LEI! – 17-Mar-2008 (4)

A Comissão de Educação (CE), presidida por Cristovam Buarque (PDT-DF), aprovou por unanimidade e em decisão terminativa, projeto de lei que torna obrigatório o ensino de música nas escolas da educação básica. 

A proposta, da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB (Lei 9.394/96) - para incluir a música como conteúdo do ensino de Artes. 

Na abertura da reunião, 80 músicos cantaram, representando entidades musicais de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Matéria publicada no Jornal do Senado, em 05 de dezembro de 2007:

 Comissão aprova ensino de música obrigatório na educação básica
Conforme a proposta (PLS 330/06), o ensino de música deverá ser ministrado por professores com formação específica na área. As escolas, conforme o projeto, terão três anos letivos para se adaptarem às mudanças. 

A relatora, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), ressaltou que a proposta aprovada não determina que a disciplina seja ministrada de maneira independente, mas que seja trabalhada de forma integrada às demais matérias da área de Artes.

 Marisa Serrano lembrou que o projeto é oriundo da Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social, que funciona no âmbito da CE, onde foi amplamente discutido em audiências públicas, e que o ensino obrigatório é um consenso entre os profissionais da área. 

Ela frisou ainda que a obrigatoriedade do ensino da disciplina poderá garantir um mercado de trabalho para os músicos. 

Para Romeu Tuma (PTB-SP), a música deve também ser ministrada em presídios. Ele avalia que a agressividade pode estar relacionada à falta de sensibilidade e que a música pode despertar emoções que minimizem a violência. 

As escolas que incluíram a música em seus currículos, segundo argumentou o senador Valter Pereira (PMDB-MS), registram menos problemas comportamentais dos estudantes. Ele informou que muitas escolas do interior de Mato Grosso do Sul já trabalham com música, mesmo sem haver ainda determinação legal para isso.


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