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Refletindo sobre os Paradigmas  

"O Despertar para a nova Consciência"

 

Vou começar a redigir este tema, utilizando a frase do último artigo:

Enquanto não aprendermos a interligar as emoções
em todas as áreas de nossa vida, 
não compreenderemos o que é amar, 
não compreenderemos a vida.

E assim... Como curá-la integralmente?

Em nossos textos anteriores, vimos a importância do conhecimento filosófico/empírico para a melhor compreensão na questão diagnóstica, dentro da formação dos profissionais da área médica, inclusive a veterinária que é o foco deste livro.

Percebemos através do histórico da trajetória da medicina no decorrer dos tempos, que os grandes cientistas, desde os primórdios tempos da medicina, tinham uma formação/base multidisciplinar, ou seja, muitos deles possuíam diversos conhecimentos interligados, seja  filosofia, biologia, astrologia, física, etc, de forma a enriquecer o embasamento de todas as teorias que prevalecem até os dias atuais, o que não acontece nos dias de hoje, primeiro nos formamos, pra depois buscar aperfeiçoamento.

Com o referencial de Edward Bach, por exemplo, dentre muitos outros que citarei no decorrer do livro, pudemos avaliar a questão da importância do componente emocional na saúde, através da compreensão de que alterações bioquímicas (físicas) são desencadeadas pelas emoções e alteram nosso estado físico.

Com a entrevista de Robert Happe, pudemos repensar no conceito de consciência, perceber que a sociedade e as instituições de ensino muitas vezes reforçam a aceitação dos dogmas e paradigmas ao invés de encorajar o instinto de filosofar, de questionar, de conhecer a si e ao universo, devido não só ao “lucro” pregado no sentido de aprimoramento pessoal  como a busca do controle e poder, e também por termos uma melhor aceitação das teorias racionais em detrimento das filosóficas.

Observando a maioria das cadeiras de formação universitária, incluindo as mais complexas e diretamente ligadas a saúde, sequer percebemos uma matéria que envolva a compreensão das emoções, da filosofia, das energias, sendo que esta teve e tem um caráter de suma importância não só para a análise das doenças, como para a atitude ética médica.

Vimos que a cultura, as escolas, as universidades colaboram numa busca pelo caminho errado para resgatar a aceitação, a solidariedade, o respeito e a confiança em nós mesmos, ao invés de estimulá-la.  

E por último, concluímos até aqui,  que ao contrário do caminho que percorre a evolução tecnológica, nós estamos nos distanciando da vida.

Sendo assim, já que o foco do livro é proporcionar um novo rumo à melhor conscientização desta classe médica, não só para as questões de conceito e ética dentro de sua atuação, como também para fornecer um melhor embasamento  e compreensão  de tudo o que está envolvido dentro das profissões ligadas à saúde e suas variantes especialidades , fui averiguar como andam as avaliações das Universidades de Medicina Veterinária.

Chegando a uma pesquisa publicada no INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, pela Ana Estela Haddad, citando “a trajetória dos cursos de graduação na saúde: 1991-2004: Medicina Veterinária”, tive acesso a todo questionário aplicado aos alunos, criados para o propósito da classificação do ensino universitário.

À partir daí, comecei a analisar este material, sob o ponto de vista psicossocial, reforçando minha percepção sobre importância profunda dos múltiplos conhecimentos dentro das universidades para uma melhor atuação profissional.

Qual não foi minha surpresa, confirmei que muito da visão/formação mecanicista ainda existe na maioria das universidades de medicina veterinária.

Vamos agora destrinchar passo a passo o que é formação e começar a acrescentar textos para incentivar uma nova visão do ser vivo em seu meio, conseqüentemente no exercício de sua profissão também.

Segundo o dicionário Michaelis, Formação significa:

- Ato ou efeito de formar ou formar-se.

- Modo como se constitui um caráter ou uma mentalidade;

 - Fase do processo criminal em que se determinam a existência, natureza e circunstâncias do crime; sumário de culpa. 

Em primeiro lugar, vamos refletir, ao invés de apenas julgar, sobre esta questão: a Formação.

Imagine que a maioria dos alunos inscritos na universidade são, conforme questionário como parâmetro, jovens adultos, vindos em grande parte da classe media boa, sem nenhum preparo quanto à responsabilidades sociais como trabalho, casa, filhos.

O que isto significa?

Podemos refletir sobre o que estas responsabilidades influenciariam, se vivenciadas, na questão da prática profissional, no tocante à responsabilidade para com a vida de outrem.

Uma pessoa que trabalha, estuda, assume responsabilidades sociais está mais apta a agir socialmente dentro das boas normas e costumes, compreende melhor o sacrifício de cada atividade,valoriza o resultado, e por conseqüência, aprimora e reforça sua autoconfiança na questão de seus deveres e atribuições, sejam eles de cidadão quanto na profissão.

Imagine agora a realidade  da mente fresca e nova dos estudantes, pronta para serem inseridos conceitos, como um HD  recém comprado da loja. E lembre-se do conceito descrito da palavra “formação”.

Some isto às matérias, que em sua maioria são mais técnicas do que estruturadas na compreensão do histórico da vida, do empirismo, de tudo o que envolve a sintomática e o interpretar profundamente o histórico das doenças, o lidar com o paciente, e "pseudo pacientes",  principalmente na questão das emoções, respeito, ética, trasmissão de informações, etc.

Como sairia o profissional pronto?

Simplesmente Mecanicista - Técnico.

Veja vídeo abaixo para complementação:

 caso não consiga visualizar clique: http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-8443259434329803879&hl=pt-BR

Como podemos perceber, os políticos, no caso, os responsáveis pela direção dos cursos universitários, ainda possuem esta visão, que muitas vezes também é norteada pelo ganho financeiro, afinal, quanto mais profissionais formados, mais faculdades e chances de novos alunos, mais ganho por cada profissional, já que temos que pagar, cada um em sua profissão, ao conselho regional de classe.

Para eles, importa mais o ganho do que a qualidade.

Numa questão evolutiva, o surgimento no mercado de novas universidades de medicina veterinária aumentou exorbitantemente frente à qualidade de ensino.

Antigamente, estas universidades estavam localizadas no interior e em SP na Usp. Atualmente quantas universidades que possuem o curso de formação em medicina veterinária existem hoje?

É fato que o interesse está mais na lucratividade por cabeça do que na qualidade de ensino. Além do mais, a vida de um animal ainda é considerada por muitos, mais um tipo de vida apenas.

Descobri que há tempos atrás, em virtude desta demanda desenfreada do surgimento das novas universidades de medicina veterinária, políticos determinaram um exame de proeficiência, como a OAB existe para os advogados, mas também soube que muitas universidades conseguiram liminar para não terem que passar por este exame.

E assim caminha tudo...

 Ainda continuando a interpretar a definição de “formação”,  achei bem circunstancial a última frase: a definição do “sumário da culpa"...

Embora esta definição seja aplicada no palavreado jurídico, podemos fazer uma inferência desta culpa. Teremos uma culpa universal sim, se, diante de todo este conhecimento, não nos motivarmos, mobilizarmos em refletir e modificar dentro de si estes conceitos.

Quer um exemplo?

Dentro da “formação”, como vem sendo instruída a pratica da eutanásia,  sob a interpretação do bem estar animal, do código de ética, dentre outras tantas questões?

Se os alunos não buscarem conhecimentos complementares,já que não há muito em sala de aula, não contestarem buscando outras soluções mais adequadamente humanas, no sentido da melhor valorização da vida como um todo, principalmente na área da saúde que envolve Vida, já que a política e as direções parecem não demonstrar interesse nesta integração e qualidade, se nós não nos mobilizarmos neste questionamento, tudo continuará como está.

Lembre-se que a eutanásia, realizada nos animais abandonados e sadios, nos centros de zoonose, apenas em alguns estados não é permitida recentemente. Junte esta informação com a questão levantada anteriormente quanto à influência do Juramento Oficial que até os dias de hoje direciona a conduta e maneira de pensar destes profissionais. Este  juramento foi alterado recentemente, mas  quantos profissionais se formaram mediante aquele compromisso de juramento modificado em 10/2007 até agora?

Uma vez cada um se modificando internamente, teremos o universo inteiro a caminho de uma renovação, já que o todo é composto por partes que se integram.

Veja o vídeo abaixo e entenda como sua energia única é importantíssima para colaborar na harmonia do universo em que vivemos.

 

Perceba então, como sua transformação interna é participante da transformação externa.

Toda esta conexão que envolve vida, matéria e energia (corpo físico), e suas inter-relações no meio em que vivemos, principalmente nas profissões que envolvem o conhecimento da saúde, ainda são muito rejeitadas, por isso, muitos profissionais continuam mecanicistas.

Mas, como já disse anteriormente, não adianta apontarmos os problemas sem mostrarmos soluções construtivas para qualquer questão...

Alinhavando, e agora terminando a questão da análise da trajetória dos cursos de graduação na saúde publicada no site do Inep,  sabendo o que é “Formação”, e entendendo como ela é feita dentro das universidades, encontrei outras  e últimas referências interessantes e complementares dentro  questionário:

Além da maioria dos estudantes morar com familiares, que sustentam o curso e tem uma infraestrutura média boa para o aprendizado dentro das universidades, e assim supondo  que dentro de casa grande parte dos chefes de família possuem uma formação compatível com o diálogo, incentivo e cultura(informação), mesmo assim, somente 7% dos alunos chegaram a ler mais do que 6 livros escolares ao ano, sendo que dos procurados, 49,4% são os técnicos e 16% outros tipos de literatura.

Se por um lado, grande parte dos estudantes possui condições de focar seus estudos sem ter que dividir com outras atividades de sub-existência como trabalho e casa; vivem com pais que na média tem boa formação, o que está faltando para atrair a vontade de buscar conhecimentos, já que somente 7% lêem uma quantia considerável de livros, sendo eles em sua maioria técnicos?

A resposta está no vídeo anterior, a respeito do que se transmite dentro da educação básica em sala de aula, o compromisso que se tira, ao desdenhar de assuntos vinculados à busca de respostas diante da questão quem somos, onde vivemos e que importância temos neste Universo.

 Se você não viu o vídeo, sugiro que o veja para entender melhor esta questão.

Por última análise, numa média, apenas 15% dos alunos concluintes, desenvolveram alguma atividade de iniciação científica ou tecnológica, 4% esteve envolvido em algum projeto de pesquisa independente e 50% dos alunos, ou seja, “metade” acredita que o conjunto das disciplinas do curso contribuiu apenas parcialmente para a assimilação crítica de novos conceitos e tecnologias..

 Ou seja, há muito pouco de iniciativa quanto ao aperfeiçoamento de carreira sob uma visão holística, e dentro deste, apenas são sugeridos os temas promovidos pela universidade, que como já vimos, ainda demonstram seguir a linha mecanicista....

Concluindo, os pensamentos e raciocínios dos estudantes são formados/dirigidos à uma forma mecanicista do saber/atuar. Apesar da possível boa estrutura socioeconômica, não há quase incentivo, nem dentro de casa , já que vivemos num universo tendendo ao individualismo e egoísmo, e nem nas próprias universidades quanto à questão do despertar interesse por leituras complementares, que não técnicas. O interesse e a mídia sempre despertam a atenção mais para assuntos tecnológicos do  que para assuntos de cunho emocional, de auto-conhecimento. E como percebemos, esta falta existe  desde a escola para a pesquisa e contestação dos paradigmas explanados.

Somando então a questão da pouca vivência de responsabilidades socioeconômicas dos alunos, e associando isto à segurança que se adquiriria, diante de todo este perfil, agora pergunto:

Será que a maturidade destes jovens, como descritos os dados acima, é suficiente para garantir o sucesso desta prática?

O que poderia ser modificado, incrementado para amadurecer, proporcionar mais  confiança e sustentação a  estes futuros  profissionais quando a hora da prática chega?

Como pode um veterinário desenvolver especialidades voltadas para os animais como acupuntura veterinária, reiki, florais, homeopatia, se todas envolvem componentes emocionais, os quais, dentro da universidade são pouco ou quase nada abordados, muitas vezes descartados,desconsiderados ou minorizados em sua importância complementar, mesmo considerados científicos?

Além disso, como vem sendo preparados estes cursos? Há a presença de outras matérias que envolvem esta abordagem, como percebemos a importância, dentro das matérias constadas no curso?

Quanto tempo dura um curso e quanto seria necessário para munir estes profissionais de toda bagagem que abarca?

E diante disto, é certo a medicina veterinária limitar o curso da acupuntura animal somente a profissionais formados na área (latu sensu), mesmo considerando a pouca base que tem sobre o conceito filosófico, histórico, emocional, psicossomático, até físico quântico que envolve?

Baseado em quê, se permite por Lei, todos os profissionais de saúde poderem atuar como acupunturistas “em humanos” – leia-se aqui riscos e responsabilidades, ao contrário desta prática em animais que é limitada exclusivamente a veterinários formados, já que dentro do estudo total desta prática milenar constam as duas especialidades, ou seja, a acupuntura animal é uma variante da humana?

Aos poucos vamos buscando  respostas à estas perguntas, no decorrer dos artigos, e também informando os que já atuam, de todo conhecimento que envolve estas variantes, no intuito de complementar o que talvez não tenha sido ilustrado e instruído corretamente... Porém e infelizmente todos estes aspectos envolvem muitos processos, e sabemos que, além desta necessidade de transformar nossa maneira de pensar, também precisamos mostrar junto aos conselhos acadêmicos e aos governantes toda esta importância, que ainda não é dada suficientemente.

Ao menos, através deste e-book, espero colaborar para a melhoria da intelectualidade  e responsabilidade destes profissionais, quando em campo de atuação, fazendo assim uma coletânea de artigos de forma a incitar esse despertar desta consciência, seja no reconhecimento das falhas de nossa visão de mundo, na aceitação de que esta visão de mundo não é a melhor, de que o universo é muito mais sutil e complexo do que o que nos faz crer nossa "filosofia" científica, ou melhor, cientificista.  

Se os profissionais aceitarem melhor estas conexões explicitadas acima, estarão despertando o insight e o feeling em seu campo de trabalho, e conseqüentemente fazendo toda a diferença.

Então mãos à massa!

Proponho aqui alguns vídeos interessantes para agregar conhecimentos a todos os profissionais que trabalham com a área da saúde, seja ela humana ou animal, sob um ponto de vista profundo e científico, principalmente para dar o suporte intrinsecamente necessário às variantes especialidades da medicina veterinária (acupuntura, reiki, cromoterapia, florais, etc), que envolvem totalmente a compreensão destas conexões energéticas, cujos cursos vem crescendo de forma quase indiscriminada e, pelo que tenho percebido, nem sempre são embasados corretamente com o respeito devido aos  princípios que norteiam, prevalecendo mais a questão da utilidade no sentido do monopólio/lucro do que da harmonia do ser vivo como um todo.

Segue a sinopse do filme Mindwalk, baseado no livro: “Ponto de Mutação”  - Fritjov Capra.

 

E agora, imaginando que você já tenha percebido o conteúdo abordado nesta sinopse, na próxima página segue o  filme na  íntegra, para reflexão.

O próximo artigo a ser postado, será sobre a bibliografia de Fritjof Capra, que, sem dúvida é um dos nomes mais significativos na divulgação da vanguarda dos progressos da ciência, da filosofia e, unindo tudo isso com consciência, principalmente da ecologia em nossos dias.

Assista o filme e aguarde o próximo boletim com mais artigos a serem postados.

Boa sessão cultural!

Fontes: 

Inep - Artigo citado apra download: "A trajetória dos cursos de graduação na saúde: 1991-2004: Medicina Veterinária"

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