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Dr. Edward Bach e a Medicina

 

Edward Bach foi um médico de grande coragem e sensibilidade humana, que, acreditando em sua intuição, apesar de todo respaldo científico, rompeu paradigmas seculares suficientemente, comprovando a responsabilidade do caráter emocional no desequilíbrio físico e concomitante surgimento das doenças, marcando uma nova etapa na história da medicina.

Portanto, para se compreender as idéias científicas e sua aplicabilidade, como a de Bach, que irei discorrer a seguir, se faz preciso enxergar além da relação de causa e efeito da sua aplicabilidade. Devemos ler com o sentimento, nos despojar de preconceitos e sensos comuns, perceber a sutileza de detalhes, que proporcionam a este trabalho uma mais profunda sintonia na questão do diagnóstico. Para tal, é necessário entender a história da medicina.

Até o surgimento da medicina holística nos tempos atuais, esta passou por processos distintos: De uma visão científico-espiritual, em seu curso no decorrer dos tempos cindiu-se entre a técnico-experimental e a filosófica. Posterior e atualmente, após Hanneman e Bach, inicia-se uma retomada desta visão inicial, sob uma nova perspectiva, conforme cronologia a seguir.

Num primeiro plano, a medicina medieval fundamentava suas idéias sobre a origem e a cura das doenças numa visão científico espiritual, onde fatores tais como o destino, o pecado, e as influências astrais eram tão considerados quanto às causas físicas. Poucas drogas eficazes existiam, além ópio e quinino, curas espirituais, venenos, e os compostos metais.

Ainda sob a influência filosófica espírito-emocional, na antiga Grécia, Hipócrates (377 a.C.) desenvolveu um sistema médico humoral onde o tratamento deveria restaurar o equilíbrio entre os clássicos elementos e humores dentro do corpo, e numa visão similar esta também foi adotada na China e Índia.

Com o passar dos tempos a idéia da medicina personalizada foi desafiada na Europa pela ascensão da investigação experimental.

Começa a surgir aqui uma cisão do corpo/alma na questão da análise diagnóstica da doença.

Embora a medicina ayurvédica datasse de 5000 anos atrás e fosse conhecida como a mãe da medicina, pois seus princípios e estudos foram base para o posterior desenvolvimento da medicina tradicional chinesa, árabe, romana e grega, com o surgimento de muitos outros colaboradores na área como Galeno (131- 201 d.C. ), Galileu, Darwin, bem como filósofos, dentre eles Descartes (1596-1650) em sua definição de “penso, logo existo”, inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna e o curso da medicina tomou uma conotação mais técnico-tradicional, onde a importância das emoções como fatores relevantes para o surgimento da doença foi pouco a pouco perdendo seu valor.

Como todo ciclo, duração, possível saturação e necessidade de expansão, na Idade Contemporânea, Samuel Hahanemann(1755-1843), médico doutorado pela Universidade de Erlandgen, desgostoso de não conseguir curar realmente seus pacientes, pela ineficiência da medicina de grande parte dos médicos da época, (leia-se aqui que o ensino prático nas faculdades de medicina da época era desprezado e mesmo considerado desnecessário e humilhante), ao realizar uma tradução sobre de uma obra de Dr.Cullen, médico que obtinha sucesso na cura da malária através de cascas de quina., chamou-lhe a atenção que o abuso que se fazia da quinina acarretava sintomas semelhantes aos que se apresentavam espontaneamente na enfermidade natural. 

Embora fosse (e ainda seja) um tratamento adequado para a doença, ele não se convenceu da explicação do autor, que atribuía a eficácia do remédio e eventuais efeitos tônicos sobre o estômago, raciocinando que deveria ser outro o mecanismo de interação daquela substância com o organismo, uma vez que tantos "tônicos" poderosos não surtiam efeitos sobre a malária.

Para comprovar suas idéias, seguindo sua convicção na experiência, medicou a si próprio com quinino durante vários dias e, como resultado, começou a ter os sintomas da malária.

Nos anos seguintes Hahnemann retornou à prática médica, experimentando em si próprio, sua família e amigos com diferentes substâncias para estudar os sintomas que produziam quando tomados por pessoas saudáveis. 

Unindo seu conhecimento médico ao resultado de suas pesquisas, Hahnemann, em 1810, publica seu livro Organum Therapeuticum ("Organon da Arte de Curar”), que estabelece as idéias da medicina homeopática formulando os Princípios da Homeopatia, onde a idéia básica é “os semelhantes se curam pelos semelhantes”.

Edward Bach (1886-1936), muito respeitado na área médica e também influenciado por esta Doutrina de Hahnemann, passou a evidenciar, em seu trabalho junto a pacientes acidentados, a importância da índole do doente e sua tinha influência no tratamento a ser ministrado.

Inicia-se aqui um novo período da medicina, com a retomada da união corpo-alma, físico-emoção na interpretação do diagnóstico das doenças, onde o corpo físico como único instrumento de pesquisa passa a ser menos importante que o equilíbrio emocional.

Diante desta nova perspectiva, Edward Bach(1928), começa a dedicar seus objetivos na busca de plantas curadoras e ao estudo de diferentes personalidades humanas como fator preponderante no resultado das prescrições medicamentosas conforme os princípios da homeopatia de Hanneman, deixando pra trás seu consultório e laboratório.

Ao chegar em Gales, descobriu que levara por engano uma mala com calçados no lugar de uma com o material necessário para o preparo de medicamentos homeopáticos (Jung explicaria esta casualidade como sincronismo).

Isto acabou impulsionando-o mais rapidamente na direção da descoberta de um novo sistema de extrair os componentes medicamentosos das plantas.

Entre junho e julho de 1930, descobre o método solar e entre junho e julho de 1930 escreve seu livro “Os Remédios Florais do Dr. Bach: cura-te a ti mesmo”.

A partir de 1931 até 1936, Junto com sua assistente Nora Weeks, Bach encontra e prepara os nove primeiros dos chamados Twelve Healers (Doze Curadores). Posteriormente descobre os três últimos remédios da série Twelve Healers e três anos após, descobre e prepara mais quatro remédios que são chamados Four Helpers.

Em 1934 – chega aos três últimos florais que completam a primeira série formando os “sete auxiliares”. Formula seu remédio dos primeiros socorros, o Rescue e, em rápida seqüência, encontra mais dezenove remédios e cria o método de fervura (Boiling) em seis meses.

Acreditando que seu sistema está concluído, através das 38 essências florais provenientes da extração dos elementos sutis das plantas, comprovando sua eficácia na cura das doenças, ao final deste mesmo ano, morre por uma parada cardíaca, e deixa junto com sua descoberta, a possibilidade de um novo rumo na área da medicina: a retomada das teorias da medicina antiga, sob uma releitura do caráter científico-espiritual, onde as emoções voltam a ser princípios de igual importância quanto � fisiologia para o surgimento, interpretação e cura das doenças.

Numa análise mais profunda, sua contribuição vai além da importância das emoções na interpretação e cura das doenças. Bach nos mostra uma nova perspectiva de observar o mundo, o cotidiano.Compreendendo o real valor do caráter emocional na cura, passamos intrinsecamente a aplica-lo em todas as situações de nossa vida.

Com isso, para se trabalhar com florais, é necessário, além do conhecimento técnico, nos aprofundar no caráter histórico evolutivo, na questão espiritual intrínseca, no conhecimento das emoções em toda sua extensão. 

Como enxergar os benefícios desta terapia sem transpor a visão onipotente do ser humano em que se acredita maior valia em detrimento do animal e vegetal simplesmente pela justificativa da presença de nossa inteligência e raciocínio?

Conhecendo o processo que percorria a medicina até então, e através da interpretação da descoberta de Edward Bach sobre as essências florais, a própria natureza e seus elementos passa a receber uma nova qualificação e significado sob a visão humana em relação ao seu ambiente/habitat terrestre. Ela deixa de ser meramente “decorativa” e passa a ser vista com mais respeito quanto à sua razão de existir.

Resta-nos agora agregar a esta nova visão da pluralidade dos componentes originários da doença, a questão da espiritualidade, que mesmo ainda controversa e muito discutida, sem dúvida traz muita colaboração no quesito mente-corpo/emoções-energia, no sentido de uma melhor harmonia entre todos os seres viventes, inclusive dentro da questão profissional e principalmente quando esta questão envolve cura em qualquer âmbito.

Antes de morrer, Bach queimou tudo o que já havia escrito até então e deixa o resto do trabalho para ser concluído pelos colegas e auxiliares que trabalhavam com ele. Ou seja, sua contribuição continua aberta a novas descobertas e contribuições. 

Quem terá a sensibilidade e o desbravamento, o caráter filosófico e altruísta suficiente para quem sabe, agregar mais complexidades em suas pesquisas?

Em Mount Vernon-Grã Bretanha, local morou e realizou toda sua pesquisa floral, hoje funciona o Bach Centre, onde são colhidas as flores e preparadas as essências.

Por fim, diante deste panorama, é possível crer que num futuro, muitas outras contribuições poderão surgir, inspiradas em sua dedicação para a saúde da humanidade.

Saiba mais sobre como atuam os florais - clique aqui para ler artigo completo.

Nota: A profissão do terapeuta floral é reconhecida pela Comissão Nacional de Classificação (CONCLA) pelo código: 8690-9/01

"Os Florais nos ensinam a sermos Observadores de nós mesmos, porque vamos avaliar a nossa mudança e perceber novos aspectos que antes não percebíamos".(Carmen Monari)

Referências: Figura - Holly - planta cuja essência é utilizada por Edward Bach, sendo um de seus princípios refazer a capacidade de amar - fonte: http://pt.wikipedia.org

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