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Introdução

O Homem se identifica com a natureza enquanto ser biológico.

Neste sentido, o progresso de nosso universo é construído à medida que os homens vão construindo a si e ao seu mundo, desde sua evolução, fundamentada em sua necessidade de sobrevivência através dos tempos.

Durante todo este percurso, o homem necessitou conhecer a natureza, dominá-la, transformá-la segundo suas necessidades.

Ao estudar este universo em que habita, foi criando e dominando suas leis através do conhecimento, e dessa maneira, o conhecimento humano começou a se apresentar de diferentes formas, como o histórico, filosófico, teológico, científico, holístico. As ciências surgem então, como uma forma de compreensão do mundo, expressas pelo homem através dos tempos, já que é o personagem principal desse processo de desenvolvimento do pensamento. Como analisa S.Lane (1985), o homem "fala, pensa, aprende e ensina, transforma a natureza, o homem é cultura, é história. 

Vemos então que o marco deste processo, da evolução do pensamento e surgimento das primeiras teorias científicas, se dá a partir do momento em que o homem sai da condição de crente (crer por acreditar), para uma condição crítica, cuja afirmação pode ser "eu penso que".

Diante disto, podemos assim dizer, que a preocupação deste com as chamadas atividades subjetivas, é tão antiga quanto as primeiras formas do pensamento racional, ou seja, quando o homem pensa acerca do mundo, dos outros homens e de si mesmo, elabora idéias psicológicas, idéias que se referem a processos individuais e subjetivos, como, por exemplo, as percepções e as emoções.  

Portanto, para se compreender as idéias científicas e sua aplicabilidade, incluindo as novas especialidades as quais a medicina tradicional e a veterinária hoje atuam, devemos enxergar além da relação de causa e efeito da sua aplicabilidade. 
Devemos ler com o sentimento, nos despojar de preconceitos e sensos comuns, perceber a sutileza de detalhes, que proporcionam a este trabalho uma mais profunda sintonia na questão do diagnóstico.  

Compreender e progredir em prol do nosso bem estar, estendido a todos os seres os quais nos relacionamos, implica num aperfeiçoamento constante, que se atrela tanto às inovações e avanços de aspectos tecnológicos e da ciência, quanto no reconhecimento da importância e colaboração dos aspectos humanos, sejam eles históricos, filosóficos, psicológicos. Implica na admissão de que todos estes fatores estão intrinsecamente ligados." Retomar, reconsiderar os dados disponíveis, revisar, vasculhar numa busca constante de significado, examinar detidamente, prestar atenção, analisar com cuidado, é fazer ciência, aperfeiçoar-se, mas também a definição de filosofia", segundo Saviani, 1982.

Atualmente já podemos perceber a importância da colaboração da multidisciplinaridade dentro dos diagnósticos e tratamentos dos distúrbios detectados em todo ser vivente, seja ele humano, animal ou vegetal. Contudo, esta integração científico-filosófica ainda caminha em passos não tão rápidos quanto o avanço da ciência em si. 

Fazendo um panorama, até pouco tempo atrás tinhamos: homem/idéia de um lado, fato/determinismo de outro, no sentido de que o homem fosse simples reflexo e registrador dos fatos, sem neles intervir, já que os fatos, por muito tempo foram concebidos como mecânicos e predeterminados, implicando na visão de homem como ser passivo diante do conhecimento. 

Com isso, meu interesse aqui está em despertar sua atenção a todos os possíveis pontos sutis muitas vezes desapercebidos numa analise diagnóstica, de maneira que possa se abrir uma porta útil não só  para o enriquecimento da interpretação diagnóstica em todas suas variantes, como em todos os aspectos de seu cotidiano, propiciando uma nova visão de si sobre os acontecimentos da vida, uma interpretação mais complexa desta e assim contribuir cada vez mais para a harmonia de todos que nos cercam, inclusive a sua. 

 "Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais. - Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."
(Victor Hugo - Albert Schweitzer)  
   

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