Quando se pensa em Hoarding, ou nos mais clássicos distúrbios de personalidade, como vimos na pagina anterior, geralmente se tem 4 perguntas:
 
1-O que fazer?
2-Por quê acontece?
3-Como lidar  - há reabilitação/reinserção social?
4-Como evitar?
5- No que contribuímos e o que não vemos participar.

Mas será que ficou claro que nós podemos construir e contribuir juntos também, num evitar de novos focos?

Não sei...

 

Assim, diante de tantos casos recentes que vemos hoje em dia,  onde o limite da razão não nos faz compreender nem justificar, os quais observamos inclusive abaixo assinados e manifestações da sociedade (caso da cadela york, Dalva - da Vila Mariana, da criança atirada da janela, da mulher que esquarteja o marido, dentre outros), pensando em como perceber e contribuir para que novos focos num futuro possam ocorrer, decidi atualizar este tema, onde alguns aspectos servem tanto para o hoarder em si, como para compreender o que podemos mudar, cada um formando um todo, de forma que nossa sociedade consiga ser mais equilibrada.

 

Então vamos lá.

Em relação a conduta civil, concordo com a grande maioria, de que as leis brasileiras, assim como de alguns países, carecem de rever e reajustar a penalidade para comportamentos tanto que coloquem em risco tanto a fauna, flora, quanto que indireta ou diretamente imponha a nós mesmos o risco.

 
No meu ponto de vista, uma pessoa capaz de um impulso/comportamento, via de regra que seja agressivo nos teores que temos observado em diversos casos divulgados hoje em dia, pode, em outro determinado momento vir a ter similar impulso para com um ser humano por exemplo. E não podemos "esperar" que tal impulso aconteça para modificar uma lei/pena. (isso no caso dos acumuladores e assassinos de animais)
 
Assim, penso que toda lesão grave do ser humano independente para com que "espécie" de sujeito seja, cabe ser reavaliada e vista sob o olhar critico do ato e não de quem fora o injuriado. E aí, conforme avaliação profissional necessitará ser encaminhada ou para tratamento, ou para a prisão, considerando com discernimento a longas vistas, se a fiança deve realmente ser oferecida como forma de retratação, de forma que tal solução sirva tanto de exemplo como de autoridade para que isso não reincida.
 
Aí, diretamente dentro desta solução (penalidades/tratamentos), percebo que se engancha outra questão:

No caso dos hoardings/acumuladores de animais, o que fazer com os ali confinados?

 
Então para refletirmos neste ponto, teríamos que entender os demais tópicos onde vou tentar sintetizar, partindo da analogia da própria natureza, e que lhe direcionará para refletir nos demais casos aterrorizantes:
 
Toda semente, para que vingue, precisará de um solo adequado, de uma condição climática, do adubo, da mão do homem. Ou seja, nada nasce por si só, sem a contribuição de uma cadeia de elementos que em conjunto colaboram "para".
 
O ser humano não é diferente.
Para que sobreviva, é primordial e sine qua non, que ele conviva desde seus primeiros dias de vida, com outro ser, ou com o que chamamos de família, ou seja, com um "outro" alguém para que possa dar continuidade à vida. 
 
Sob o conhecimento da medicina, grosso modo falando, poderíamos compreender estes primeiros cuidados vitais, subsidio essencial para a boa formação: a avaliação climática/ambiente, a alimentação, a higiene, bem como a "genética"(e mais uma vez vemos que até para a manutenção da vida, não podemos fazê-la sozinhos -  temos que ter 2 pessoas envolvidas, ou seja, uma junção de elementos), no qual, quando em desordem, causariam as doenças de ordem física/orgânica.
 
Além disto, a partir de Freud, tanto quanto as necessidades físicas e genética se tornam determinantes no comportamento do ser humano, os aspectos emocionais subjetivos que surgem alem e por trás dos cuidados essenciais para a sobrevivência - comida, calor, higiene, etc - o histórico do ser, que vai acontecendo ao longo da relação entre ele e o cuidador,  o como isso é dado, a forma como isso é transmitido e vivenciado, e que vai formando o que chamamos de psiquê -  que seria um mapeamento da personalidade deste, são processos tão importantes quanto, e de influencia direta sua saúde e modo de vida.
 
É aqui que temos a linha da psicossomática (que compreende as emoções e influencia sobre a saúde), bem como os diversos distúrbios de personalidade.
 
Veja, a inteligência emocional da criança é moldada a partir das primeiras interações de vida, com os pais. Alguns especialistas argumentam que o estado emocional da mãe gestante, variando de relaxado e feliz para tenso e infeliz, pode ter efeito importante sobre o feto, tendo a família, sem dúvida, uma importância muito grande nos reflexos deste ser para com todas as instâncias da sociedade, dado que através dela, seus hábitos, costumes e valores são repassados através de gerações. 
 
E grande incidência de conflitos emocionais que se exteriorizavam por ansiedade, sentimentos de inferioridade, de insegurança, depressão, medo, negativismo e incapacidade de estabelecer relações afetivas, coincide com o grande número de famílias desintegradas, desunidas, de pais ausentes, incompreensivos, imaturos, neuróticos, dominadores, desajustados, que não podiam dar compreensão, amor e apoio aos filhos, segundo vários pesquisadores na área da psicologia.
 
Portanto, o desenvolvimento de um adulto saudável ou neurótico é resultado da interação e influências internas “e” externas.
 
Então, primeiramente quando se pergunta por que isto acontece, o que vejo são reportagens mundo a fora pontuando talvez mais o problema genético ou psiquiátrico "do ser", como se ele vivesse num ambiente apartado da sociedade, do que como foi seu ambiente, do que pesquisas do como foi a formação deste ser em desvio? (isso não quer dizer que não existam, mas não são divulgadas/encontradas com mesma freqüência ou aliadas a temas como este)
 
Porque como vemos, nada nasce ou desenvolve-se por si só, e a relação de afeto no decorrer da vida do ser, influencia tanto quanto, seu modo de vida.
 
Então, salvo engano, há muito mais estudo sobre "a pessoa" portadora de determinados distúrbios, mas não há em proporção a divulgação de estudos sobre determinantes ambientais/emocionais, como vimos acima contribuírem para uma psiquê saudável, ou como instruírem a criar melhor seus filhos, certo?

Isto pra mim se torna muito mais emergente, junto com a penalidade mais adequada, do que escarafunchar o desmembramento dos graus e “modelos” da perversão partindo do que já se tem como desvio e dolo que nos causa choque.

 
Mas supondo que considerássemos e tenhamos estudos que apontem um ambiente empobrecido emocionalmente possa ser fator para o desencadear do Hoarding, onde a raiz do problema esteja também atrelada à dificuldade do sujeito em lidar com situações de estresse, buscando alivio e canalizando errônea e inconscientemente sua dor adotando animais, paliativamente resolvendo sua dor interna por outras questões nesta catarse. 
 

Como temos os atendimentos de saúde hoje em dia?

 

O que aparentemente vejo, dado o senso comum é que há espera em filas com perspectiva de meses adiante para inicio de qualquer tratamento, quiçá um tratamento psicológico...(1)

 
Assim o que parece restar é apenas a punição com meios legais, mas isto não quer dizer que o assunto esteja resolvido, ou que haja somente esta forma.

Vocês já repararam quantos casos de desvios graves e diversos, envolveram um sujeito que tem em sua formação a medicina ou afins por exemplo? Ou como a muitos tem uma frieza muito maior do que as emoções?

Nós temos um artigo aqui onde falamos da Dessensibilização ..

Mas será que esta observação tem sido levada a estudo, no quesito de que a dessensibilização pode, se a pessoa não tiver um respaldo para equilibrio emocional, alimentar uma semente que um dia possa explodir?

Leia, observe, e depois e tire suas conclusões...

 
Mas então, continuando, tanto as leis precisam ser relidas, quanto a saúde carece de conseguir atender a demanda, e há que se reler este meio (no caso a sociedade, a mídia, a família, a escola e as relações) como terreno favorável para a manutenção e existência destes e de outros casos de grave teor tanto quanto. Porque no meu ponto de vista, nada nasce por si só, e sim por uma soma de elementos...
 
Vou citar um exemplo.
 

Se formos avaliar o sofrimento dentro de um abatedouro, independente do sujeito não ser “um animal de companhia”, fato é que a maneira como é abatido envolve dor e todo um processo que se víssemos, não comeríamos carne.

 

Para quem não pôde ver, recentemente tivemos uma reportagem sobe a libertação de galinhas, feita pela equipe da ONG Canadians for Ethical Treatment of Food Animals que organizou o resgate de 140 galinhas de gaiolas de bateria destinadas ao abatedouro. (2)

 

As galinhas passaram mais de um ano 'espremidas' dentro das gaiolas de bateria - que são gaiolas feitas de arame, tão pequenas (430cm² para 10 galinhas ) e não podiam sequer esticar as asas!

 

Com este resgate, elas receberam uma segunda chance para viver e de agora em diante, terão espaço para esticar suas asas e pernas, tomar banhos de areia, banhos de sol, limpar suas penas e sentir a grama sob seus pés.

 
Aí pare e reflita: Ao ver aquela imensidão de animais mortos como no caso da mulher da vila mariana, ou em condições precárias sob a custodia de um ser em distúrbio (com ou não intensão positiva aparente), o recriminamos, mas acho que permitimos atitudes encobertas que causam lesão tanto quanto...
 

Vejo também muito vegetariano oprimindo o carnívoro da mesma maneira...

 

E penso que pra uns é necessário um tratamento (apresentação da situação) com mais severidade, mas pra outros, isso pode causar/desencadear outros resultados fora do objetivo e justamente promover a recusa desta informação, a raiva, o desacolhimento, o sentir-se incompreendido...E para algumas pessoas, esta sensação, este sentimento pode provocar recusa ao invés de escutar um conselho a posteriori...

 
Então, nós podemos resolver determinada situação com a prisão ou internação, mas não resolvemos o problema a partir do ponto em que estamos acostumados com determinadas convenções, temos pouco tempo ou interesse em revermos nossa filosofia de vida como um todo, e nossos próprios costumes reforçam a permissibilidade dos fatos, a precariedade emocional – terreno fértil para contribuir aos distúrbios latentes. 
 
Continuando, a sociedade, a mídia (e aqui se incluem não só as noticias, mas os desenhos infantis, por exemplo), as escolas, mesmo que por boa intenção, mas falta de esclarecimento, acaba muitas vezes se atendo a um só lado, alimentando mais e mais um preconceito seletivo, um sensacionalismo, mais ódio ao invés de sabedoria, mais trapaça e inimizade ao invés de solução/integração.
 
Hoje falamos de bullying, mas o que fazemos com os fumantes?
 
Não que eu os defenda, não é isso.
 
Mas antes de fecharmos o vidro do carro, agressiva e recriminatoriamente na cara do motorista ao lado por conta de sua fumaça, antes de o olharmos com olhos críticos negativos, deveríamos pensar reflexiva e positivamente o como fomos participantes neste habito, dado que a necessidade de um artifício externo, também se inicie pela carência mal resolvida internamente e de forma inadequada. 
 
Muitos dos que viveram em ambientes castradores nos anos 70, por exemplo, buscaram no atributo do cigarro uma manifestação de vontade em romper amarras de poder sobre si, seja da sociedade e/ou ditadura na época, seja dentro de sua família, e que não conseguiriam, ou não achavam dentre o que dispunham, como fazer de outra forma..
E nós muitas vezes reforçamos esta rebeldia, já que fomos fãs de muitos por exemplo.
 
Agora se o cara que fuma do teu lado é um ídolo do rock, pouco importa este “detalhe”, mas e ele é um “Zé ninguém”, isso importa muito quanto a receptividade...
 
Então, veja como podemos ser dicotômicos: já paramos pra pensar e refletir sobre isso? Talvez ainda não.
Criticamos o bullying e o fazemos semelhantemente com os fumantes, com os carnívoros..Só um exemplo dentre tantos...Avalie com carinho...
 
Perceba aqui, quantas coisas fazemos sem perceber e reforçamos negativamente...
 
Compreender as necessidades de um ser desde pequeno, e até impedir o germinar de seus desvios, começa de forma que sua carência seja bem satisfeita, começa com o saber ouvir, por exemplo, com o cuidado, com a honestidade e confiabilidade, com o respeito para com as pessoas, o encorajamento, a atitude positiva, o compromisso, os princípios e valores bem apresentados...
 
Quantas vezes muitos de nós nos pegamos impedindo o interlocutor de terminar sua frase? Ou mesmo estamos somente ouvindo seletivamente, onde nossos pensamentos estao a fazer julgamentos na tentativa de nortear para onde queremos a conversa?Ou não estamos atentos e presentes por inteiro?
 
Então, conforme uma repressão das emoções configura-se, ela pode se tornar altamente maléfica para a saúde do ser. E desde a maneira como os pais tratam os filhos, até nossa postura ética em partes, tem conseqüências profundas e duradouras em cada ser, como os grãos de areia que enchem um copo, ou formam a praia.  
 
Ou seja, além da medicina e da psiquiatria, o meio como contribuidor para determinados comportamentos precisa ser tanto revisto quanto modificado, relendo as atitudes da nossa própria sociedade como o adubo positivo ou negativo.
 
Nós não podemos mudar o que já existe, volto a comentar (e para isto as leis/penalidades e a saúde precisam ser reavaliadas), mas podemos evitar que outros focos possam não ser tão freqüentes, no caso, cultivando uma sociedade menos discriminatória e mais solícita, menos individualista e mais reflexiva.
 
E onde isso começa? Na família e nas escolas, no incentivo ao esporte, ao social, onde, por exemplo, se consegue estruturar o inicio da psiquê da criança, acolhendo suas necessidades, e com isso promovendo uma instância saudável. (temos alguns artigos sobre este tema - vide referencias abaixo)
 
Mas salvo algumas pedagogias que se destinam a equilibrar os dois lados do ser como a antroposófica (3) – muito conhecida no exterior e pouco divulgada no Brasil infelizmente, nas demais, há uma predominância do salientar só do intelecto, fazendo a criança cresça crendo que a sociedade é competitiva e não diversificada, que o estudo é mais importante do que as relações, sem então desenvolver um equilíbrio, fortalecer a auto-estima saudável (não a egoísta).
E até dentro de uma empresa, as relações são tão importantes, devendo ser atreladas ao talento e sucesso da empresa!
Quem teve a felicidade de ler “O monge e o Executivo” saberá bem o que estou me referindo...(abaixo para download)
 
Citando Abraham Maslow (4), temos uma hierarquia de necessidades pessoais, as quais devem ser satisfeitas do nível mais baixo para o mais alto, e assim por diante, onde uma vez atendidos os mais baixos, vamos conseguindo os mais sutis acima destes, como a auto estima, que inclui a necessidade de sentir-se valorizado, respeitado, encorajado e reconhecido, e que por conseqüência faz com que possamos frear ou não determinados impulsos.
 
O nível mais baixo seria comida, água e teto. 
O segundo nível seria Segurança e Proteção;
O terceiro Preenchimento e Amor;
O quarto Auto-estima;
E o quinto, Auto-realização.
 
E então com o emocional em desequilíbrio frente ao intelecto desde a escola, somados a um ambiente precário, como esta criança ao crescer lidará com seus desafios?
Como será sua auto-estima?
Percebe?
Daí, citar “x” ou “Y” crianças que desde pequenos desenvolviam comportamentos absurdos, não é tão mais emergente do que nos mapearmos como os pais possam ter sido permissivos e terreno para tal. Cadê esta parte no todo?
 
Tudo que é feito com muita paciência, autoridade (e não poder), escuta, respeito, confiança, flexibilidade, compromisso, amor e vontade, dura, e se torna modelo. E como andam nossos modelos?

Aí você então pode observar: temos culpados! Assim podemos justificar!
Claro que não.
Se formos culpar tudo pra trás deste ponto, chegaremos ao primeiro homem na terra, pois os pais aprenderam com os pais, que aprenderam com seus pais, e sempre, acredito, o fizeram na melhor das boas intenções, percebe?
 
O que podemos contribuir,  aliando então sociedade, família e escola, nesta e noutras questões, é que se pelo lado social, pudermos ser assistidos em nossas necessidades como visto acima, e se por conseqüência formos menos elitizados e mais flexíveis e esclarecidos, menos preconceituosos, tivermos bem internalizados tanto o respeito per si e por outrem, quanto nossa auto estima saudável via esta conjunção, não abandonaremos sequer uma planta, e também não alimentaremos a criação de raças. Só aqui, já não teremos e/ou forneceremos "material" para os colecionadores, bem como estaremos contribuindo para o maior nascimento de crianças saudáveis e menos distúrbios!

Aí, só para finalizar, coloco uma ultima questão a refletir.
 
Antes de 1998, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: Mente Corpo e espírito.
 
Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: Biológico, Psicológico e Espiritual.
 
Ou seja, a obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. 
 
Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID -Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.
 
Não estou aqui alegando que este desvio seja originário de uma “obsessão” como termo ipsis literis, mas não podemos deixar de pesquisar outras energias que possam estar contribuindo, até descartá-las ou não...
Mas como anda nossa fé?
Como anda nosso interesse em conhecer o universo quântico?
 
Compreender a existência de um Deus, Entidade, ou Ser superior, é uma ferramenta de poderosa atuação sobre nosso comportamento, que muitas vezes é capaz de nos frear impulsos também.
 
Porém, isto implica em admitir que não tenhamos este total livre domínio sobre nós mesmos...
 
E o que percebo tanto quanto o preconceito muitas vezes alimentado na sociedade em outras áreas como descrevi sucintamente acima, é que também dentro da religião mais se cria intrigas do que se unem na fé.
 
Somando a isso, muito embora a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade já seja inclusa no rol da medicina, como na Faculdade de Medicina DA USP, onde psiquiatra Dr. Sérgio Felipe de Oliveira(5) a coordena, na prática, apesar do Código Internacional de Doenças (CID) ser conhecido no mundo todo, o que pergunto é: Será que os médicos já aconselham ou encaminham algumas pessoas que seu feeling percebe carecerem de um atendimento nesta área, ou  tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas? Não sei...
 
Portanto, esta problemática pra mim é muito complexa, e é fácil delegar.
Temos vários elementos que se entrelaçam e devem ser estudados tanto quanto, antes de se gerar ou reforçar qualquer direção única.
 
Ou seja:
 
Do que já existe, não podemos mudar, e sim impedir, seja com penalidade ou tratamento;
 
Do tratamento, ainda assim, sinto que há pouco estudo envolvendo todas as possíveis contribuições desde a medicina complementar, ex. homeopatia, medicina chinesa, florais, medicamento, reiki, etc, como manutenção ao menos, até da parte do incentivo da educação no sentido de tornar mais acessível o conhecimento dos pais sobre como se forma e o que carece a criança pra sua formação de psiquê saudável.
 
É necessário um maior apoio e suporte do Governo ao abandono e aos crimes à flora e fauna, bem como uma necessidade de releitura, de forma a inclusive não fornecer mais “vitimas” a estas pessoas que já se encontram nesta problemática – daí a carência dele cogitar ao menos em subsidiar as ONGs que recolhem animais, por exemplo...
 
Mas por certo, temos que reavaliar a nós mesmos como terreno fértil de forma a quem sabe, e o mais importante, evitar que novos focos de distúrbio possam ocorrer tão comumente como hoje.
 
Podemos começar com uma família mais embasada no amor, do que no individualismo como vimos acima, saber ouvir não só seletivamente, acolher nossos filhos de forma adequada, não de forma que a moda, ou a tecnologia nos coloca adequados; colocar-nos sempre no lugar do outro e tentar enxergar com olhos amplos antes de julgar, para ter o discernimento apropriado... 
 
Nós podemos reforçar a solidão e seus distúrbios, contribuindo para o germe da neurose, das psicoses e dos surtos, ou ao contrário, dar uma melhor atenção aos nossos de forma que bem atendidos não busquem ou não germinem maneiras equivocadas de resolver seus conflitos;
 
Nós podemos exigir melhores vistas e abordagens a tantas complexidades e pedir providências ou direcionar a ciência para que continue a resolver atos como este sob uma única direção; (e depois queremos ser holísticos)
 
Nós podemos focar apenas a raiva ou a dor, ou escolher buscar a profundidade de todos os lados que envolvem cada situação, tornando uma sociedade mais justa e receptiva, meio menos adequado para a germinação de distúrbios (não só, mas importante quanto)
 
Só assim alimentaremos uma ponderação mais critica e justa, partindo de nós, aliada à justiça, à ciência, etc.
 
Esta é apenas a minha opinião, onde viso buscar ver todos os lados, para não incorrer a fazer qualquer julgamento precipitado, tanto em atitudes quanto em juízo.
 
Pra mim, se o ser em desvio congelou o animal ou não, posterior ao ato inicial que envolveu o comprometimento da vida, se foram 2 ou 1 animal jogado da janela, isto não afeta o primeiro ato já impróprio...Importa resolver as questões emergentes com a justiça correta freando e mostrando autoridade, com o apoio do voluntariado mobilizando - como vimos ultimamente, com as denuncias, mas principalmente refletindo o como evitar, sanando na raiz.
E nisto cada um que faz o todo tem sua implicância, direta ou indiretamente também.
 

 

Cópia e Reprodução Permitidas desde que mencionada a fonte: WWW.VETERINARIOSNODIVA.COM.BR, minha autoria do artigo para valorizar a continuidade deste trabalho, e principalmente deixando claro que suas referencias daqui utilizadas não implicam que os autores citados estejam sob o mesmo ponto de vista. Idem ao que abordo neste artigo!

Obrigada!


 

Notas e referencias:

 
1-Existem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que é um serviço comunitário que tem como papel cuidar de pessoas que sofrem com transtornos mentais, em especial os transtornos severos e persistentes, possibilitando-se a organização de uma rede substitutiva ao Hospital Psiquiátrico no país.
Para saber como implantar ou requerer, bem como se informar como funciona, acesse:

2- ONG Canadians for Ethical Treatment of Food Animals - http://www.cetfa.com/

3- Sobre a Pedagogia Antroposofica – New York Times - http://www.sab.org.br/pedag-wal/artigos/NYT-Waldorf-Peninsula.htm

4- sobre motivação, aprendizagem e teoria de Maslow http://processospsicologicos.blogspot.com.br/2007_06_01_archive.html

5-Sérgio Felipe de Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica.
Desenvolve estudos sobre a glândula pineal, sendo que sua abordagem é revolucionária dentro dos moldes da ciência acadêmica porque permite a investigação do fenômeno mediúnico e paranormal como elemento coadjuvante no processo de cura e que ajuda a romper com o preconceito de alguns com relação a fenômenos que merecem ser investigados pelos verdadeiros cientistas.
Existe um curso acadêmico de pós-graduação dentro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, uma das mais conceituadas no país.
Em 1993, menos de 5 escolas médicas dos Estados Unidos tinham a disciplina de religião - espiritualidade em medicina. Em 1994, 17 das 126 escolas médicas americanas ofereciam cursos sobre Espiritualidade. Em 2000, este número subiu para 65 escolas, oferecendo cursos não eletivos, optativos. Em 2004, atingiu-se a importância de 84 escolas médicas.
Mesmo assim, apenas uma pequena percentagem dos médicos norte-americanos (menos de um terço) se sente à vontade para perguntar aos seus pacientes quais são as suas opções religiosas; nos outros dois terços, muitos, alegam falta de tempo, outros, incapacidade para lidar com o assunto, e outros ainda, pensam que a Espiritualidade não é relevante para a prática da Medicina.

Existem entidades que se preocupam com esta relevante questão, como a John Templeton Foundation, oferecendo apoio financeiro às escolas médicas que iniciam o curso de Espiritualidade e Medicina.
Na Escola de Medicina da Universidade de Harvard, no projeto de criação da disciplina Espiritualidade e Cura na Medicina: proporcionando suporte individualizado aos pacientes durante as crises de adoecimento , lê-se o seguinte: esperamos treinar os estudantes de medicina de Harvard a serem melhores ouvintes, comunicadores e profissionais, mais hábeis em proporcionar suporte às capacidades de cura do paciente em sua espiritualidade.
Nos Estados Unidos existem muitos Centros de Pesquisa sobre Saúde e Espiritualidade ligados às principais Universidades como: Duke University’s Center for Spirituality, Theology and Health, The George Washington Institute for Spirituality and Health, Center for Spirituality and Health – University of Florida, Center for the Study of Health, Religion and Spirituality Indiana State University, Medical University of South Carolina Center for Spirituality and Health, Center for Spirituality and Healing at University of Minnesota, Higher Education Research Institute at UCLA, Health Sciences Library System University of Pittsburgh Medical Center - Doctoral Dissertations on Religion and Medicine e Harvard University.
No Brasil destacam-se os seguintes Centros de Pesquisa sobre Espiritualidade e Saúde: Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos, na Universidade de São Paulo, o Grupo WHOQOL-Brasil, instalado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora e o Núcleo Avançado de Saúde Ciência e Espiritualidade, na Universidade Federal de Minas Gerais.
A primeira Universidade brasileira a introduzir um curso de extensão universitária sobre Saúde e Espiritualidade foi a Universidade Santa Cecília (Santos-SP), no ano de 2002. A primeira Faculdade de Medicina a abordar curricularmente a questão da Espiritualidade foi na Universidade Federal do Ceará no ano de 2004, no ano seguinte, a Faculdade do Triângulo Mineiro iniciou disciplina optativa sobre Saúde e Espiritualidade, juntamente com a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e em 2006 a Universidade Federal do Rio Grande do Norte iniciou a Disciplina optativa de Medicina, Saúde e Espiritualidade.
Paralelamente a estas atividades institucionais, outras escolas médicas também possuem grupos acadêmicos que realizam Seminários sobre Saúde e Espiritualidade, como na Universidade de São Paulo, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, na Universidade Estadual de São Paulo / Botucatu, no Centro Universitário Lusíada (Santos) e na Universidade Federal de São Paulo, cujo Simpósio ocorreu de 09 a 13 de abril de 2007, tendo um público médio de 300 pessoas por dia, demonstrando o grande interesse que este tema desperta na comunidade acadêmica, estimulando a criação do Núcleo Universitário de Saúde e Espiritualidade da Unifesp. (http://pistasdocaminho.blogspot.com.br/2009/04/aulas-de-medicina-e-espiritualidade-na.html)

**palestra em vídeo sobre seu trabalho junto a pacientes: http://www.veterinariosnodiva.com.br/pag42.htm#end

**A importância do ambiente saudável na família e distúrbios sociais - http://www.veterinariosnodiva.com.br/pag16.htm

** Meu artigo complementar sobre Hoarding - http://www.veterinariosnodiva.com.br/pag40.htm
O Monge e o Executivo>http://www.binokulu.com/wp-content/uploads/2011/09/O-Monge-e-o-Executivo.pdf

O site da ANDA está recentemente abordando esta questão sob outros prismas - acesse e complemente sua reflexão:

http://www.anda.jor.br/21/05/2012/os-casos-dalva-e-brenda-spencer-%E2%80%93-matadoras-em-serie-e-em-massa

E tem muito mais, basta procurar...